<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299</id><updated>2012-03-07T12:55:35.498-08:00</updated><title type='text'>Tambores dos Montes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>423</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3988491028833786153</id><published>2012-03-05T08:11:00.002-08:00</published><updated>2012-03-05T08:18:12.383-08:00</updated><title type='text'>Mulher Negra na História do Brasil</title><content type='html'>Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria Felippe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano de 2012, já contamos 18 anos que a guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de “ancestral”. A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo.&lt;br /&gt;Lélia Gonzalez nasceu “de Almeida”, em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de futebol. Logo depois, a família mudou-se para o subúrbio, para uma casa em Ricardo de Albuquerque. Pela localização da residência, se percebe que Lélia viajou muito no trem suburbano da Central do Brasil, junto com o “povão” (como dizia), principalmente quando estudou no Colégio Estadual Orsina da Fonseca (ao lado do terminal da Central do Brasil, no centro da cidade) e no Colégio Pedro II (na Av. Marechal Floriano, também próximo a Central do Brasil).&lt;br /&gt;Lélia era a penúltima de 18 irmãos/ãs; filha de pai negro (Acácio Joaquim de Almeida), ferroviário, e mãe índia (Urcinda Seraphina de Almeida). À medida que irmãs e irmãos iam constituindo novas famílias, Lélia cuidava da mãe, já residindo na Tijuca, até o final dos anos 1960, quando Dona Urcinda faleceu. Casou-se aos 28 anos, para assumir definitivamente o sobrenome Gonzalez.&lt;br /&gt;Nas escolas e nas faculdades (graduou-se em História/Geografia e Filosofia) era reconhecida pela dedicação e inteligência. O catedrático Tarcísio Padilha logo percebeu a capacidade daquela aluna negra e convidou-a para ser sua assistente, no curso de Filosofia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e, mais tarde, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).&lt;br /&gt;Como educadora, Lélia lecionou em muitas escolas de nível médio, em faculdades e universidades. Foi professora no Instituto de Educação, no Colégio de Aplicação (UERJ), na rede estadual de ensino. Pela inteligência e conhecimento que demonstrava na argumentação e por sua capacidade de comunicar e instigar alunos e alunas à reflexão, a professora negra foi muito bem recebida em escolas confessionais, tendo sido, também, professora convidada no Centro de Estudos de Pessoal, do Exército Brasileiro, por alguns anos.&lt;br /&gt;No final dos anos 1960 e início de 1970, Lélia era uma assumida mulher negra: “Essa questão do branqueamento bateu forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que, na escola, a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.”1&lt;br /&gt;Foi em 1982 que Lélia escreveu “Lugar de negro”, junto com Carlos Hasenbalg2. E por que demoraria 12 anos para gritar, por escrito? Porque só em 1982 Lélia teria firmado na escrita que “O lugar natural do grupo branco dominante são moradias amplas, espaçosas, situadas nos mais belos recantos da cidade ou do campo e devidamente protegidas por diferentes tipos de policiamento: desde os antigos feitores, capitães do mato, capangas, etc., até a polícia formalmente constituída3. Desde a casa-grande e do sobrado4, aos belos edifícios e residências atuais, o critério tem sido sempre o mesmo. Já o lugar natural do negro é o oposto, evidentemente: da senzala às favelas, cortiços, porões, invasões, alagados e conjuntos “habitacionais” (cujos modelos são os guetos dos países desenvolvidos) dos dias de hoje, o critério também tem sido simetricamente o mesmo: a divisão racial do espaço.”5?&lt;br /&gt;Antes de mostrar na escrita, Lélia mostrava na palavra, na oralidade. Na verdade (para usar uma expressão corrente em sua linguagem), sua proposta sempre foi falada. Quando compreendeu teoricamente6 a questão da opressão e da exclusão, Lélia continuou fazendo exatamente a mesma trajetória teórica e intelectual que seguia anteriormente, mas, nesse momento, ela se dedica à leitura dos pensadores negros, da história do povo negro, das rainhas negras, lendo e refletindo noite adentro. A inteligência e a desenvoltura teórica – que continuou exercendo institucionalmente, como professora na Pontifícia Universidade Católica, até o final da vida, tendo sido eleita Chefe do Departamento de Sociologia, um mês antes – foi posta a serviço da realidade e da necessidade do povo negro e, em especial, das mulheres negras. Lélia passa a ser a grande referência teórica do Movimento Negro (principalmente do novo7 MN, nos anos 1970, que ajudou a fundar). É a primeira intelectual negra no País. É nessa condição que está citada no Dicionário “Mulheres do Brasil”8, na Enciclopédia Encarta Africana9 e, em “Mulheres Negras do Brasil10. É nessa condição que tornou-se referência como matrona para grupos de mulheres negras, bibliotecas, salas de leitura, prêmios, escolas, jornadas, seminários, dentre outros, conforme consta na indicação das homenagens em seu site oficial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.leliagonzalez.org.br/"&gt;www.leliagonzalez.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lélia Gonzalez teve uma trajetória, permanente e irrestrita, na direção do conhecimento. &lt;br /&gt;Lia, elaborava e falava. (Lia e falava nas línguas espanhola, francesa e inglesa.). Pela fala, olho no olho, ela sabia que conhecimento buscar em sua riquíssima bagagem teórica (Filosofia, História, Teoria da Comunicação, Proxemia, Psicologia e Psicanálise, Antropologia, Sociologia, Teoria da Arte e Estética, Teoria dos Objetos, Política, Hermenêutica) para fazer com que o/a interlocutor/a compreendesse a questão “crucial”. Ou, no embate político com brancos e brancas, ela buscava o contrapé teórico para dissuadir “brilhantemente” o/a adversário/a teórico/a ou ideológico/a. Sua capacidade de interpretação se mostrou na crítica às ideologias e à hegemonia de dominação (de lógica machista, branca e européia) que sempre forçou o povo negro ao lugar de submissão, de menor condição e capacidade.&lt;br /&gt;Lélia não tinha paciência para a elaboração escrita, nos moldes acadêmicos! “No meu caso, fiz um tipo de escolha, que foi a militância de rua, participando de organizações negras, de seminários. Na medida em que nós, os intelectuais negros orgânicos, somos tão poucos, realmente existe um grande leque de atividades para poder responder às exigências que nos são colocadas.”11 O universo de conhecimento que Lélia trazia, forçosamente determinado por ela para a transformação do real, muito mais tem a ver com a oralidade africana de Griot, do que com a academia ocidental. Lélia representou uma Griot que conta histórias verdadeiras para seu povo. Ela falava e ensinava não só para preservar a história, mas, principalmente, para resgatar as genealogias, as origens e as tradições de seu povo, para que esse povo compreendesse a lógica da discriminação e alcançasse a consciência, resgatando o orgulho de si mesmo, para a superação da condição de exclusão em que havia sido colocado. Foi na defesa desse povo que, dentre outras atividades, participou de seminários nacionais e internacionais que duraram, pelo menos, de 1975 a 1989. A necessidade de implementação e transformação, foi reconhecida pela atriz e política Ruth Escobar (presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher – CNDM, do qual Lélia era membro) que a indicou publicamente, em editorial do jornal Folha de São Paulo, para ocupar a vaga do Ministério da Cultura, em 1985.&lt;br /&gt;Entre traduções de livros de filosofia (Editora Freitas Bastos), textos de palestras e “Lugar de Negro”, Lélia deixou “Festas Populares no Brasil”, editora Index, 1987, premiado na Feira Internacional do Livro, de Leipzig, Alemanha, na categoria “Os mais belos livros do mundo”, além de panfletos político-sociais, partidários, engajados, de muita reflexão. Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura militar e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores de sua capacidade intelectual e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros, das mulheres e dos homossexuais. A preocupação com os excluídos vai nortear suas campanhas para cargos públicos, em 1982 (PT, 1ª suplente como Deputada Federal) e em 1986 (PDT, suplente de Deputada Estadual), tendo como principais referências as liberdades individuais e as transformações sociais.&lt;br /&gt;Lélia sempre acreditou que uma sociedade solidária e fraterna é possível. Para isso, compreendia como necessário que, além do engajamento na luta política mais ampla, os grupos não dominantes, excluídos do poder, deviam produzir seu próprio conhecimento. Foi em razão disso que se dedicou ao estudo das culturas humanas, especialmente da cultura negra.&lt;br /&gt;Ressalte-se que muitos de seus escritos e falas (grande parte de sua obra compõe-se de palestras gravadas ou textos), conjugando ciência e política (como poucos brancos e brancas podiam fazer) atuando contra o racismo e outras formas de preconceito, contribuíram para a formação acadêmica e cidadã de muitos dos que com ela conviveram direta ou indiretamente.&lt;br /&gt;Na militância, Lélia participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU), em nível nacional, do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras-RJ, do Olodum-BA, dentre outros. Depois de sua morte, muitos grupos apareceram no País, lançando seu nome, em homenagem. O Movimento Negro tem montado o Quilombo Lélia Gonzalez e Milton Santos nos vários encontros do Fórum Social Mundial. São muitas as referências que continuam sendo feitas a Lélia Gonzalez, em nível internacional, e inúmeras as homenagens que recebe em nível nacional. No subúrbio de Olaria (no Rio) o governo do estado deu o nome Lélia Gonzalez a uma escola de nível médio. Raquel Andrade Barreto, mestre pela Pontifícia Universidade Católica-RJ, defendeu a dissertação "Enegrecendo o feminismo ou Feminizando a raça: Narrativas de Libertação em Angela Davis e Lélia Gonzalez" (2005), além de Elizabeth Viana que defendeu dissertação de mestrado na UFRJ, sob o título “Relações raciais, gênero e movimentos sociais: o pensamento de Lélia Gonzalez (1970-1990)” (2006).&lt;br /&gt;Um pouco do pensamento de Lélia Gonzalez:&lt;br /&gt;Construção da identidade:O importante é procurar estar atento aos processos que estão ocorrendo dentro dessa sociedade, não só em relação ao negro, ou em relação à mulher. Você tem que estar atento a esse processo global e atuar no interior dele para poder efetivamente desenvolver estratégias de luta. ...só na prática é que se vai percebendo e construindo a identidade, porque o que está colocado em questão, também, é justamente uma identidade a ser construída, reconstruída, desconstruída, num processo dialético realmente muito rico.12&lt;br /&gt;Frente Negra Brasileira /e/ a consciência racial no centro urbano:O primeiro grande movimento ideológico pós-abolição, a Frente Negra Brasileira (1931-1938), buscou sintetizar ambas as práticas (assimilacionismo e prática cultural), na medida em que atraiu os dois tipos de entidade para o seu seio. Por aí, dá para entender também o sucesso de sua mobilização. Afinal, ela conseguiu trazer milhares de negros para os seus quadros. Precedida pelo trabalho de uma imprensa negra cada vez mais militante, a FNB surgiu exatamente no grande centro econômico do país que era, e é, São Paulo.... Com isso estamos querendo ressaltar o seu caráter eminentemente urbano, uma vez que é o negro da cidade que, mais exposto às pressões do sistema dominante, aprofunda sua consciência racial.13&lt;br /&gt;As Escolas de Samba:O golpe de 1964 implicaria na desarticulação das elites intelectuais negras, de um lado, e no processo de integração das entidades de massa numa perspectiva capitalista, de outro. As escolas de samba, por exemplo, cada vez mais, vão se transformando em empresas da indústria turística. Os antigos mestres de um artesanato negro, que antes dirigiam as atividades nos barracões das escolas, foram sendo substituídos por artistas plásticos, cenógrafos, figurinistas etc. e tal... Os “nêgo véio” da Comissão de Frente foram substituídos por mulatas rebolativas e tesudas. Os desfiles transformaram-se em espetáculos tipo teatro de revista, sob a direção de uma nova figura: o carnavalesco.14&lt;br /&gt;A responsabilidade na militância /e/ Candeia:Papo vai, papo vem, ele (Candeia) nos presenteou com o folheto do enredo para o próximo carnaval: Noventa Anos de Abolição [para a Escola de Samba Quilombo, fundada por ele, junto com Lélia e outros/as, em 1975]. Fora escrito por ele, Candeia, “baseado nas publicações de Edson Carneiro, Lélia Gonzalez, Nina Rodrigues, Arthur Ramos (...), Alípio Goulart”... Surpresa e emocionada, disse-lhe que ainda não tinha um trabalho publicado digno de ter meu nome ao lado daqueles “cobras” (afinal, um artiguinho aqui, outro acolá, e de tempos em tempos, não significava nada). Ele retrucou, dizendo que sabia muito bem do trabalho que eu vinha realizando “por aí” e que isso era tão importante quanto os livros dos “cobras’. E foi aí, então, que me incumbiu de representar o Quilombo no Ato Público (contra o racismo)15: “Não importa o que você diga, que eu assino embaixo”. Pela primeira vez, para mim, alguém me fazia refletir sobre a responsabilidade que se tem quando se começa um trabalho “por aí”.16&lt;br /&gt;O aparecimento do Movimento de Mulheres Negras:Em, 1975, quando as feministas ocidentais se reuniam na Associação Brasileira de Imprensa para comemorar o Ano Internacional da Mulher, elas ali compareceram, apresentando um documento onde caracterizavam a situação de opressão da mulher negra. Todavia, dados os caminhos seguidos por diferentes tendências que se constituíram a partir do “Grupão”, esse grupo pioneiro acabou por se desfazer e suas componentes continuaram a atuar, então, nas diferentes organizações que se criaram.&lt;br /&gt;Os anos seguintes testemunharam a criação de grupos de mulheres negras (Aqualtune, 1979; Luiza Mahin, 1980; Grupo de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, 1982) que, de um modo ou outro, foram reabsorvidos pelo Movimento Negro. Todas nós, sem jamais termos nos distanciados do MN, continuamos nosso trabalho de militantes no interior das organizações mistas a que pertencíamos (André Rebouças, IPCN, SINBA, MNU etc.), sem, no entanto, desistir da discussão de nossas questões específicas junto aos nossos companheiros que, muitas vezes, tentavam nos excluir do nível das decisões, delegando-nos tarefas mais ”femininas”. Desnecessário dizer que o MN não deixava (e nem deixou ainda) de reproduzir certas práticas originárias de ideologia dominante, sobretudo no que diz respeito ao sexismo, como já dissemos. Todavia, como nós, mulheres e homens negros, nos conhecemos muito bem, nossas relações, apesar de todos os “pegas”, desenvolvem-se num plano mais igualitário cujas raízes, como dissemos acima, provêm de um mesmo solo: a experiência histórico-cultural comum. Por aí se explica a competição de muitos militantes com suas companheiras de luta. Mas, por outro lado, por aí também se explica o espaço que temos no interior do MN. E vale notar que, em termos de MNU, por exemplo, não apenas nós, mulheres, como nossos companheiros homossexuais, conquistamos o direito de discutir, em congresso, as nossas especificidades. E isto, num momento em que as esquerdas titubeavam sobre “tais questões”, receosas de que viessem “dividir a luta do operariado”.17&lt;br /&gt;1 - O Pasquim (Entrevista), n° 871, 20 a 26/3/1986.2 - Editora Marco Zero. Até onde podemos saber, a editora não existe mais.3 – Lélia chegou a ver o modo especial como o “grupo branco”, mais tarde, passou a se proteger com o fechamento de ruas, guardadas por vigilantes em guaritas.4 - Referência explícita a Gilberto Freyre: “Casa Grande e Senzala” e “Sobrados e Mucambos”. Lélia conheceu bem os escritos de Gilberto Freyre e não poupava a crítica direta ao “racismo cordial” que consta em sua obra.5 - O Lugar de Negro, p. 156 – No vivido, Lélia sempre teve consciência do que era a opressão e a exclusão.7 – Nos referimos ao Movimento Negro dos anos 1970 como “novo”, para lembrar as lutas anteriores, como a Frente Negra Brasileira – 1931-1938, e o Teatro Experimental do Negro – 1944.8 - SHUMAHER, Shuma; VITAL BRAZIL, Érico. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2000.9 - MSN Encarta - African American History - Gonzales, Lélia – “uma mulher afro-brasileira que foi pioneira na política brasileira e nos círculos acadêmicos, no que se refere às causas das mulheres e dos negros. ... É uma figura proeminente na vida intelectual do Brasil nos anos pós 1950. ... destacada como “professora negra”... Ativista dos direitos das mulheres no Brasil, Gonzales realçava a importância da educação para o desenvolvimento das mulheres negras....” (Gonzales, conforme grafado na enciclopédia)10 - SHUMAHER, Shuma; VITAL BRAZIL, Érico. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2007.11 - da entrevista concedida à revista SEAF (Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos), republicada em forma de depoimento, como homenagem, na UAPÊ REVISTA DE CULTURA N.º 2 – “EM CANTOS DO BRASIL” Editora Uapê , março 2000.12 - da entrevista concedida à revista SEAF.13 – Lugar de Negro, p. 2314 – Lugar de Negro, p. 2815 - Em São Paulo, 07 de julho de 1976, com o objetivo de “protestar contra os últimos acontecimentos discriminatórios contra negros, amplamente divulgados pela imprensa.”16 – Lugar de Negro, p. 45-46.17 – Da versão, em português, com algumas modificações, da comunicação “The Black Woman’s Place in the Brazilian Society”, apresentada na “1985 and Beyond: A National Conference”, promovida pelo African-American Political Caucus e pela Morgan State University (Baltimore, 9-12/8/84).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ana Maria Felippe&lt;/strong&gt; é carioca, graduada em Filosofia (UERJ); pós-graduada em Filosofia da Ciência (UFRJ), professora, articulista, consultora, fundadora do IPCN – Instituto de Pesquisa das Culturas Negras, Coordenadora de Memória Lélia Gonzalez, atual presidente da SEAF – Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos. Contato&lt;/em&gt;: &lt;a href="mailto:anafelippe@leliagonzalez.org.br"&gt;anafelippe@leliagonzalez.org.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3988491028833786153?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3988491028833786153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3988491028833786153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3988491028833786153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3988491028833786153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/03/mulher-negra-na-historia-do-brasil.html' title='Mulher Negra na História do Brasil'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-4509122866521776146</id><published>2012-03-05T07:58:00.002-08:00</published><updated>2012-03-05T08:04:45.907-08:00</updated><title type='text'>MULHER E NEGRA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uns dos alertas do movimento negro, no Brasil, quando se toca a questão da mulher é de que "a luta contra a múltipla discriminação sofrida pela mulher negra não pode e nem deve ser vista como apêndice do avanço de consciência provocado pelo movimento feminista". (MNU, 1990, p.6). Também não se restringe à identificação e divulgação das heroínas negras que, no passado, tanto contribuíram no processo de libertação do povo negro, e que hoje constituem exemplos inegáveis de resistência. Tais como:&lt;br /&gt;1)Nzinga Mbandi(1582-1663) Rainha e grande líder africana de Angola;&lt;br /&gt;2)Tereza de Quariterê, rainha do quilombo de Quariterê durante duas décadas, no séc. XVIII;&lt;br /&gt;3)Luiza Mahin (1812- ?) inteligente, rebelde participante da Guerra dos Malês, na Bahia,mãe de Luiz Gama;&lt;br /&gt;4)Maria Firmina dos Reis (1825- 1921), Maranhense, em 1847 conseguiu sua nomeação para o Ensino Oficial por concurso. È considerada a primeira romancista brasileira, seu livro Úrsula foi publicado com pseudônimo Uma Maranhense, em 1859. Nele a autora já denunciava a escravidão, mostrando a contradição entre a fé cristã professada pela sociedade e a crueldade do regime escravagista, com seus castigos, torturas e humilhações;&lt;br /&gt;5)Auta de Souza (1876- 1901) nascida em Macaíba, Rio Grande do Norte, poeta publicou o livro "O Horto", escrevia versos emportuguês e francês na imprensa de seu estado;&lt;br /&gt;6)Antonieta de Barros (1901- 1952) natural de Florianópolis, Santa Catarina, educadora, jornalista, escritora e a primeira mulher eleita à Assembléia Legislativa de seu estado;&lt;br /&gt;7)Carolina Maria de Jesus (1914- 1977),mineira, vai morar em uma favela do Canindé, bairro da capital paulista, torna-se escritora. Quarto de Despejo, seu livro publicado em 1960 que foi traduzido em 13 idiomas;&lt;br /&gt;8)Lélia Gonzalez (1935 – 1994), mineira, doutora em antropologia, militante fundadora do Movimento Negro Unificado – MNU. Feminista negra escreveu o livro "O lugar do Negro" em 1982.&lt;br /&gt;Isto para citarmos alguns dos nomes mais expressivos. Há muitos mais.&lt;br /&gt;A trajetória da mulher negra, na sociedade, é permeada pelo mito da história oficial ou com a qualificação dadapelo movimento negro: historiografia oficial. Essa historiografia quando não a invisibiliza deturpa sua imagem. Historicamente, a maioria dos povos não-brancos tem sido submetida à opressão e exploração. No caso, específico, da mulher negra essa mazelas são acentuadas pela tripla discriminação de que são vítimas: de gênero (por parte de homens negros e não-negros); de raça/etnia (por serem negras, são afetadas pelas manifestações do racismo: a discriminação racial e o preconceito racial)e de classe ( em sua maioria estão alocada nos seguimentos mais despossuídos da sociedade).Se pela ótica das classes dominantes (androcêntrica, euro-étnocêntrica, elitista e judáico-cristã) que detém o controle dos meios de produção social o colonizado, "o proletariado", o negro, as mulheres, homossexuais, etc são reduzidos ao silêncio qual não será a situação da mulher negra?Para responder a essa indagação deveremos fazer um passeio pela "história silenciada. História que sempre foi contada por homens brancos que subordinaram os direitos, deveres aspirações das mulheres, aos seus interesses. Houve períodos onde a mulher desempenhava relevante papel social, participando de atividades coletivas de seu grupo social.Com o advento da propriedade privada a mulher é confinada ao mundo doméstico e subordinada ao jugo machista do chefe da família. Se a antropologia fala sobre a "construção" social da mulher – que varia de acordo com a expectativa de cada sociedade a respeito dos papeis que a mulher deve desempenhar, como serão esses papeis para a mulher negra ?Se os modelos, que são importantes para o funcionamento da sociedade, para a educação das crianças e a partir da imitação e que definem a expectativa em torno do comportamento desejável em cada comunidade, quais serão eles para as crianças negras?&lt;br /&gt;Aí, reside o foco de nossa proposta de discussão.&lt;br /&gt;O mito da feminilidade está em estereótipos que nem sempre são válidos para as mulheres negras, senão vejamos: para a mulher não-negra são impingidos como válidos e "naturalizados" os padrões como: sensível, delicadas, altruísta, etc. Todos estes estereótipostêm cunho preconceituoso, danoso e cruel. Porém, em se tratando da mulher negra, além desses, agrega-se a discriminação e o preconceito racial.&lt;br /&gt;Neusa Santos Souza, em Tornar-se Negro, diz:&lt;br /&gt;Saber-se negra é viver a experiência de ter sidomassacrada em sua identidade, confundida em suas perspectivas, submetida a exigências, compelida a expectativas alienada. Mas é também, e, sobretudo, a experiência comprometer-se a resgatar sua história e recriar-se em suas potencialidades.&lt;br /&gt;(SANTOS, 1983, p.17-18).&lt;br /&gt;Assim como, os estereótipos que estão subjacentes à dominação machista os do preconceito racial estãopara justificara discriminação racial – manifestaçõesa serviço do racismo. Além destes estereótipos encontramos aqueles ligados a classes sociais que garantem a manutenção das desigualdades, principalmente, em uma sociedade capitalista dependente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A ESCOLA INCLUSIVA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para desconstruir este quadro são necessárias inúmeras intervenções, porém, uma é primordial: na educação. Entendemos que somente uma educação baseada no respeito à diversidade minimizaria as seqüelas existentes e eliminaria este tripé desumanizador – no futuro. A professora mestra Ilma Fátima de Jesus (1981) nos alerta que:&lt;br /&gt;A presença do sexismo na escola revela a necessidade de se refletir sobre os preconceitos da sociedade. O sexismo nas escolas e nos manuais escolares não influencia apenas as aspirações educacionais e profissionais das meninas. Age também sobre a percepção que cada sexo tem do outro.&lt;br /&gt;(JESUS, 1981, p.51)&lt;br /&gt;Reforça com citação de Verena Stolcke que assevera:"&lt;br /&gt;"[...] a insatisfação das mulheres negras com a falta de sensibilidade das feministas brancas em relação às formas de opressão específicas acrescentou uma nova questão à agenda feminista, ou seja, de que modo abordar a maneira como gênero, classe e raça se cruzam para criar não apenas fatores comuns, mas também diferenças nas experiências das mulheres.&lt;br /&gt;(JESUS, 1981, p. 54).&lt;br /&gt;Para ser inclusiva a escola tem de abandonar idéias retrogradas que remontam desde a Constituição outorgada de 1824, que negava direito ao estudo para a população negra e/ou afro-brasileira. As reformas educacionais, passando pela escola tradicional até a escola nova, não conseguiram atingir a construção de identidades narrativas de libertação. No final do túnel há uma luz: a Lei 10.639, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Leis esta decretada pelo governo federal, após anos de lutas e reivindicações dos segmentos do movimento negro.A população negra já deu sua contribuição. Aguardamos, agora, a sensibilização dos demais setores da sociedade para sua implementação e assim tornarmos a educação em consonância com os pilares do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;CONCLUSÃO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abordar a questão da mulher numa perspectiva negra sempre foi um exercício buscado há muito tempo, entretanto, não nos sentimos satisfeitos devido a enorme gama de fatos históricos que poderiam e deveriam ser explorados, contudo, a exigüidade do tempo nos impossibilita. Esperamos ter atingido nossos objetivos principais, ou seja, atender ao desafio proposto e suscitar uma reflexão sobre a situação da mulher negra na educação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;REFERÊNCIA:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. São Paulo: Moderna, 1996.&lt;br /&gt;BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF, 2004.&lt;br /&gt;GONZALEZ, Lélia. Hasenbalg. Lugar de Negro. Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982.&lt;br /&gt;JESUS, Ilma Fátima de. Educação, Gênero e Etnia: um estudo sobre a realidade educacional na comunidade remanescente de quilombo de São Cristóvão, Município de Viana, Estado do Maranhão. 2001. Dissertação (Mestrado em Educação – Centro de Ciências Sociais da Faculdade Federal do Maranhão, São Luís, 2001).&lt;br /&gt;SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se Negro. 2. ed. Rio de Janeiro, Graal, 1983.&lt;br /&gt;MACLAREN, Peter. Multiculturalismo Crítico. São Paulo, Cortez, 1997.&lt;br /&gt;MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO – MNU. Mulher Negra. Força Rara. Biblioteca Lima Barreto. Série Formação. Salvador, MNU, 1998.&lt;br /&gt;Programa de Ação – Estatuto. Salvador, 1990.&lt;br /&gt;PACAVIRA, Manuel Pedro. NZINGA MBANDI. 3. ed. Luanda, 1985.&lt;br /&gt;PACHECO, Mário Victor de Assis. Racismo, Machismo e "Planejamento Familiar". 3. ed. Petrópolis,Vozes, 1984.&lt;br /&gt;QUINTAS, Fátima (org.) Mulher Negra: Preconceito, Sexualidade e Imaginário. Recife, Massangana, 1995.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-4509122866521776146?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/4509122866521776146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=4509122866521776146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4509122866521776146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4509122866521776146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/03/mulher-e-negra.html' title='MULHER E NEGRA'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3957375515885594385</id><published>2012-03-05T07:51:00.001-08:00</published><updated>2012-03-05T07:54:51.766-08:00</updated><title type='text'>A Mulher Negra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Por MARIA NILZA DA SILVAProfessora no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina e Doutoranda na PUC/SP&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A situação da mulher negra no Brasil de hoje manifesta um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente têm menos possibilidade de encontrar companheiros no mercado matrimonial.&lt;br /&gt;A mulher negra ao longo de sua história foi a “espinha dorsal” de sua família, que muitas vezes constitui-se dela mesma e dos filhos. Quando a mulher negra teve companheiro, especialmente na pós-abolição, significou alguém a mais para ser sustentado. O Brasil, que se favoreceu do trabalho escravo ao longo de mais de quatro séculos, colocou à margem o seu principal agente construtor, o negro, que passou a viver na miséria, sem trabalho, sem possibilidade de sobrevivência em condições dignas. Com o incentivo do governo brasileiro à imigração estrangeira e à tentativa de extirpar o negro da sociedade brasileira, houve maciça tentativa de embranquecer o Brasil.&lt;br /&gt;Provavelmente o mais cruel de todos os males foi retirar da população negra a sua dignidade enquanto raça remetendo a questão da negritude aos porões da sociedade. O próprio negro, em alguns casos, não se reconhece, e uma das principais lutas do movimento negro e de estudiosos comprometidos com a defesa da dignidade humana é contribuir para o resgate da cidadania do negro.&lt;br /&gt;A pobreza e a marginalidade a que é submetida a mulher negra reforça o preconceito e a interiorização da condição de inferioridade, que em muitos casos inibe a reação e luta contra a discriminação sofrida. O ingresso no mercado de trabalho do negro ainda criança e a submissão a salários baixíssimos reforçam o estigma da inferioridade em que muitos negros vivem. Contudo, não podemos deixar de considerar que esse horizonte não é absoluto e mesmo com toda a barbárie do racismo há uma parcela de mulheres negras que conseguiram vencer as adversidades e chegar à universidade, utilizando-a como ponte para o sucesso profissional.&lt;br /&gt;Embora o contexto adverso, algumas mulheres negras vivem a experiência da mobilidade social processada em “ritmo lento”, pois além da origem escrava, ser negra no Brasil constitui um real empecilho na trajetória da busca da cidadania e da ascensão social. Bernardo (1998), em seu trabalho sobre a memória de velhas negras na cidade de São Paulo, mostra como é difícil a mobilidade ascensional da negra - especialmente na conquista de um emprego melhor, pois a maioria das negras trabalhava na informalidade, ou como empregadas domésticas.&lt;br /&gt;As mulheres negras que conquistam melhores cargos no mercado de trabalho despendem uma força muito maior que outros setores da sociedade, sendo que algumas provavelmente pagam um preço alto pela conquista, muitas vezes, abdicando do lazer, da realização da maternidade, do namoro ou casamento. Pois, além da necessidade de comprovar a competência profissional, têm de lidar com o preconceito e a discriminação racial que lhes exigem maiores esforços para a conquista do ideal pretendido. A questão de gênero é, em si, um complicador, mas, quando somada à da raça, significa as maiores dificuldades para os seus agentes.&lt;br /&gt;Paul Singer (1998) afirma que, à medida que a mulher negra ascende, aumentam as dificuldades especialmente devido à concorrência Em serviços domésticos que não representam prestígio não há concorrência e conseqüentemente as mulheres negras têm livre acesso e é nesse campo que se encontra o maior número delas. A população negra trabalha, geralmente, em posições menos qualificadas e recebe os mais baixos salários.&lt;br /&gt;A mulher negra, portanto, tem que dispor de uma grande energia para superar as dificuldades que se impõe na busca da sua cidadania. Poucas mulheres negras conseguem ascender socialmente. Contudo, é possível constatar que está ocorrendo um aumento do número de mulheres negras nas universidades nos últimos anos. Talvez a partir desse contexto se possa vislumbrar uma realidade menos opressora para os negros, especialmente para a mulher negra.&lt;br /&gt;Contudo, cabe ressaltar a experiência de mulheres negras na luta pela superação do preconceito e discriminação racial no ingresso no mercado de trabalho. Algumas mulheres atribuem a “façanha” da conquista do emprego do sucesso profissional a um espírito de luta e coragem, fruto de muito esforço pessoal, e outras ainda, ao apoio de entidades do movimento negro.&lt;br /&gt;Na atualidade não se pode tratar a questão racial como elemento secundário, destacando apenas a problemática econômica. A posição social do negro não se baseia apenas na possibilidade de aquisição ou consumo de bens. Ainda há uma grande dificuldade da sociedade brasileira em assumir a questão racial como um problema que necessita ser enfrentado. Enquanto esse processo de enfrentamento não ocorrer, as desigualdades sociais baseadas na discriminação racial continuarão, e, com tendência ao acirramento, ainda mais quando se trata de igualdade de oportunidades em todos os aspectos da sociedade.&lt;br /&gt;A discriminação racial na vida das mulheres negras é constante; apesar disso, muitas constituíram estratégias próprias para superar as dificuldades decorrentes dessa problemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA NILZA DA SILVA &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3957375515885594385?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3957375515885594385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3957375515885594385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3957375515885594385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3957375515885594385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/03/mulher-negra.html' title='A Mulher Negra'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-2099390135082880107</id><published>2012-03-05T07:31:00.002-08:00</published><updated>2012-03-05T07:46:09.807-08:00</updated><title type='text'>Dia Internacional das Mulheres</title><content type='html'>A violência contra a mulher é também uma questão de saúde pública&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Documento de instituições feministas mineiras &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A violência contra a mulher, atualmente denominada violência de gênero (violência contra a mulher na vida social privada e pública), ocorre tanto no espaço privado quanto no espaço público e pode ser cometida por familiares ou outras pessoas que vivem no mesmo domicílio (violência doméstica); ou por pessoas sem relação de parentesco e que não convivem sob o mesmo teto.&lt;br /&gt;Para Saffioti (1997), a violência familiar "recobre o universo das pessoas relacionadas por laços consangüíneos ou afins. A violência doméstica é mais ampla, abrangendo pessoas que vivem sob o mesmo teto, mas não necessariamente vinculadas pelo parentesco".&lt;br /&gt;Portanto, violência doméstica é qualquer ação ou conduta cometida por familiares ou pessoas que vivem na mesma casa, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher. É uma das formas mais comuns de manifestação da violência e, no entanto, uma das mais invisíveis, sendo uma das violações dos direitos humanos mais praticadas e menos reconhecidas do mundo. Trata-se de um fenômeno mundial que não respeita fronteiras de classe social, raça/etnia, religião, idade e grau de escolaridade.&lt;br /&gt;A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência doméstica como um problema de saúde pública, pois afeta a integridade física e a saúde mental. Os efeitos da violência doméstica, sexual e racial contra a mulher sobre a saúde física e mental são evidentes para quem trabalha na área. Mulheres em situação de violência freqüentam com assiduidade os serviços de saúde e em geral com "queixas vagas".&lt;br /&gt;"A rota das vítimas de violência doméstica passa regularmente pelos pronto socorros, ambulatórios e hospitais da rede de saúde" (Rufino, 1997), que em geral não conseguem fazer o diagnóstico de violência doméstica, assim como não compreendem a magnitude do problema como uma questão de saúde pública e nem conseguem assumir a responsabilidade social que lhes cabe. No Brasil, um outro dado importante é a omissão do poder público que não habilita os(as) profissionais de saúde para o atendimento adequado às mulheres em situação de violência.&lt;br /&gt;Para entendermos porque a violência doméstica é também uma questão de saúde pública, precisamos compreendê-la no seu aspecto numérico (grande número de vítimas que atinge); nas repercussões deletérias na sanidade física e mental, assim como em suas decorrências econômicas para o país: diminuição do PIB (Produto Interno Bruto) às custas do absenteísmo ao trabalho; da diminuição da produtividade; e do período que ficam às expensas da seguridade social.&lt;br /&gt;Dados da violência doméstica&lt;br /&gt;Mundiais&lt;br /&gt;Um em cada 5 (cinco) dias de falta ao trabalho é decorrente de violência sofrida pelas mulheres em suas casas;&lt;br /&gt;A cada 5 (cinco) anos a mulher perde 1 (um) ano de vida saudável, se ela sofre violência doméstica;&lt;br /&gt;Em 1993 o Banco Mundial diagnosticou que a prática de estupro e de violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres na idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento; e Dados do BID - Banco lnteramericano de Desenvolvimento resultantes de pesquisas realizadas em Santiago (Chile) e em Manágua (Nicarágua), em 1997, concluíram que a mulher agredida física, psicológica ou sexualrnente por seu companheiro em geral recebe salário inferior ao de uma trabalhadora que não é vítima de violência doméstica.&lt;br /&gt;América Latina&lt;br /&gt;A violência doméstica incide sobre 25% a 50% das mulheres; e&lt;br /&gt;Os custos com a violência doméstica são da ordem de 14,2% do PIB (Produto Interno Bruto), o que significa 168 bilhões de dólares.&lt;br /&gt;Brasil&lt;br /&gt;Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica;&lt;br /&gt;A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por urna pessoa com quem mantém uma relação de afeto;&lt;br /&gt;As estatísticas disponíveis e os registros nas Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro;&lt;br /&gt;Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos;&lt;br /&gt;O Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica, perdendo de 10,5% do seu PIB (Produto Interno Bruto); porém,&lt;br /&gt;a magnitude das conseqüências da violência doméstica no Brasil na economia; nos custos para o sistema de saúde, a polícia, o Poder Judiciário, os órgãos de apoio à mulher na própria saúde das mulheres, ainda não pode ser medida com maior precisão, pois as nossas estatísticas necessitam de dados importantes que não são coletados, sobretudo nos serviços de saúde. Eis uma das conseqüências da falta do diagnóstico de violência doméstica nos prontuários médicos.&lt;br /&gt;O PROTOCOLO: considerações e orientações para atendimento à mulher em situação de violência na rede pública de saúde pretende ajudar a suprir tal lacuna.&lt;br /&gt;Belo Horizonte&lt;br /&gt;A Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher de Belo Horizonte, MG, registrou 21.642 ocorrências, nos anos de 1996 a julho de 1998, sendo que 36% são lesões corporais (7.933 casos);&lt;br /&gt;Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG, informam que o uso de medicamentos "para dormir" é 40% maior nas mulheres que vivem em situação de violência conjugal do que nas mulheres em uniões não violentas. O consumo de ansiolíticos é 74 vezes superior em mulheres abusadas sexualmente.&lt;br /&gt;Dados do Benvinda - Centro de Apoio à Mulher, Prefeitura de Belo Horizonte, em 1997, demonstraram que:&lt;br /&gt;"A dimensão de coisa, de despersonalização, é comprovada pelo fato de que quando as mulheres procuram os órgãos de proteção a elas, em geral não possuem mais seus próprios documentos e nem os dos filhos, pois na maioria das vezes eles foram rasgados ou queimados ou estão em poder dos seus algozes. O simbolismo é que, estando sem documentos, é como se elas não existissem e os filhos não lhes pertencessem (...)&lt;br /&gt;62%, das mulheres que denunciam situação de violência são negras. Logo, cabe a este equipamento social ter especial atenção com o recorte racial da violência doméstica" (Brito, 1997).&lt;br /&gt;Abordagem: da omissão ao respeito, estimulando o exercício da cidadania&lt;br /&gt;De que maneira devemos abordar uma mulher com evidências de violência que chega a uma unidade de saúde? A mulher em situação de violência se apresenta com medo, insegurança, desconfiança, dor, incerteza, frustração, além das lesões físicas... Diante de tal situação, ela, acima de tudo, merece e deve ser atendida com respeito e solidariedade e precisa receber orientações que a ajudem a resolver ou diminuir seus problemas.&lt;br /&gt;Para profissionais de saúde, um outro grande desafio que está colocado é como equacionar a "urgência" ou a "emergência" no momento do atendimento, do ponto de vista da atenção médica e dos demais procedimentos estritamente de saúde, e ao mesmo tempo prestar um acolhimento solidário e digno, ou seja, mais humanizado, capaz de aumentar a auto-estima das mulheres atendidas.&lt;br /&gt;Seja sensível! A mulher que sofreu violência ao chegar aos serviços de saúde, em especial Pronto Socorros, foi e está muito humilhada, é provável que não deseja se expor mais ainda inclusive porque está amedrontada e confusa. Portanto, ao abordá-la não seja evasivo(a). Respeite os limites humanos. Seja discreto(a), mas dê apoio!&lt;br /&gt;Caso perceba que a mulher está relutando em assumir ou relatar a violência que sofreu, bem como revelar seu agressor, procure conversar em local que garanta a privacidade dela; ou solicite ajuda encaminhando-a (por escrito) a profissional ou serviços especializados no trato de tal questão, em sua instituição ou em outro local.&lt;br /&gt;Necessidade e importância do preenchimento detalhado e completo do prontuário&lt;br /&gt;Nos serviços de saúde, uma mulher que sofreu violência deve ter o seu "MOTIVO DE ATENDIMENTO" classificado segundo os critérios de:&lt;br /&gt;Violência física - para agressão física sofrida fora do âmbito doméstico, por exemplo: violências sofrida por trabalhadoras do sexo e por outras mulheres, não enquadrada como violência doméstica;&lt;br /&gt;Violência sexual - estupro ou abuso sexual, em âmbito doméstico ou público, podem também resultar em lesões corporais, DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis); gravidez indesejada e transtornos mentais. Cabe lembrar aqui a situação das meninas e adolescentes, vítimas preferenciais do abuso sexual, incesto e estupro familiar "Saffiotí ressalta que a questão é realmente grave. Seu trabalho mostra que 80% dos casos de abuso tem a menina como objeto. O abusador é, predominantemente, o pai consangüíneo e a faixa etária preferencial das meninas agredidas vai de 07 a 1O anos" (Grossi, 1994).&lt;br /&gt;Violência doméstica - relembrando, é a agressão praticada por um familiar contra outro, ou por pessoas que habitam o mesmo teto mesmo sem relação de parentesco.&lt;br /&gt;Diante de tais considerações, é necessário que nos serviços de saúde informatizados sejam criados códigos específicos para classificar e delimitar a violência. Já existe o código geral para violência, que é utilizado para qualquer tipo de violência. Tal código permaneceria para a violência física, independente do sexo, não enquadrada como violência sexual e nem doméstica. Necessitamos criar um código para a "violência sexual", e outro para a "violência doméstica".&lt;br /&gt;Caso o "motivo de atendimento" não seja violência, de qualquer tipo, qualquer profissional de saúde (médico/a; enfermeiro/a; auxiliares de enfermagem; psicólogo/a; assistente social, etc.) que detecte que a mulher atendida sofreu violência, quer seja física, sexual ou doméstica, deverá comunicar o fato ao(à) profissional responsável pela condução do caso e solicitar a correção do "motivo de atendimento" no prontuário.&lt;br /&gt;Nas instituições em que a ficha de atendimento (probtuário) é feita em computador, não basta apenas que risque ou modifique o "motivo de atendimento" no prontuário, mas é necessário também que solicite ao(à) funcionário(a) responsável o preenchimento inicial do prontuário (dados de identificação pessoal) que o faça também nos arquivos de computador. Tal conduta é absolutamente indispensável para que as nossas estatísticas sejam mais reais.&lt;br /&gt;História completa e descrição das lesões. Médicas e médicos precisam estar conscientes de que um prontuário cujo "motivo de atendimento" e diagnóstico é violência física, sexual ou doméstica representa um documento de grande valor legal para as mulheres, pois trata-se do registro mais importante da violência sofrida, logo preenchê-lo adequadamente demonstra o grau de compromisso profissional no combate à violência, Portanto, o prontuário deverá ser preenchido com letra legível e conter a descrição exata das lesões e os encaminhamentos realizados.&lt;br /&gt;O "quesito cor". É necessário que os serviços de saúde adotem o "quesito cor" um dado de identificação pessoal que precisa ser preenchido e considerado no diagnóstico e nas estatísticas de morbimortalidade. "No Brasil a classificação adotada atualmente é a do IBGE, que coleta como dado que permite a identificação racial, a cor da pele (quesito cor), através da auto-classificação, ou seja, "a pessoa entrevistada é quem 'escolhe' e diz 'qual é a sua cor' em uma constelação de cinco itens: preta, parda, branca amarela e indígena. A junção da população preta com a população parda é que possibilita definir população negra" (Oliveira, 1998).&lt;br /&gt;Os serviços de saúde informatizados que não contemplam o "quesito cor", conforme especificações do IBGE, necessitam fazê-lo. A invisibilidade das populações ditas "não-brancas" nas estatísticas brasileiras é uma herança racista que precisa ser banida, portanto o recorte racial da violência é um dado essencial para o combate às práticas racistas.&lt;br /&gt;Porque, Quando, Como e para Onde encaminhar&lt;br /&gt;Ao diagnosticar violência doméstica, seja firme e solidário(a). Oriente a mulher "a fazer valer" os seus direitos. Apresente-lhes caminhos que possibilitem quebrar o "ciclo da violência". No entanto, nem sempre você encontrará receptividade. Seja tolerante e não imponha o que você considera a "conduta certa". Mesmo considerando que a mulher em situação de violência encontra-se em condição de vulnerabilidade, cabe exclusivamente a ela decidir o que fazer. Respeite o direito dela à autonomia! Apenas faça a sua parte, sobretudo saiba encaminhá-la adequadamente e com presteza.&lt;br /&gt;Os encaminhamentos, internos e externos, devem ser por escrito e registrados no prontuário. Em casos de violência contra a mulher, um documento médico adequadamente preenchido, como o prontuário, é um testemunho que serve para combater a impunidade e pode salvar vidas!&lt;br /&gt;Lembre-se: você é responsável pelo conteúdo de um documento valioso para a saúde e a vida das mulheres e que a omissão, a exemplo do silêncio e da impunidade, é cúmplice da violência!&lt;br /&gt;Encaminhamentos internos:&lt;br /&gt;Registro da queixa no posto policial da instituição de saúde;&lt;br /&gt;Serviço Social da instituição de saúde; e&lt;br /&gt;Serviço de Apoio Psicológico da instituição de saúde.&lt;br /&gt;Encaminhamentos externos:&lt;br /&gt;Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher;&lt;br /&gt;IML - Instituto Médico Legal;&lt;br /&gt;Benvinda - Centro de Apoio à Mulher, PBH. É um serviço de apoio social, psicológico e jurídico às mulheres em situação de violência; &lt;br /&gt;Casa Abrigo Sempre Viva, PBH - recebe mulheres que sofreram violência doméstica e encontram-se em situação de risco de vida. O encaminhamento para a Casa Abrigo Sempre Viva deverá ser dirigido ao Benvinda que é o serviço responsável pela seleção das mulheres que mais necessitam de abrigo em tal equipamento social.&lt;br /&gt;Procedimentos em caso de suspeita de violência sexual&lt;br /&gt;O atendimento à vítima de violência sexual tem os seguintes objetivos:&lt;br /&gt;Atenção médica;&lt;br /&gt;Registro adequado das lesões;&lt;br /&gt;Preservação de possíveis provas que poderão ser importantes posteriormente;&lt;br /&gt;Prevenção de DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis), inclusive HIV; e&lt;br /&gt;Prevenção de gravidez indesejada, através da contracepção de emergência.&lt;br /&gt;Oriente a vítima a:&lt;br /&gt;Não se lavar; e&lt;br /&gt;Caso tenha trocado, recuperar a roupa que usava no momento do crime;&lt;br /&gt;Procurar o "Serviço de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sexual" da Maternidade Odete Valadares, que possui rotina de atendimento 24 horas. Para tanto, encaminhe-a ao referido serviço com relatório sucinto.&lt;br /&gt;Outros locais que a vítima de violência sexual deverá ser orientada a procurar:&lt;br /&gt;1. Delegacia, para registro da queixa: na própria instituição de saúde (por exemplo, os Pronto Socorros possuem postos policiais) ou na "Delegacia da Mulher" mais próxima;&lt;br /&gt;2. IML - Instituto Médico Legal, para realizar "exame de corpo de delito";&lt;br /&gt;3. Serviços de saúde que realizam diagnóstico de DST'S, inclusive HIV; e&lt;br /&gt;4. Serviços de apoio psico-social. Por exemplo: Benvinda.&lt;br /&gt;Lembre-se: mulheres em idade reprodutiva - entre a primeira menstruação (menarca) e a menopausa - necessitam fazer: registro policial da queixa; exame de corpo de delito e receber orientações específicas do Serviço de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sexual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;BRITO, Benilda Regina Paiva. MULHER, NEGRA E POBRE: a tripla discriminação. Teoria e debate, ano 10, No. 36, out/nov/dez 97, p 19-23.&lt;br /&gt;CARNEIRO, Sueli. Eixos articuladores da violência de gênero. Texto apresentado no Seminário Nacional Palavra de Mulher: revisão em torno das questões da violência doméstica, organizado pelo Benvinda - Centro de Apoio à Mulher, PBH, MG, 09/98.&lt;br /&gt;GROSSI, Miriam Pilar. Violência de gênero: uma abordagem antropológica. Seminário Nacional A Violência Contra a Mulher. Documentos Fórum 2, SP, SP, 30 e 31/05/94.&lt;br /&gt;JOFILLY, Olivia Rangel. Eixos estruturadores da violência. Texto apresentado no Seminário Nacional Palavra de Mulher: revisão em torno das questões da violência doméstica, organizado pelo Benvinda - Centro de Apoio à Mulher, PBH, MG, 09/98.&lt;br /&gt;LOPES, Marta Júlia Marques; MEYER, Dagtnar Estermam; WALDOW, Vera Regina (org.). Gênero e Saúde. Série Enfermagem, Editora Gráfica Metrópole S. A. (s/d).&lt;br /&gt;"Mulheres Espancadas: protocolos de tratamento na rede de saúde", baseado no artigo de Wendy K. Taylor e Jacquelyn Campbel integrantes da Rede de Enfermagem sobre Violência Contra a Mulher, publicado na revista Response, 81, vol 14, No. 4. Republicado no Brasil no livro Violência Contra a mulher uma questão de Saúde Pública, p 77 a 80, Sub-Regional Brasil da Rede Feminista Latino-americana e do Caribe contra a Violência Doméstica, Sexual e Racial, 1997.&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Fátima. Oficinas Mulher Negra e Saúde, Mazza Edições, 1ª edição, 1998.&lt;br /&gt;RUFINO, Alzira. Introdução do livro Violência Contra a mulher uma questão de Saúde Pública. Sub-Regional Brasil da Rede Feminista Latino-americana e do Caribe contra a Violência Doméstica, Sexual e Racial, 1997.&lt;br /&gt;SAFFIOTI, Heleieth I. B. Violência de gênero: entre o público e o privado. Presença da Mulher, No. 31, p 23-30; e Violência doméstica: do privado ao público. Presença da Mulher, No. 32, p 29-37.&lt;br /&gt;VIGARELLO, Georges. História do Estupro: violência sexual nos séculos XVI-XX, Jorge Zahar Editor, 1ª edição, 1998.&lt;br /&gt;Violência Doméstica e Direitos Humanos das Mulheres. CFEMEA - Centro Feminista de Estudos e Assessoria. Brasília, DF, janeiro de l998.&lt;br /&gt;Endereços Úteis&lt;br /&gt;Benvinda - Centro de Apoio à Mulher, PBH Avenida Amazonas, 5801 30.510-000. Bairro Gameleira. Belo Horizonte - MGFone: (03l) 277-7047 e Fone/fax- (03l) 277-7076Horário de atendimento: 09:00 às 18:00, de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher de Belo HorizonteRua Tenente Brito Melo, 35330.180-070. Bairro Barro Preto. Belo Horizonte - MGFones: (03l) 330-1760 (Portaria); 330-1746 e 330-1747(Divisão Especializada da Mulher, do Idoso, da Criança e do Adolescente); 330-1749 (Delegada Titular); e 330-1753 (Psicologia)Horário de atendimento: 08:30 às 12:00; e de 14:00 às 18:30, de segunda à sexta-feiraPlantão 24 horas, inclusive sábado, domingo e feriados.&lt;br /&gt;Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher/ 7ª Seccional de Venda Nova31.160-070. Avenida Vilarinhos, 313. Bairro Venda Nova.Belo Horizonte - MGFone: (03l) 451-1690 e 451-0481Horário de atendimento às mulheres: 08:30 às 12:00 e 14:00 às 18:30, de segunda à sexta-feira. Plantão geral da 7ª Seccional de Venda Nova: 24 horas, inclusive sábado, domingo e feriados.&lt;br /&gt;Casa Abrigo Sempre VivaEndereço sigiloso! Contate o Benvínda - Centro de Apoio à Mulher, de 09:00 às 18:00, de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;IML - Instituto Médico LegalRua Nícia Continentino, 129130.510-160. Bairro Nova Gameleira. Belo Horizonte - MG Fone: (03l) 372-3738; e 372-0858Horário de atendimento para lesões corporais: 24 horas, inclusive sábado, domingo e feriados.&lt;br /&gt;Serviço de "Atenção à Mulher Vítima de Violência Sexual"da Maternidade Odete ValadaresAvenida do Contorno, 949430.110-130. Bairro Prado. Belo Horizonte - MGFone: (03l) 291-7500; Central de Atendimento: r - 3138;Assistência Social: r - 3135Horário de atendimento: 24 horas, inclusive sábado, domingo e feriados.&lt;br /&gt;Serviços de saúde que realizam diagnóstico de DSTS, inclusive HIV&lt;br /&gt;CRT - Orestes Diniz&lt;br /&gt;30.150 -260. Alameda Álvaro Celso, 241.Santa Efigênia. Belo Horizonte - MGFone: (03l) 222-7900; 277-4341 e 277-4433Horário de atendimento: 07:00 às 18:00, de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;PAM Carijós/Policlínica Centro-Sul30.120-060. Rua Carijós, 528. Centro. Belo Horizonte - MGFone: (03l) 201-6700Horário de funcionamento: 07:00 às 22:00, de segunda à sexta-feiraHorário de atendimento às mulheres: 07 às 10:00 e de 16:00 às 19:00, de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;Organizações feministas que atuam na área de violência, cujo trabalho educativo, Assistencial e político consiste em realizar oficinas, palestras, cursos, seminários e grupos de auto-ajuda.&lt;br /&gt;MPM - Movimento Popular da Mulher e Nzinga - Coletivo de Mulheres Negras Espaço MulherRua Hermilio Alves, 3431.010-070. Santa Teresa. Belo Horizonte - MGFone- (03l) 274-3953 e Fax: (03l) 227-5159Correio eletrônico: "Espaço Mulher" jolevi@cdlnet.com.br e"Espaço Mulher" oltomariano@oltomariano.com.br Horário de funcionamento: 14:00 às 18:00, de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;Regional Minas Gerais da Rede Saúde/Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos ReprodutivosMUSA - Mulher e Saúde Rua Galba Veloso, 290Fone/fax: (03l) 467-5875 e Fone: (03l) 467-5376Correio eletrônico: "MUSA" musa@dis.com.brn e "RedeSaúde/MG" - fatimao@medicina.ufmg.br Horário de funcionamento: 09:00 às 17:00 de segunda à sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a name="Participantes do projeto"&gt;&lt;em&gt;Participantes do projeto&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Grupo de Trabalho A violência contra a mulher é também uma questão de saúde pública&lt;br /&gt;· Instituições da área de saúde: Pronto Socorro do Hospital Municipal Odilon Behrens; Pronto Socorro João XXIII; e SINMED - Sindicato dos Médicos do Estado de MG.&lt;br /&gt;· Instituições governamentais de mulheres: Benvinda - Centro de Apoio à Mulher e Casa Abrigo Sempre Viva, PBH; CMDM - Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, BH; CEM - Conselho Estadual da Mulher, MG.&lt;br /&gt;· Movimentos de Mulheres: Grupo Vênus; Pastoral da Mulher Marginalizada; Regional Minas Gerais da RedeSaúde/Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (Grupo Ânima, Graal, MPM - Movimento Popular da Mulher, MUSA - Mulher e Saúde, NEPEM/UFMG, NZINGA - Coletivo de Mulheres Negras e UBM - União Brasileira de Mulheres/MG); e UNEGRO - União de Negros pela Igualdade/MG.&lt;br /&gt;· Pessoas: Ana Maria da Silva Soares; Antônio Fernandes Lages; Benilda Regina Paiva de Brito; Cleide Hilda de Lima e Souza; Fátima Oliveira; Hercília Levy; Jalmelice Luz; Jô Moraes; Jovita Levy Ginja; Jussara Alvares de Oliveira; Léa Melo da Silva; Lívia Cristina Oliveira Ferreira; Lúcia Pinheiro Costa Gonçalves Machado; Márcia de Cássia Gomes; Márcia Maria Rodrigues Campos; Margareth Ribeiro de Araújo; Maria Bernadete Teixeira Rezende; Maria Cecília Magalhães Gomes; Maria Cristina Vignolo; Maria Isabel (Bebela); Maria Mercedes Valadares Guerra; Maria Salomé de Menezes; Natércia Nery Sant'Anna; Regina Helena Cunha Mendes; Rodika Weitzman; Silvana A. Nascimento; Sílvia França; e Vilma Dora Correa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;"&lt;strong&gt;Campanha Pelo Direito de Viver sem Violência"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;25 DE NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL da NÃO VIOLÊNCIA CONTRA as MULHERES&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Projeto: Grupo de Trabalho:&lt;br /&gt;A violência contra a mulher é também uma questão de saúde pública&lt;br /&gt;Realização:&lt;br /&gt;Movimento Popular da Mulher - MPM e Nzinga - Coletivo de Mulheres Negras&lt;br /&gt;Apoio financeiro: Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe - RSMLAC e SINMED - Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais&lt;br /&gt;Parcerias para realização: Pronto Socorro do Hospital Municipal Odilon Behrens e Pronto Socorro João XXIII&lt;br /&gt;Apoio para realização: Regional Minas Gerais da RedeSaúde&lt;br /&gt;Coordenação:&lt;br /&gt;Hercília Levy, presidente do MPM&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 25 de novembro de 1998&lt;br /&gt;Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-2099390135082880107?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/2099390135082880107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=2099390135082880107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/2099390135082880107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/2099390135082880107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/03/dia-internacional-das-mulheres.html' title='Dia Internacional das Mulheres'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-15042324652858519</id><published>2012-02-24T10:33:00.001-08:00</published><updated>2012-02-24T12:53:01.954-08:00</updated><title type='text'>Movimento negro e as políticas de igualdade racial</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="font-weight: normal; margin-left: 40px; text-align: right; "&gt;&lt;b&gt;Edson França*&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: normal; text-align: justify; "&gt;Considero  o movimento negro o principal, e em muitos momentos solitário,  protagonista da luta pela emancipação da população negra do jugo do  racismo, trata-se de um ator social que expressa com profundidade as  contradições raciais impregnadas na sociedade brasileira, por isso é  imprescindível e estratégico para promoção da igualdade racial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: normal; text-align: justify; "&gt;Promover a igualdade racial significa um ajuste na abordagem das  relações raciais no Brasil, um conceito relativamente novo, mais  completo, pois rompe com a unilateralidade das ações de enfrentamento do  racismo. Outrora criminalizando a prática, com isso fixando o racismo  no campo da alteridade, atualmente, além de criminalizar, propõe incidir  sobre os impactos materiais e simbólicos decorrentes do racismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: normal; text-align: justify; "&gt;Dessa forma o Brasil aprofunda sua compreensão sobre o fenômeno  racial, embora ainda não seja percebido como um elemento estruturante  para a marginalidade e pobreza da população negra na sociedade  brasileira. Penso que elaborar esse conceito e as propostas de políticas  públicas que o ratifique significa o cumprimento inicial da  prerrogativa do movimento negro que resume em apresentar demandas gerais  e específicas da população negra e propor soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento negro atingiu um objetivo importante para estruturação  das políticas de igualdade racial com a instituição da SEPPIR, nesse ato  o governo brasileiro reconhece de forma inequívoca a existência do  racismo e de seus nefastos desdobramentos na qualidade de vida da  população negra e dá fim indiretamente ao famigerado mito da democracia  racial, ideologia que exalta a benignidade das relações raciais no  Brasil e nega a necessidade de qualquer intervenção do poder público em  demandas raciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que essa vitória coroa de êxito um processo político  iniciado em finais da década de 70, que consistiu em sair das salas de  reuniões e denunciar publicamente o racismo, intensificar o ativismo da  luta contra a opressão racial, participar dos partidos políticos,  responsabilizar a ação e omissão do Estado pela condição de  sub-cidadania de parcela expressiva da população negra, além de propor  insistentemente medidas para superação das violências raciais presentes  no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, essa vitória precisa ser complementada com políticas  públicas que tenham capacidade de contribuir para promoção social da  população negra, sabemos que pela natureza do Estado brasileiro, como  qualquer estado capitalista, só é possível obter mais efetividade e  eficácia nas políticas de igualdade racial com força política e pressão  popular. O racismo produz cenários materiais desvantajosos aos negros,  por isso, cabe ao movimento social negro dar conta do desafio de  organizar politicamente os pleitos coletivos dos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilizar o Estado para investir na promoção econômica, social,  política, cultural, educacional da população negra exigirá imposição,  que deve ser articulada pelo movimento negro, pois o Estado brasileiro é  um corpo lento quando tem que se movimentar em favor da massa  empobrecida, marginalizada e oprimida. O movimento negro não pode  projetar toda sua tática em convencimento de governos, precisa envolver o  Estado, por isso leis como o Estatuto da Igualdade Racial e a 10.639/03  são fundamentais para o êxito da igualdade racial, embora conquistá-las  e implantá-las demanda maior esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao movimento negro organizar a demanda política, social e  econômica da população negra, apresentar propostas que se constituam em  reais soluções aos problemas apresentados, acompanhar a implantação e  avaliar os impactos. Para isso precisamos de um movimento autônomo,  comprometido com o Brasil e com o povo brasileiro, pois qualquer ator  político que reivindica a representação de metade da população de um  país, somente se legitima com um projeto de desenvolvimento de nação que  incorpore todo seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Igualdade Racial no Governo Lula&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Lula  foi um verdadeiro desbravador das políticas de igualdade racial no  Brasil. Encontrou um país empobrecido, mergulhado no neoliberalismo,  ultrajado e dilapidado por uma classe dominante racista, gananciosa e  antipatriota. Um Estado essencialmente universalista, com somente 70  anos de experiência em política social entrecortada por quase 30 anos de  ditaduras, estrutural e institucionalmente racista, sem conhecimento  das condições e demandas específicas de grupos sociais marginalizados.  Um Estado sem instrumentos institucionais, administrativos e legais para  atuar na promoção da igualdade racial; carente de conceitos para  subsidiar a elaboração de políticas para promover a população negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período Lula (2003 a 2010) foi voltado, principalmente, para  construir os instrumentais necessários para consecução da política de  igualdade racial: aquisição de conhecimento da demanda, elaboração e  pactuação da política, aprovação das normativas e das leis,  convencimento de atores institucionais em âmbito da união e das unidades  federativas, elaboração de projetos e programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses movimentos em pró da igualdade racial receberam críticas  e feroz oposição de expressivo contingente parlamentar incluindo  parlamentares da base aliada. Se opôs também a grande mídia brasileira,  parcela da intelectualidade, além da resistência da máquina pública e de  gestores da alta cúpula governamental. É verificável que o Governo Lula  preparou as condições para implantação das políticas de igualdade  racial de forma abrangente, parte importante de seu trabalho não é  mensurável, ainda que seja visível o grande volume de sua obra nessa  matéria. Não foi tarefa fácil nem simples, exigiu convicção e energia,  em vários momentos os atores centrais desse empreendimento caminharam  por estradas turvas solitariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos oito anos foram dados passos importantes para promoção  social da população mais pobre, os negros foram contemplados por essas  políticas. Pesquisa recente do Instituto Data Popular constatou que a  maioria dos brasileiros que ascendeu à nova classe média é composta por  jovem, mulher e negra, a mesma pesquisa diz que a população negra está  mais otimista, acredita mais no Brasil e no futuro. O velho Marx nos  ensinou que os fatores objetivos incidem sobre as subjetividades, em  outras palavras, em terreno que acirra fome e pobreza o otimismo e a  esperança não imperam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi possível pela política de fortalecimento do salário mínimo,  aumento dos postos de trabalho, maior acesso ao ensino superior, bolsa  família, Luz Para Todos, Minha Casa Minha Vida, dentre outras políticas  sociais. A meu juízo, o Governo Lula compreendeu que a igualdade racial é  promovida com política universal somada a política de ação afirmativa,  apesar de iniciais, os resultados dessa articulação foram positivos,  precisamos aprofundá-los para que o legado de Lula para igualdade racial  dê bons e mais frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo impacta multilateralmente, tem força de produzir  desigualdade, por isso é importante somar às iniciativas de igualdade  racial o esforço de universalizar de fato as políticas sociais, pois a  verdadeira universalização das políticas governamentais e o efetivo  embate contra a pobreza estão no escopo do combate ao racismo apregoado  pelo Plano de Ação de Durban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de igualdade racial implantada na era Lula impactou  positivamente, mas ainda não produziu todo seu fruto e não superou os  principais obstáculos impostos pelas forças políticas, econômicas e  sociais que se contrapuseram a elas, os inimigos e os adversários  continuam firmes, fortes e atuantes. Por isso, avalio que parte  importante do arsenal antirracismo produzida nos dois governos Lula  ficou no papel, a correlação de forças políticas sensíveis às condições  de marginalidade da população negra não tem hegemonia e parte da  esquerda brasileira, aliada de primeira hora dos trabalhadores e  oprimidos, não tem compreensão profunda dos efeitos do racismo,  vacilaram e vacilam em momentos importantes da luta racial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Movimentos sociais e as conferências e conselhos de política pública &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho  dito que, no ponto de vista do governo, Lula acertou quando propôs a  realização das conferências temáticas de políticas públicas e instituiu  mais onze conselhos dedicados a diferentes áreas de políticas públicas e  defesa de direitos. Generalizou uma prática preexistente, de certa  forma caminha para institucionalização do controle social, diminui a  presença do movimento social nas ruas e estabelece o palco principal de  conversação e embate entre governo e movimento social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma foi possível estabelecer um processo contínuo e direto  de diálogo democrático com mais de cinco milhões de brasileiros e manter  450 entidades sociais de expressão nacional nas 600 vagas da sociedade  civil nos conselhos. Nesses espaços pactuam políticas e o governo define  caminhos após oitiva da população organizada. Pode-se dizer que as  conferências e os conselhos são uma espécie de assessoria de luxo do  governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, após avaliar a realização de várias conferências de  políticas públicas verificamos pouca resolutividade, o caráter  consultivo das conferências e de grande maioria dos conselhos permite a  seleção discricionária das propostas pelos gestores, aliás, permite  também negá-las integralmente. Os resultados práticos têm denunciado  grande fragilidade das conferências e dos conselhos para o avanço das  pautas dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o movimento social deve considerar o perigo da perda do  protagonismo da pauta política e do ímpeto questionador e revolucionário  necessários aos movimentos sociais. Nenhuma sociedade avança nos  direitos sociais e políticos dos trabalhadores e do povo com um  movimento social fragmentado em compartimentos estanques, obediente,  institucionalizado, ferido direta ou indiretamente em sua autonomia e  sem o protagonismo das iniciativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero que os movimentos sociais devem garantir sua presença nas  conferências e conselho de políticas públicas como mais um espaço de  luta política, mas o palco prioritário dos movimentos sociais para  avançar em suas reivindicações, garantirem mudanças e controlarem  desvios de governos são as ruas, como foi durante a luta contra o  apartheid, a luta pelos direitos civis dos negros americanos, as  recentes mobilizações do povo egípcio e outras históricas mobilizações  como o Petróleo é Nosso, Diretas Já e Fora Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desafios à consolidação das políticas de igualdade racial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há  desafios a serem considerados pelo movimento negro para consolidar as  políticas de igualdade racial, as principais tarefas são: garantir sua  observância na LDO, LOA e PPA, trabalhar para regulamentação e  implantação do Estatuto da Igualdade Racial, dar curso ao PLANAPIR,  fortalecer política e institucionalmente a Secretaria Nacional de  Políticas de Igualdade Racial - SEPPIR, dar caráter deliberativo ao  Conselho Nacional de Política de Igualdade Racial - CNPIR, investir mais  recursos na estruturação do Fórum Intergovernamental de Política de  Igualdade Racial - FIPIR, dar subsídios aos Ministros do STF para  obtermos resultado positivo quanto a constitucionalidade das políticas  de cotas e do decreto 4887/03, trabalhar para aprovação dos projetos de  igualdade racial tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado, ampliar  a base parlamentar em  defesa das políticas de igualdade racial no Congresso Nacional,  estimular instituição de frentes parlamentares nos estados e grandes  municípios, intensificar diálogo com os partidos políticos, além de  disputar a classe média brasileira com vista a obter apoio mais ativo.  Para realizar sua missão institucional que consiste em “estabelecer  iniciativas contra a desigualdade racial no País”, a SEPPIR precisa ser  mais e melhor compreendida por amplos setores da vida política e  institucional do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante de uma pauta complexa, considerando que as políticas  de igualdade racial ocorrerão em meio as condicionantes de ordem  política, aos desafios impostos a saúde econômica e desenvolvimento do  país e aos objetivos que serão perseguidos pelo governo Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das iniciativas da oposição e incompreensão dos aliados, o  acirramento da crise econômica, que tem levado nações à insolvência e se  aproximado do Brasil, criará condições adversas a igualdade racial.  Nesse contexto o risco da Presidenta Dilma adotar uma política econômica  mais contracionista e realizar draconianos cortes no orçamento,  afetando duramente as políticas sociais, como o contingenciamento de 52  bilhões realizados no exercício passado não está descartado. A crise  sempre recrudesce o racismo e denuncia a incapacidade desse sistema em  oferecer igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escopo das políticas sociais a prioridade anunciada do Governo  Dilma é a eliminação da pobreza no Brasil, trata-se de um nobre  objetivo, da mais alta relevância para todos brasileiros, especialmente  aos negros que se constitui a maioria dos pobres. No entanto se  desconsiderarem o racismo como importante elemento fomentador da  pobreza, esse propósito não incidirá sobre a desigualdade racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Negros e negras compartilhando o poder&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual  gestão da SEPPIR avançou em aspectos fundamentais para o sucesso da  política de igualdade racial, acertou ao priorizar no primeiro ano  investir grandes esforços para inserir a política de igualdade racial  com força no PPA, trata-se de uma conquista que tende a se consolidar,  temos que observar atentamente o processo, pois o Estado brasileiro tem  dificuldades de avançar para além do universalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do acerto da SEPPIR, precisamos de muito mais, não concebo a  luta pela superação do racismo e pela igualdade racial exclusivamente no  âmbito das políticas públicas, por mais vitórias e esforços que se  empreendam, a SEPPIR é insuficiente. Daí a importância da luta política  para garantir a presença do negro no poder, sabemos que poder não se  realiza com concessão governamental, mas com luta política concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder no Brasil é um espaço de brancos, os projetos para a nação  são pensados e executados por brancos, o país dissemina sua branquitude e  nega sua negritude. Somente enegrecendo o poder, colorindo os  parlamentos, as universidades, as direções das grandes empresas, as  estruturas de direção do Estado, daremos passos concretos no caminho da  igualdade racial. Essa tarefa não é exclusiva da população negra, pois o  racismo é um dilema humanitário, superá-lo é responsabilidade de homens  e mulheres de todas as raças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas de promoção da igualdade racial não atingem o poder,  logo, cabe ao movimento negro a liderança de um projeto político que  valorize o voto em negros comprometidos com a luta contra o racismo e  contra a opressão de classe para todos os postos públicos, exigir  presença negra nas direções partidárias, garantir presença de negros em  espaços estratégicos de gestão e impor projetos que fomente o  empreendimento de negras e negros. A UNEGRO foi feliz quando estabeleceu  o debate do poder como foco de sua abordagem, estamos convictos que se o  movimento negro focar esse tema com a mesma força que focou o 20 de  novembro, a imortalidade de Zumbi dos Palmares e as ações afirmativas,  em até cinco legislaturas mudaremos a cara do congresso e do poder  político no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em ano eleitoral (2012), precisamos organizar a participação  da população negra nesse momento cívico e político importante, a  eleição de prefeitos e vereadores estabelece a base do poder político  nacional. É responsabilidade do movimento negro discutir  programaticamente os caminhos a serem perseguidos pelas futuras  autoridades municipais, oferecer alternativas para combater o racismo e  oferecer quadros políticos para ser avaliado pelos eleitores. Negras e  negros compartilhando o poder é um desafio de primeira grandeza e  imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avante movimento negro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*Edson França – Presidente da União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-15042324652858519?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/15042324652858519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=15042324652858519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/15042324652858519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/15042324652858519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/02/movimento-negro-e-as-politicas-de.html' title='Movimento negro e as políticas de igualdade racial'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-8590252823512667725</id><published>2012-02-14T06:13:00.003-08:00</published><updated>2012-03-07T12:55:35.513-08:00</updated><title type='text'>3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”</title><content type='html'>&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(255, 0, 0); "&gt;DESENHO, PINTURA, ESCULTURA E FOTOGRAFIA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/S6pGVmKJm7I/AAAAAAAAAs0/kzx0wlrSmG8/s1600/CArtaz+V+FECAN+folder.PNG" style="text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Com muita lutar é organização vamos  realizar o 3º salão de artes visuais com o tema que abrange o prodigioso legado da cultura negra em todas as modalidades e possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;É chegada a hora de perdermos o medo, e hoje através do VII FECAN, temos certeza, este objetivo cultural que faz parte da vida dos homens será alcançado e também pela importância do próprio tema motivar o artista plástico no desenvolvimento de seu potencial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px; "&gt;Biolla parceiro do salão do FECAN 2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-size: 15px; line-height: 21px; "&gt;REGULAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-size: 15px; line-height: 21px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="line-height: 18px; color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 18px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; "&gt;3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="font-size: 14px; line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; color: rgb(153, 153, 153); "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-140387864837351587" style="width: 528px; position: relative; "&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2010/03/v-fecan-festival-de-cultura-e-arte_18.html" style="font-size: 15px; line-height: 1.4; text-decoration: none; color: rgb(119, 17, 0); "&gt;VII FE&lt;/a&gt;&lt;a href="http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2010/03/v-fecan-festival-de-cultura-e-arte_18.html" style="font-size: 15px; line-height: 1.4; text-decoration: none; color: rgb(119, 17, 0); "&gt;CAN FESTIVAL DE CULTURA E ARTE NEGRA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;O 3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Acontecerá no período de 13 de Maio a 27 de Maio de 2012,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;no NECUN (Núcleo de Estudos da Cultura Negra).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(255, 0, 0); "&gt;1. INSCRIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.1– A inscrição se dará no período de 20 de março a 20 de Abril de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;É gratuita e aberta a artistas brasileiros e estrangeiros legal e comprovadamente residentes há mais de 02 (dois) anos no país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.2– A inscrição será feita em ficha própria ou fotocópia, acompanhada de um breve currículo do artista, (para o caso de artista iniciante não é necessário o envio deste).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;È imprescindível o completo preenchimento de 2(duas)vias, datilografadas ou em letra maiúsculas, só serão aceitas fichas de inscrição assinadas pelo artista ou por seu procurador, através de instrumento específico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;As fichas de inscrição poderão ser obtidas no CENTRO DE EXTENSÃO E CULTURA DR. HERMES DE PAULA, Praça Dr. Chaves, nº 32 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;CEP: 39.400-005 – Centro – Montes Claros-MG&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.3– O Dossiê, com formato máximo de 21x33 cm (tamanho ofício), deverá conter Xerox de comprovante de endereço (p/ futuros contatos), currículo resumido, a inscrição de no máximo3 trabalhos em uma modalidade contendo no verso o nome do artista, dimensões da obra, título, material utilizado e ano de execução. Sendo aceitas obras no ato da inscrição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.4– Serão aceitas obras inéditas ou não desde que se comprometam com as normas do 3º Salão de Artes Visuais “Cultura Negra”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.5– Cada artista terá direito a apenas uma inscrição individual ou em grupo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.6– Devem ser apresentados obrigatoriamente três trabalhos por inscrição, cabendo a comissão de seleção e premiação determinar qual irá participar da mostra. Dípticos,trípticos e polípticos são considerados obras únicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.7– O artista disporá das seguintes medidas máximas para a apresentação dos trabalhos: obras bidimensionais 3,60m (três metros e sessenta cm) de largura e 2,00 (dois metros) de altura para o conjunto das três obras. Obras tridimencionais – 1,00m (um metro) de largura e profundidade, por 2,20m (dois metros e 20 centímetros) de altura cada peça. Obras que excederem essas especificações não serão aceitas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.8– Não serão aceitas obras realizadas com materiais perecíveis ou adulteráveis que prejudiquem a apresentação de outros trabalhos ou comprometam a integridade física do local de exposição, dos funcionários e do público em geral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.9 – As inscrições juntamente com as obras deverão ser entregues diretamente, ou por via postal no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;CENTRO DE EXTENSÃO E CULTURA DR. HERMES DE PAULA, Praça Dr. Chaves, nº 32 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;CEP: 39.400-005 – Centro – Montes Claros-MG&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;) inscrições só serão aceitas postadas até 20 de Abril de2012.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.10 – Os membros da comissão de seleção e premiação não poderão se inscrever.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Embora não concorram à premiação, é permitida a inscrição de membros da comissão organizadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.11– A comissão organizadora do salão rejeitará inscrições que não estejam de acordo com os termos deste regulamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;1.12– O ato da inscrição implica automaticamente e plena concordância com as normas deste regulamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(204, 0, 0); "&gt;2. SELEÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;2.1– A seleção dos trabalhos será realizada em etapa única por uma comissão composta por, no mínimo, 03 (três) membros, quando será lavrada a ata de seção, onde estarão fundamentados os critérios adotados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;2.2– A comissão de seleção selecionará obras de no máximo 30 (trinta) artistas, cabendo a mesma se achar necessária selecionar mais obras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;2.3– O resultado da seleção será publicado nos meios de comunicação local. Todos os artistas selecionados serão comunicados por telefone, telegrama ou internet nos dois primeiros dias úteis após a seleção. Os que não forem selecionados serão avisados do resultado por via postal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;2.4– O material de inscrição dos artistas selecionados e não selecionados incluindo o dossiê, não será devolvido. (motivo: futuros contatos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;2.5– Somente serão expostas as obras selecionadas, não sendo permitidas substituições ou modificações das mesmas após seleção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(204, 0, 0); "&gt;3. TRANSPORTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;3.1 – Os artistas deverão enviar suas obras por conta própria, para o endereço prescrito no item (1.9) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;A comissão de seleção sugere o máximo cuidado no envio das obras, cabendo ao artista a responsabilidade por danos as mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;3.2 - A devolução das obras será realizada por frete a cobrar, por transporte escolhido pela coordenação do salão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Caso o artista tenha uma transportadora de sua preferência, deverá informar a coordenação do salão e contatar a empresa para retirar os trabalhos em Montes Claros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Isso deverá ser feito no prazo de 20 dias após o encerramento do&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(255, 0, 0); "&gt;4. MONTAGEM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;4.1 – Caberá exclusivamente à comissão organizadora o conceito da montagem do salão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;4.2 – Equipamentos e materiais especiais, necessários à apresentação da obra, serão fornecidos pelo artista, sendo de sua total responsabilidade a operacionalização e manutenção dos mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;4.3 – As obras que eventualmente tenham sido danificadas durante o transporte para o 3º Salão de Artes Visuais “Cultura Negra”, só serão expostas se houver tempo hábil para o seu restauro e se a devida cobertura das despesas for efetuada pelo responsável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(204, 0, 0); "&gt;5. Certificados mais trofeus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;5.1 – A premiação será realizada por uma comissão composta por no mínimo 03 (três) membros convidados pela coordenação, onde será lavrada a ata da seleção e onde estarão fundamentados os critérios adotados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;5.2 – O 3º Salão de Artes Visuais “Cultura Negra” conferirá certificados além de trofeus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;por seguimento:um desenho,um pintura,um escultura e um fotografia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;5.3 – Os artistas  receberam os certificados em Montes Claros durante a solenidade de abertura do salão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(255, 0, 0); "&gt;6. DISPOSIÇÕES GERAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;6.1 – As obras não poderão ser alteradas ou retiradas antes do encerramento do salão em Montes Claros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;6.2 – As comissões de seleção e premiação atuarão desde sua formação e até que sejam lavradas e assinadas as respectivas atas, quando serão automaticamente extintas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;6.3 – As decisões das comissões de seleção e premiação serão irretratáveis e irrecorríveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;6.4 – Ficará a cargo da comissão organizadora qualquer deliberação posterior à extinção das comissões de seleção e premiação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;6.5 – Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela comissão organizadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 100%; line-height: normal; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;HORÁRIO DE ATENDIMENTO: DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;DAS 8H ÀS 12H E DAS 14H ÀS 18H&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;PELO TELEFONE: &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); "&gt;&lt;span class="skype_pnh_container" dir="ltr" tabindex="-1" style="background-attachment: scroll !important; background-color: transparent !important; background-image: none !important; border-color: initial !important; border-image: initial !important; border-left-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-left-style: none !important; border-left-width: 0px !important; border-top-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-top-style: none !important; border-top-width: 0px !important; border-right-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-right-style: none !important; border-right-width: 0px !important; border-bottom-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-bottom-style: none !important; border-bottom-width: 0px !important; border-collapse: separate !important; bottom: auto !important; clear: none !important; clip: auto !important; cursor: pointer !important; direction: ltr !important; display: inline !important; float: none !important; left: auto !important; letter-spacing: 0px !important; list-style-image: none !important; list-style-position: outside !important; list-style-type: disc !important; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-left: 0px !important; padding-top: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-bottom: 0px !important; page-break-after: auto !important; page-break-before: auto !important; page-break-inside: auto !important; position: static !important; right: auto !important; table-layout: auto !important; text-align: left !important; text-decoration: none !important; top: auto !important; white-space: nowrap !important; word-spacing: normal !important; z-index: 0 !important; color: rgb(73, 83, 90) !important; font-family: Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif !important; font-size: 11px !important; height: 14px !important; line-height: 14px !important; margin-left: 0px !important; margin-top: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-bottom: 0px !important; vertical-align: baseline !important; width: auto !important; border-color: initial !important; background-position: 0px 0px !important; background-repeat: no-repeat no-repeat !important; "&gt; &lt;span class="skype_pnh_highlighting_inactive_common" dir="ltr" skypeaction="skype_dropdown" title="Call this phone number in Brazil with Skype: +553832293564" style="background-attachment: scroll !important; background-color: transparent !important; background-image: none !important; border-color: initial !important; border-image: initial !important; border-left-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-left-style: none !important; border-left-width: 0px !important; border-top-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-top-style: none !important; border-top-width: 0px !important; border-right-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-right-style: none !important; border-right-width: 0px !important; border-bottom-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-bottom-style: none !important; border-bottom-width: 0px !important; border-collapse: separate !important; bottom: auto !important; clear: none !important; clip: auto !important; cursor: pointer !important; direction: ltr !important; display: inline !important; float: none !important; left: auto !important; letter-spacing: 0px !important; list-style-image: none !important; list-style-position: outside !important; list-style-type: disc !important; overflow-x: hidden !important; 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padding-top: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-bottom: 0px !important; page-break-after: auto !important; page-break-before: auto !important; page-break-inside: auto !important; position: static !important; right: auto !important; table-layout: auto !important; text-decoration: none !important; top: auto !important; word-spacing: normal !important; z-index: 0 !important; height: 14px !important; margin-left: 0px !important; margin-top: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-bottom: 0px !important; vertical-align: baseline !important; width: 6px !important; border-color: initial !important; background-position: 0px 0px !important; background-repeat: no-repeat no-repeat !important; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="skype_pnh_dropart_span" skypeaction="skype_dropdown" title="Skype actions" style="background-attachment: scroll !important; background-color: transparent !important; background-image: url(chrome-extension://lifbcibllhkdhoafpjfnlhfpfgnpldfl/numbers_common_inactive_icon_set.gif) !important; 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padding-top: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-bottom: 0px !important; page-break-after: auto !important; page-break-before: auto !important; page-break-inside: auto !important; position: static !important; right: auto !important; table-layout: auto !important; text-decoration: none !important; top: auto !important; word-spacing: normal !important; z-index: 0 !important; height: 14px !important; margin-left: 0px !important; margin-top: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-bottom: 0px !important; vertical-align: baseline !important; width: 27px !important; border-color: initial !important; background-position: -11px 0px !important; background-repeat: no-repeat no-repeat !important; "&gt;&lt;span class="skype_pnh_dropart_flag_span" skypeaction="skype_dropdown" style="background-attachment: scroll !important; background-color: transparent !important; background-image: url(chrome-extension://lifbcibllhkdhoafpjfnlhfpfgnpldfl/flags.gif) !important; border-color: initial !important; border-image: initial !important; border-left-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-left-style: none !important; border-left-width: 0px !important; border-top-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-top-style: none !important; border-top-width: 0px !important; border-right-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-right-style: none !important; border-right-width: 0px !important; border-bottom-color: rgb(0, 0, 0) !important; border-bottom-style: none !important; border-bottom-width: 0px !important; border-collapse: separate !important; bottom: auto !important; clear: none !important; clip: auto !important; cursor: pointer !important; direction: ltr !important; display: inline !important; float: none !important; left: auto !important; letter-spacing: 0px !important; list-style-image: none !important; list-style-position: outside !important; list-style-type: disc !important; overflow-x: hidden !important; overflow-y: hidden !important; padding-left: 0px !important; padding-top: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-bottom: 0px !important; page-break-after: auto !important; page-break-before: auto !important; page-break-inside: auto !important; position: static !important; right: auto !important; table-layout: auto !important; text-decoration: none !important; top: auto !important; word-spacing: normal !important; z-index: 0 !important; height: 14px !important; margin-left: 0px !important; margin-top: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-bottom: 0px !important; vertical-align: baseline !important; width: 18px !important; border-color: initial !important; background-position: -779px 1px !important; background-repeat: no-repeat no-repeat !important; "&gt;      &lt;/span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (38)9104-4369(038) 9946-4731&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Com Hilário Bispo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(255, 0, 0); "&gt;FICHA DE INSCRIÇÃO DO SALÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(51, 0, 153); "&gt;3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; color: rgb(204, 51, 204); "&gt;Desenho,Fotografia,Pintura e Escultura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 1.4;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Prazo de entrega dos dossiês até 20 de Abril 2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Local____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;Inscrição nº______&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;A ser preenchido somente pela Administração do Salão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;ARTISTA_______________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;ENDEREÇO____________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;CIDADE________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;BAIRRO _______________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;CEP______________ESTADO______DDD TELEFONE_________&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;IDADE_____CPF______________________RG________________&lt;br /&gt;E-mail__________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;b&gt;Submeto-me ao Regulamento do Salão&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome do responsável pela inscrição______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;Essa Ficha deverá ser colada na obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARTISTA_____________________TÉCNICA______________&lt;br /&gt;TÍTULO DA OBRA___________________________________&lt;br /&gt;DIMENSÕES (cm___________________________________&lt;br /&gt;VERTICAL_______________HORIZONTAL______________&lt;br /&gt;PROFUNDIDADE__________________________________&lt;br /&gt;VALOR DA OBRA__________________________________&lt;br /&gt;ANO DE EXECUÇÃO_______________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-8590252823512667725?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/8590252823512667725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=8590252823512667725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8590252823512667725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8590252823512667725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/02/3-salao-de-artes-visuais-cultura-negra.html' title='3º SALÃO DE ARTES VISUAIS “CULTURA NEGRA”'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-4196862088056809347</id><published>2012-02-14T04:42:00.004-08:00</published><updated>2012-02-14T04:57:27.956-08:00</updated><title type='text'>FECAN É O I FESTIVAL DE MÚSICA AFRO BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span   &gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;b&gt;FECAN 2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="date-posts" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(221, 221, 221); "&gt;&lt;div class="post-outer" style="background-color: rgb(255, 255, 255); border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-image: initial; border-top-left-radius: 10px; border-top-right-radius: 10px; border-bottom-right-radius: 10px; border-bottom-left-radius: 10px; padding-top: 15px; padding-right: 20px; padding-bottom: 15px; padding-left: 20px; margin-top: 0px; margin-right: -20px; margin-bottom: 20px; margin-left: -20px; "&gt;&lt;div class="post hentry uncustomized-post-template" style="position: relative; min-height: 0px; "&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-719045051575782255" style="width: 528px; line-height: 1.4; font-size: 15px; position: relative; "&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;strong&gt;I FESTIVAL DE MÚSICA AFRO BRASILEIRA&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;CAPÍTULO I&lt;/div&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;OBJETIVOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art. 1 - O I Festival de Música Afro-brasileiro, a ser realizado na cidade de Montes Claros –MG,dias 18,19 e 20 de Maio de 2012 em Montes Claros - Minas Gerais. Esse Festival visa revelar novos talentos e valorizar a cultura Afro-brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;CAPÍTULO II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;AS INSCRIÇÕES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art.2 – Poderão participar do festival compositores, cantores e músicos de quaisquer nacionalidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Art.3 – As canções apresentadas deverão ser inéditas e acompanhadas com algum tipo de instrumento cuja origem seja ou descende da África; como por exemplo: tambores, atabaques, berimbau, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art.4- As inscrições deverão ser realizadas no blogger &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tamboresdosmontes.blogspot.com/" style="line-height: 1.4; text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 255); "&gt;http:tamboresdosmontes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.4; color: rgb(51, 51, 51); "&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tamboresdosmontes.blogspot.com/" style="line-height: 1.4; text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 255); "&gt;http:fecan2011blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-719045051575782255" style="width: 528px; line-height: 1.4; font-size: 15px; position: relative; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-719045051575782255" style="width: 528px; line-height: 1.4; font-size: 15px; position: relative; "&gt;&lt;span &gt;Link Inscrições FECAN 2012&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O envio de material referente para Hilário Bispo rua Timbiras 200 Melo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Cep 39401-069 Montes Claros MG. Serão aceitas inscrições cuja a data de carimbo dos correios não sejam posterior a ( colocar a data).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art. 5 – Não haverá taxa de inscrição,para o primeiro Festival de Música do FECAN 2012&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;br /&gt;Art. 6 – Para se inscrever no festival, os participantes devem acessar o blogger (inscrição)depois de feita sua inscrição via blogger, enviar cópia de documento de identidade ( RG ou Passaporte ); - letra da música; - um CD ou DVD com a gravação da música; - uma declaração cedendo os direitos de som e imagem em sua participação do I Festival de canções Afro – brasileira; para o endereço conforme Art( 4 )&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 7 – Os candidatos serão submetidos a uma seleção prévia da Comissão Organizadora , por meio de letra , CD ou DVD. As gravações e filmagens utilizadas devem ter sido feitas especialmente para o festival.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 8 – Os candidatos selecionados serão notificados através de correspondência via carta ou e-mail pela organização do festival.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art. 9 – O material encaminhado será devolvido aos candidatos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;br /&gt;CAPITULO III&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art. 10 – Os candidatos selecionados na seleção prévia devem apresentar-se para o sorteio da ordem de apresentação no dia 15 às 14h, no local do evento . A ausência do candidato nesta apresentação será considerada como desistência.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 11 – Os músicos terão direito da passagem de som e reconhecimento de palco no período de 40 minutos, onde a comissão organizadora estabelecera os respectivos horários.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;CAPÍTULO IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;TRANSPORTE E ALOJAMENTO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 1.4; "&gt;Art. 12 – Os músicos devem arcar com sua própria despesa de transporte, alojamento e alimentação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;CAPÍTULO V&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 13 – As apresentações serão no local tal, sendo abertas ao público.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art.14 – A músicas apresentadas deverão ser executadas de memória.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 15 – Cada música terá o tempo de 10 minutos de apresentação no palco.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;CAPÍTULO VI&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;strong&gt;O JÚRI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 16 – O júri do festival será composto por cinco músicos de renome na área da música.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 17 – As decisões do júri têm caráter soberano e inapelável.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;CAPÍTULO VII&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;strong&gt;PREMIAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 18 – Os prêmios serão distribuídos da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); "&gt;1 lugar – produção do CD&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); "&gt;2 lugar – Produção do CD&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); "&gt;3 lugar – Produção do CD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;CAPÍTULO VIII&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;strong&gt;COMISSÃO ORGANIZADORA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="margin-bottom: 0.21cm; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Art. 19 – O Festival é organizado por &lt;span style="font-style: italic; "&gt;Hilário Bisp&lt;/span&gt;o,coordenador do &lt;/span&gt;&lt;span &gt;FESTIVAL DE CULTURA E ARTE NEGRA FECAN 2012&lt;/span&gt;&lt;span &gt; , que manterá uma comissão organizadora responsável pela formação do grupo de pré-seleção, do júri e pelos demais procedimentos relativos ao festival.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 20 – A comissão organizadora manterá os candidatos selecionados informados de todos os procedimentos relativos ao festival .&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="color: rgb(51, 51, 51); margin-bottom: 0.21cm; "&gt;Art. 21 – Os casos não previstos no regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora, cujas decisões são soberanas e inapeláveis.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-4196862088056809347?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/4196862088056809347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=4196862088056809347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4196862088056809347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4196862088056809347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/02/fecan-e-o-i-festival-de-musica-afro.html' title='FECAN É O I FESTIVAL DE MÚSICA AFRO BRASILEIRA'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-1774700611538243288</id><published>2012-02-14T04:31:00.001-08:00</published><updated>2012-02-14T04:34:44.321-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t202" coordsize="21600,21600" spt="202" path="m,l,21600r21600,l21600,xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t202" style="'position:absolute;" strokecolor="white"&gt;  &lt;v:textbox style="'mso-next-textbox:#_x0000_s1026'/"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;span style="mso-ignore:vglayout;position: absolute;z-index:251657728;left:0px;margin-left:344px;margin-top:16px; width:177px;height:49px"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td width="177" height="49" bg style="border:.75pt solid white;   vertical-align:top;background:white"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]--&gt;&lt;span style="position:absolute;mso-ignore:vglayout;left:0pt;z-index:251657728"&gt;&lt;b style="line-height: 150%; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Comunicação apresentada na semana acadêmica do  FECAN 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;RELIGIÃO E RITO: estudo comparativo da prática de benzeções entre católicos e umbandistas na cidade de Varzelândia/MG.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:right;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Angela de Santana Rocha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Vivemos em um mundo plural  no qual culturas diversas se encontram, se interpenetram, se fundem, de modo que tradições antigas convivem com novas expressões, nascidas dos encontros culturais. Essa pluralidade, porém, nem sempre é sinônimo de uma convivência harmônica na diversidade. O anseio de afirmar a identidade e o esforço por preservá-la em um meio cada vez mais heterogêneo, faz com que grupos culturais cheguem ao extremo da intolerância diante do outro, com quem divide o mesmo espaço, e abundam as posturas egocêntricas, ou etnocêntricas, que excluem, discriminam, menosprezam o outro, o “diferente”. A religião, enquanto fato social, não está á margem dessa realidade, vivendo um fervilhar constante de encontros, fusões, ressignificações e também conflitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;No Brasil, o hibridismo religioso merece especial atenção. Desde o período colonial, povos diversos se encontraram no território brasileiro, dando origem a uma cultura tão miscigenada quanto o povo que deles nasceu. Imigrantes, colonizadores e escravos africanos se uniram aos nativos da terra para originar o híbrido “povo brasileiro” (FREIRE, 1977). Essas culturas tiveram papel preponderante na construção da religiosidade brasileira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O Catolicismo, religião imposta pelos colonizadores, não atingiu completamente o seu objetivo de extinguir as “crenças” dos nativos e dos escravos e acabou, no meio popular, incorporando elementos destas. Assim, o Catolicismo Oficial, controlado e ensinado pela Instituição religiosa, passou a conviver com uma forma híbrida da religião, o chamado “Catolicismo Popular”. E, mais tarde, com uma diversidade de novas expressões religiosas, que se apropriaram de elementos católicos sem, no entanto, serem de fato católicas, tais como as religiões afro-brasileiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Estas novas expressões religiosas se sobressaíram em meio ao povo mais que o Catolicismo oficial, cresceram e se espalharam por todo o Brasil. Híbridas por natureza, sofreram ainda transformações de região para região, seguindo a heterogeneidade do território brasileiro, no qual cada região encerra particularidades geográficas, econômicas, sociais e também culturais, embora haja semelhanças devido á raiz comum: a cultura brasileira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Sobrevivendo vigorosas na religiosidade popular, e transmitidas de geração a geração, essas expressões religiosas chegaram aos dias atuais e, longe de entrar em atrito com o mundo moderno, com ele se familiarizam, pois sua natureza sincrética imprime-lhes uma abertura ao novo que não estranha a tendência à hibridização que o intenso encontro de culturas tem provocado nas sociedades atuais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Entretanto, sabemos que, ao longo da História, o Catolicismo institucionalizado considerou diabólicas todas as práticas espirituais que não correspondiam aos parâmetros do Cristianismo erudito nem a eles se agregavam. Tal atitude, gestada no meio eclesiástico desde os tempos medievais e disseminada em meio ao povo, foi adotada também pelos cristãos protestantes após a Reforma Religiosa, fazendo com que os costumes e crenças de diversos povos fossem vistos como culto ás trevas e ao “maligno”. Essa postura permaneceu arraigada na mentalidade cristã/católica, fazendo com que ainda hoje, ocorra a demonização do “outro”, do “diferente”. É o que acontece em relação às religiões de matriz africana, e, em muitos aspectos, ao próprio Catolicismo popular. Muitas práticas e crenças do povo são vistas como “coisa do demônio”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Às divergências de interpretação dos símbolos sagrados acrescenta-se, no caso das religiões de matriz africana, o estigma do elemento negro. Segundo Santos (2002), o africano, além de arrancado de sua pátria, privado de sua liberdade e expropriado de sua cultura e religião, foi historicamente construído sob o estereótipo de constituir uma raça inferior, de ser um elemento degenerado e degenerador na sociedade, símbolo da negatividade, das trevas, do demoníaco, da perversão. O intuito de tal conceito era justificar a escravização dos negros pelos europeus e impedir uma ascensão libertadora dos mesmos. Ainda nos dias atuais observa-se que o racismo gerado desde o período colonial contra os negros permaneceu arraigado na mentalidade do brasileiro, tendo como uma de suas manifestações a assimilação das religiões de matriz africana com práticas demoníacas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Essa mentalidade fomenta a intolerância religiosa, o que constitui uma contradição em um solo sincrético e em um país que se declara laico, ou seja, aberto democraticamente a todas as confissões religiosas. A Intolerância religiosa brasileira se manifesta, sobretudo, por meio da violência simbólica, através, por exemplo, de pesados ataques verbais de autoridades cristão/católicas contra as religiões de matriz africana e contra as crenças populares, consideradas espiritualidades errôneas, inválidas, inferiores ou demoníacas. A violência simbólica é evidenciada também pelo menosprezo e/ou marginalização sofridos pelos grupos religiosos mencionados, e pela visão negativa da sociedade em relação aos seus adeptos, tornando-os alvo de discriminações, zombarias, caricaturas, quando não tem a sua religiosidade esvaziada de sentido e reduzida a mero folclore. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Não obstante, nas terras do sertão norte-mineiro perdura a herança dos antepassados, que se construíram por meio de suas próprias forças e encontraram na fé um aliado para sobreviver à uma realidade hostil. Nos dias atuais, pensamento mágico-religioso convive com os avanços da modernidade, e entre as muitas crenças e práticas espirituais, perdura no meio popular o ato de benzer: tanto católicos quanto umbandistas recorrem ás orações com os ramos para solucionar problemas orgânicos e espirituais. As benzeções constituem, portanto, um elemento comum ao Catolicismo popular e à Umbanda, o que convida estas religiões ao diálogo e à superação de suas divergências à partir do reconhecimento de sua origem comum no &lt;i&gt;ethos &lt;/i&gt;popular sertanejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt; A violência de cunho religioso, seja ela física ou simbólica, constitui uma auto-violência, pois existe entre diversas manifestações religiosas um alto grau de parentesco, quando não uma origem comum, sobretudo se estas são gestadas num mesmo contexto sociocultural, como é o caso do Catolicismo popular e da Umbanda no Sertão norte-mineiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;FREIRE, Gilberto. &lt;i&gt;Casa Grande e Senzala&lt;/i&gt;: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Rio de Janeir&lt;i&gt;o: &lt;/i&gt;José Olímpio, 1977.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;SANTOS, Gislene Aparecida dos. &lt;i&gt;A invenção do “ser negro”&lt;/i&gt;: um percurso das idéias que naturalizaram a inferioridade dos negros. – São Paulo : Educ/Fapesp ; Rio de Janeiro : Pallas, 2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all"&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Administrador/Desktop/resumo%20expandido%20para%20fecan.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; "&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt; Acadêmica do 5º período do curso de Ciências da Religião na Universidade Estadual de Montes Claros/Unimontes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-1774700611538243288?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/1774700611538243288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=1774700611538243288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1774700611538243288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1774700611538243288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/02/comunicacao-apresentada-semana.html' title=''/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-7263273709761454684</id><published>2012-02-14T04:24:00.002-08:00</published><updated>2012-02-14T04:29:55.154-08:00</updated><title type='text'>A (DES) CONSTRUÇÃO DO SER NEGRO NA ERA MODERNA À PARTIR DO ILUMINISMO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Comunicação apresentada na semana acadêmica na 6ª edição do FECAN&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;A (DES) CONSTRUÇÃO DO SER NEGRO NA ERA MODERNA À PARTIR DO ILUMINISMO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;b&gt;Luciano Rodrigues Correia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;No século XVIII, eclodia na Europa o Iluminismo trazendo consigo novos paradigmas para a humanidade. Segundo LARA (2001; p.68), mais do que um sistema filosófico que culminou no nascimento da ciência moderna, o Iluminismo foi um “movimento de grande excitação emocional”, pois marcou o momento em que pensamento humano libertava-se em definitivo do domínio eclesial e ganhava a amplitude aparentemente ilimitada da razão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;. A partir de então nasceriam as ciências e as concepções antropocêntricas de mundo, e cresceria uma espécie de euforia racional disposta a desmistificar a existência e estabelecer novas concepções de homem. E este homem concebido pelos intelectuais iluministas, tinha direitos inalienáveis tais como o progresso, a liberdade, a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;igualdade e a felicidade. Esse conceito de ser humano livre, somado a outros fatores, tais como os interesses do capitalismo nascente, levou os apaixonados intelectuais iluministas a rejeitarem qualquer forma de trabalho escravo. Porém, esses intelectuais eram europeus, brancos, geralmente filhos das mais apuradas elites européias, e tinham arraigadas dentro de si uma visão etnocêntrica de mundo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;. Às suas reflexões acerca da humanidade, somou-se a busca por meios de atestar racional e cientificamente a excelência da raça branca e sua superioridade frente às demais etnias do mundo. Surge, assim, uma dualidade, a respeito da qual escreve Santos (2002; p.15):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:212.4pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:150%"&gt;Em alguns momentos temos a conjunção das noções de riqueza, progresso e felicidade, lei natural e direito natural; em outros, o novo conceito de homem e suas determinações causais/ biológicas que entram em conflito com a idéia de progresso; e, por último, a noção de utilidade, tomada como uma justificativa para a servidão ou para as desigualdades sociais. Todos estes aspectos, que ocupavam as mentes do século XVIII, estabeleciam, se não um paradoxo, ao menos uma dualidade (...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:212.4pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O negro, que desde os primórdios da era colonial era visto como um ser pré- humano, animalesco, diabólico, podendo por isso ser escravizado, é promovido pelos iluministas à condição de gente, a ser humano igual a qualquer outro em espécie, dignidade e direito. Mas, contraditoriamente, os mesmos iluministas, buscando explicações para a cor da pele e a forma de organização sociocultural do negro, tão diferente da européia, desenvolveram uma série de teorias racistas que o colocaram na base do desenvolvimento humano, tanto biológica quanto intelectualmente, estando os europeus no topo desse desenvolvimento. Uma mentalidade evolucionista e hierarquizante ao lado de teorias capitalistas servira de justificativa aos “superiores” europeus para explorar no regime escravocrata a força de trabalho dos “inferiores” negros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Segundo Santos (2002), o homem moderno se via diante de um dilema: como conciliar a idéia de lei natural, direito natural, progresso, riqueza e felicidade enquanto atributos inalienáveis de todo e qualquer ser humano – o que rompia com o sistema de produção escravista – com os interesses da economia capitalista emergente, uma vez que o escravo, ou ex-escravo teria, enquanto ser humano, os mesmos direitos que qualquer cidadão na nova ordem social? E como encarar o escravo, ou o ex-escravo, como verdadeiramente igual se a ciência emergente (e evolucionista) hierarquizava os homens segundo critérios biológicos que determinavam que os negros fossem menos capazes e inferiores ao europeu? O resultado dessa dualidade foi o desenvolvimento pelo Iluminismo de ideologias que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:212.4pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:150%"&gt;(...) inventaram o “ser do negro” fazendo com que se considerasse impossível pensá-lo fora das teias de idéias tecidas ao redor de sua natural inferioridade ou de seu exotismo. Por isso, essa invenção, totalmente datada, apresenta-se como ontologia de um ser que sempre, sem começo nem fim, foi inferior, foi sombra e negatividade. (SANTOS, 2002; p.17)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Assim, o Iluminismo desenvolveu teorias que ao mesmo tempo construíam e destruíam o ser humano negro, condenavam e justificavam a escravidão. Essas teorias configuraram a visão do homem moderno a respeito dos negros e prevaleceram na sociedade. No meio popular, caíram no desconhecimento, mas o seu efeito perverso, o racismo, permaneceu arraigado na mente das pessoas, e o negro continua até os dias atuais sendo vítima de uma série de infundados preconceitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%"&gt;Consideração final&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Atualmente, muito se tem discutido sobre a pessoa do negro na sociedade e a injustiça que esta etnia vem sofrendo ao longo da História,  inicialmente com a escravidão e a demonização de sua cultura e posteriormente com o racismo que há séculos vem fazendo com que o negro seja visto como inferior, símbolo de atraso e marginalização. Busca-se a superação do preconceito racial, mas muitas dessas discussões acabam reduzidas a ecos estéreis de eventos e debates realizados uma vez por ano em datas específicas, como o dia da abolição da escravatura ou da consciência negra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O negro continua, em muitos aspectos, reduzido ao personagem histórico do período colonial: o excluído, o satânico, o amoral, o pervertido. Embora o negro venha  conquistando cada vez mais o seu espaço na sociedade, ainda não é difícil encontrar pessoas que menosprezam outras pelo simples fato de estas serem negras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; A superação de qualquer problema passa pelo conhecimento de suas origens. Tornar conhecido o processo de gênese do preconceito racial ao longo da História é ampliar as possibilidades de uma reflexão mais crítica e eficaz sobre o assunto, capaz de levá-los a construir uma visão igualitária do ser humano negro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%"&gt;Referências:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;LARA, Tiago Adão.&lt;i&gt; A Filosofia Ocidental do Renascimento aos nossos dias.&lt;/i&gt; – Petrópolis : Vozes, 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;ROCHA, Everardo P. Guimarães. &lt;i&gt;O que é etnocentrismo&lt;/i&gt;. – São Paulo : Brasiliense, 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;SANTOS, Gislene Aparecida dos. &lt;i&gt;A invenção do “ser negro”&lt;/i&gt;: um percurso das idéias que naturalizaram a inferioridade dos negros. – São Paulo : Educ/Fapesp ; Rio de Janeiro : Pallas, 2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all"&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Administrador/Desktop/resumo%20expandido%20de%20luciano.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Estudante do Curso de Filosofia da faculdade Phênix de Goiânia/GO; E-mail.correialuciano@gmail.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Administrador/Desktop/resumo%20expandido%20de%20luciano.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O termo &lt;i&gt;Iluminismo&lt;/i&gt;, conforme explica o autor, provém da utilização da luz como símbolo do movimento. A luz representava a razão humana que deveria iluminar as trevas da ignorância vividas pelo homem dos séculos anteriores, cujo pensamento era controlado pela Religião. (p.69)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Administrador/Desktop/resumo%20expandido%20de%20luciano.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O etnocentrismo europeu, também conhecido como eurocentrismo, consiste, segundo a definição de ROCHA (1994; p.07) numa visão de mundo pela qual a Europa é tomada como centro e todos os outros povos do mundo são pensados e julgados através dos seus valores, seus modelos, sua concepção de existência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-7263273709761454684?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/7263273709761454684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=7263273709761454684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7263273709761454684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7263273709761454684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/02/des-construcao-do-ser-negro-na-era.html' title='A (DES) CONSTRUÇÃO DO SER NEGRO NA ERA MODERNA À PARTIR DO ILUMINISMO'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-8201397735741297160</id><published>2012-01-29T13:49:00.001-08:00</published><updated>2012-01-29T13:51:48.862-08:00</updated><title type='text'>DANÇA AFRO</title><content type='html'>&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/PgQfllyYkb4" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Apresentação cultural das crianças da Escola Municipal Dr. Joaquim Costa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;na II Mostra de Talentos do DATAMINAS CURSOS.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;no GOOLD EVENTOS.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-8201397735741297160?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/8201397735741297160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=8201397735741297160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8201397735741297160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8201397735741297160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/danca-afro.html' title='DANÇA AFRO'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PgQfllyYkb4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-6795072982716520693</id><published>2012-01-23T12:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T12:47:33.222-08:00</updated><title type='text'>A Dança Afro ,na rede de ensino em Montes Claros</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:targetscreensize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3 style="text-align: center;" align="center"&gt;A Dança Afro ,na rede de ensino em Montes Claros&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;i style=""&gt;Hilário Bispo da Fonseca&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Projeto de Pesquisar a dança afro na de ensino nas escolas referência, trabalho a dança na construção da cidadania, fazendo um recorde na diversidade racial, além de trabalhar a alto estima dos alun&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-9VrtBTtr328/Tx3G1vtpYNI/AAAAAAAABFc/TNiMerz5n5s/s1600/images.jpeg%25C3%25A7.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9VrtBTtr328/Tx3G1vtpYNI/AAAAAAAABFc/TNiMerz5n5s/s400/images.jpeg%25C3%25A7.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700931329964204242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;os afro brasileiros. A Dança Afro ,na rede de ensino em Montes Claros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em relação às outras atividades recreativas. A dança é uma das maiores representações de uma cultura popular, ela “pode ser maior que reunião de técnicas, quando se propõe a ser instrumento de transformação social e difusão histórico cultural. A dança afro Brasileira surge no Brasil no período colonial, e foi trazida por africanos retirados do seu país de origem para realizarem trabalho escravos em solo brasileiro. Esse estilo de dança foi registrada primeiramente na composição de religiões africanas e começou a se fortalecer em meados do século XIX com a ajuda dos tribos: sudaneses; bantus (dois povos situados em território africano) e com os indígenas, que foram responsáveis pela criação de outros seg&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-QwuxK2UJyrg/Tx3GqrvgN-I/AAAAAAAABFE/ZMZtJ56e9iE/s1600/images.jpeg..jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 286px; height: 176px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QwuxK2UJyrg/Tx3GqrvgN-I/AAAAAAAABFE/ZMZtJ56e9iE/s400/images.jpeg..jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700931139919689698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mentos regionais que deram origem à dança dos caboclos outro aspecto da cultura africana. A dança Afro Brasileira é, ao mesmo tempo, rústica, agressiva, fervorosa e expressiva. Nosso método está estruturado sobre o próprio CORPO HUMANO, sua movimentação natural e espontânea. As possibilidades do corpo são infinitas. Existem, porém, padrões básicos que determinam estilos de ação corporal. Vale ressaltar que a dança afro-brasileira, não possui respaldo técnico definido, nem escola formadora ou disciplinadora, como o "ballet clássico” , que segue na íntegra o modelo Russo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A dança afro-brasileira caracteriza-se, portanto, pela descontração e espontaneidade pessoal e individual do praticante, sem compromisso com técnica ou estilo e sim com sentimento que o move. Apresentar várias nuances das danças afro brasileira como forma de resgatar os ideais de liberdade dos afros brasileiros, fazendo também uma reflexão social sobre a atual condição dos profissionais de dança afro brasileira na atualidade. Manter viva a memória das danças africanas levando essa consciência para toda a comunidade escolar. Dar visibilidade a dança Afro Brasileira refletindo sobre o papel importante que e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-WsCPnU0u61c/Tx3GwsEHbmI/AAAAAAAABFQ/SW4nBxrhvBM/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WsCPnU0u61c/Tx3GwsEHbmI/AAAAAAAABFQ/SW4nBxrhvBM/s400/images.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700931243085360738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;la cumpre e relação à cultura dos descendentes de africano no Brasileiros e negras brasileiros, e seu ideal de liberdade, por uma sociedade mais justa. A dança afro brasileira na rede de ensino: escolas, faculdades e universidades, tem um papel fundamental na divulgação e no resgate da dança afro brasileira; além de dar visibilidade a ação do profissional de dança afro brasileira no &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;norte de minas em especial (Montes Claros). A sociedade brasileira emerge de um período de três séculos de escravidão. O Brasil foi o último país das Américas a abolir o trabalho escravo e só o fez quando o número de escravizados já não era muito significativo. Possuímos uma forte herança colonial, herdando do regime escravocrata de características práticas e autoritárias. A sociedade foi formada pela ausência de valores igualitários. Passados cinco séculos, ainda convivemos com a iniquidade e a injustiça. Neste momento, em que toda a sociedade faz um esforço para acabar com as desigualdades, inclusive com a implantação do sistema de cotas e da valorização dos afrodescendentes, trabalhar com a dança afro brasileira na rede de ensino em Montes Claros será mais um momento para fortalecermos a cultura negra, tão marcante em nossa sociedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRANDÃO, Jéssica. Revolução em palavras. Novembro, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PASSOS, Evandro. A Cor da Cultura. São Paulo, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura Negra Resistência e identidade.Ceap.Rio de Janeiro.Ano 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRUDENTE, Celson .Ceap.Rio de Janeiro.Ano.2007 Celson Prudente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA,marlene.Dança Afro Brasileira Documentário.Belo Horizonte.Ano.2004&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-6795072982716520693?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/6795072982716520693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=6795072982716520693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/6795072982716520693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/6795072982716520693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/danca-afro-na-rede-de-ensino-em-montes.html' title='A Dança Afro ,na rede de ensino em Montes Claros'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9VrtBTtr328/Tx3G1vtpYNI/AAAAAAAABFc/TNiMerz5n5s/s72-c/images.jpeg%25C3%25A7.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-1047175197302164551</id><published>2012-01-19T14:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:09:30.615-08:00</updated><title type='text'>As inscrições para o FECAN 2012 são gratuitas veja no  www.fecan2011blogspot.com</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;h2 style="font-weight: normal;" class="title"&gt;As inscrições para o FECAN&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-weight: normal;" class="title"&gt;vai até 28 de Abril de 2012&lt;/h2&gt;  O concurso de música afro brasileiro, acontecerá dentro das atividades  do Festival de Cultura e Arte Negra FECAN 2012. Poderão participar do  festival compositores, cantores e músicos de quaisquer nacionalidade. As  canções apresentadas deverão ser inéditas ou não,deverão ser  acompanhadas com algum tipo de instrumento cuja origem seja de matriz  africana; como por exemplo: tambores, atabaques, berimbau, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições são gratuitas veja no&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fecan2011.blogspot.com/"&gt;http://www.fecan2011.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-1047175197302164551?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/1047175197302164551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=1047175197302164551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1047175197302164551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1047175197302164551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/as-inscricoes-para-o-fecan-2012-sao.html' title='As inscrições para o FECAN 2012 são gratuitas veja no  www.fecan2011blogspot.com'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3734227354324377061</id><published>2012-01-19T11:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T12:00:53.204-08:00</updated><title type='text'>PORTARIA Nº 037,DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011 DISPÕE SOBRE A NOMEAÇÃO DOS REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO E DA SOCIEDADE CIVIL.</title><content type='html'>MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LEI Nº 3.942, DE 20 DE MAIO DE 2.008&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA&lt;br /&gt;IGUALDADE RACIAL, INSTITUI O CONSELHO MUNICIPAL DE&lt;br /&gt;PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DE MONTES CLAROSCOMPIR,&lt;br /&gt;E O FUNDO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE&lt;br /&gt;RACIAL DE MONTES CLAROS-FUMPIRE, E DÁ OUTRAS&lt;br /&gt;PROVIDÊNCIAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo do Município de Montes Claros/MG, por seus representantes na Câmara&lt;br /&gt;Municipal, aprovou e o Prefeito Municipal, em seu nome, sanciona a seguinte Lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÍTULO I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA POLÍTICA DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO I&lt;br /&gt;DISPOSIÇÕES GERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1o. A Política de Promoção da Igualdade Racial será regida por esta Lei e será&lt;br /&gt;efetivada por meio de:&lt;br /&gt;I - programas e serviços sociais básicos de educação, saúde, recreação, esportes,&lt;br /&gt;cultura, lazer, profissionalização e outros que assegurem a plena inserção sócio-econômica da&lt;br /&gt;comunidade negra;&lt;br /&gt;II - programas de assistência social em caráter supletivo aos previstos no inciso&lt;br /&gt;anterior, para aqueles que dele necessitarem;&lt;br /&gt;III - programas de ações afirmativas.&lt;br /&gt;Parágrafo único. A Política de Promoção da Igualdade Racial terá como órgão de&lt;br /&gt;assessoramento imediato ao Prefeito de Montes Claros, a Secretaria Municipal de Políticas Sociais e&lt;br /&gt;a Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, criada a partir do Decreto Municipal&lt;br /&gt;nº 2.345/2007.&lt;br /&gt;Art. 2o. A política de Promoção da Igualdade Racial será garantida a partir da criação&lt;br /&gt;do:&lt;br /&gt;I - Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros - MG -&lt;br /&gt;COMPIR;&lt;br /&gt;II - Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros - MG&lt;br /&gt;FUMPIR.&lt;br /&gt;CAPÍTULO II&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;DOS OBJETIVOS E FINALIDADES&lt;br /&gt;Art. 3º. A Política de Promoção da Igualdade Racial, tem como objetivos:&lt;br /&gt;I - formulação, coordenação e articulação de políticas e diretrizes para a promoção&lt;br /&gt;da igualdade racial;&lt;br /&gt;II - formulação, coordenação e avaliação das políticas públicas afirmativas de&lt;br /&gt;promoção da igualdade e da proteção dos direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos, com&lt;br /&gt;ênfase na população negra e outros segmentos étnicos da população brasileira, afetados por&lt;br /&gt;discriminação racial e demais formas de intolerância na articulação;&lt;br /&gt;III - promoção e acompanhamento da execução dos programas de cooperação com&lt;br /&gt;organismos nacionais e internacionais, estaduais e municipais, públicos e privados, voltados à&lt;br /&gt;implementação da promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;IV - formulação, coordenação e acompanhamento das políticas transversais de&lt;br /&gt;governo para a promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;V - planejamento, coordenação da execução e avaliação do Programa Nacional de&lt;br /&gt;Ações Afirmativas;&lt;br /&gt;VI - promoção do acompanhamento de implementação de legislação de ação&lt;br /&gt;afirmativa e definição de ações públicas que visem o cumprimento dos acordos, convenções e&lt;br /&gt;outros instrumentos congêneres assinados pelo Brasil;&lt;br /&gt;Parágrafo único. As ações relativas à promoção da igualdade e de combate à&lt;br /&gt;discriminação racial ou étnica, serão realizados basicamente pelo Conselho Municipal de Promoção&lt;br /&gt;da Igualdade Racial – COMPIR, Prefeitura Municipal de Montes Claros, Secretaria Municipal de&lt;br /&gt;Políticas Sociais e Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial.&lt;br /&gt;TÍTULO II&lt;br /&gt;DO CONSELHO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL&lt;br /&gt;CAPÍTULO I&lt;br /&gt;DA FINALIDADE E COMPETÊNCIA&lt;br /&gt;Art. 4º. Fica instituído o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de&lt;br /&gt;Montes Claros/MG - COMPIR, nos termos do art. 5º da Constituição Federal de 1988 e do Decreto&lt;br /&gt;Federal nº 4.886 de 20 de novembro de 2003, órgão colegiado de caráter consultivo e deliberativo,&lt;br /&gt;normativo, monitorador, fiscalizador e avaliador das políticas que visem realizar ações afirmativas,&lt;br /&gt;estimulando a participação da sociedade civil na definição de políticas públicas de promoção da&lt;br /&gt;igualdade racial no município de Montes Claros.&lt;br /&gt;Art. 5º. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR, tem por finalidade:&lt;br /&gt;I - elaborar e propor, em âmbito municipal, políticas de promoção da igualdade racial&lt;br /&gt;e outros segmentos étnicos da população brasileira;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;II - combater o racismo, o preconceito e a discriminação, reduzindo as&lt;br /&gt;desigualdades raciais, inclusive no aspecto econômico e financeiro, social, político, cultural e&lt;br /&gt;místico-religioso;&lt;br /&gt;III - ampliar o processo de controle social sobre as referidas políticas, empenhando&lt;br /&gt;no aperfeiçoamento de marcos legais que dêem sustentabilidade às políticas de promoção de&lt;br /&gt;igualdade racial e na consolidação de cultura de planejamento, monitoramento e avaliação,&lt;br /&gt;adotando estratégias que garantam a produção de conhecimento, informações e subsídios, bem&lt;br /&gt;como de condições técnicas, operacionais e financeiras para o desenvolvimento de seus programas.&lt;br /&gt;Art. 6º. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR será vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Sociais que propiciará a&lt;br /&gt;infra-estrutura necessária ao seu funcionamento, auxiliada pelas várias instituições públicas e&lt;br /&gt;privadas que a integram, devendo para isto prever recursos físicos, humanos e materiais no seu&lt;br /&gt;orçamento.&lt;br /&gt;Parágrafo único - O apoio logístico, administrativo e meios necessários à&lt;br /&gt;execução dos trabalhos do COMPIR, dos grupos temáticos e das comissões serão prestados pela&lt;br /&gt;Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - COPPIR, da Secretaria Municipal de&lt;br /&gt;Políticas Sociais.&lt;br /&gt;Art. 7º. Ao Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR compete:&lt;br /&gt;I - formular e propor a Política Municipal de Promoção da Igualdade Racial;&lt;br /&gt;II - acompanhar, avaliar, subsidiar, aprovar e assegurar a execução do Plano&lt;br /&gt;Municipal de Promoção da Igualdade Racial, fixando diretrizes a serem observadas na sua&lt;br /&gt;elaboração;&lt;br /&gt;III – opinar e apreciar anualmente a proposta orçamentária, emitindo parecer sobre&lt;br /&gt;o orçamento municipal destinado ao desenvolvimento de programas de ações afirmativas que visem&lt;br /&gt;à promoção da igualdade racial, indicando modificações necessárias à consecução da política&lt;br /&gt;formulada e sugerir prioridades na alocação de recursos;&lt;br /&gt;IV - deliberar sobre conveniência e oportunidade de implantação de programas de&lt;br /&gt;ações afirmativas e serviços a que se referem às políticas sociais básicas de educação, saúde,&lt;br /&gt;recreação, esporte, lazer, profissionalização e assistência social em caráter supletivo para aqueles&lt;br /&gt;que dela necessitam, para que possam assegurar a plena inserção da comunidade negra na vida&lt;br /&gt;sócio-econômica;&lt;br /&gt;V - acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações de prestação de serviços de natureza&lt;br /&gt;pública, privada, filantrópica e sem fins lucrativos de promoção da igualdade racial, em consonância&lt;br /&gt;com as recomendações do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR;&lt;br /&gt;VI - estabelecer, diretrizes, apreciar e aprovar o programa anual e plurianual na&lt;br /&gt;articulação da proposta orçamentária do município, participando na elaboração de critérios e&lt;br /&gt;parâmetros para a formulação e implementação de metas e prioridades visando assegurar as&lt;br /&gt;condições de igualdade à população negra e demais segmentos étnicos;&lt;br /&gt;VII - propor estratégias de acompanhamento, avaliação, fiscalização, bem como a&lt;br /&gt;participação no processo deliberativo de diretrizes das políticas de promoção da igualdade racial,&lt;br /&gt;fomentando a inclusão da dimensão racial nas políticas públicas desenvolvidas em âmbito&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;municipal;&lt;br /&gt;VIII - articular-se com Conselho Estadual e com o Conselho Nacional de&lt;br /&gt;Promoção da Igualdade Racial, com as instâncias deliberativas do município e com as organizações&lt;br /&gt;não governamentais, visando à articulação entre a política de promoção da igualdade racial e as&lt;br /&gt;demais políticas setoriais para a integração das ações;&lt;br /&gt;IX - propor em parceria com organismos governamentais e não governamentais,&lt;br /&gt;municipais, estaduais, federais e internacionais a identificação de sistemas indicadores, no sentido&lt;br /&gt;de estabelecer metas e procedimentos, com base nesses índices, para monitorar a aplicação das&lt;br /&gt;atividades relacionadas com a promoção da igualdade racial, fixando critérios para celebração de&lt;br /&gt;contratos e convênios;&lt;br /&gt;X - acompanhar e estimular a integração e a oferta de outras políticas públicas&lt;br /&gt;sociais para a população negra e outros segmentos étnico-raciais do município;&lt;br /&gt;XI - auxiliar e apoiar a COPPIR - Coordenadoria de Promoção das Políticas de&lt;br /&gt;Igualdade Racial, da Secretaria Municipal de Políticas Sociais da Prefeitura de Montes Claros na&lt;br /&gt;articulação com outros órgãos da administração pública municipal, órgãos públicos estaduais e&lt;br /&gt;federais, bem como os governos estadual e federal;&lt;br /&gt;XII - recomendar a realização de estudos, debates e pesquisas sobre a realidade&lt;br /&gt;social da população negra e demais segmentos étnico-raciais, com vistas a contribuir na elaboração&lt;br /&gt;de propostas de políticas públicas que visem à promoção da igualdade racial e à eliminação do&lt;br /&gt;racismo e de todas as formas de preconceito e discriminação;&lt;br /&gt;XIII - promover, apoiar e participar de eventos em geral que tratem de políticas&lt;br /&gt;públicas de interesse da população negra e de outros segmentos étnicos da população brasileira e&lt;br /&gt;propor o desenvolvimento de programas e projetos de capacitação sobre as relações raciais no&lt;br /&gt;âmbito da administração pública, com objetivo de valorizar a cultura afro-brasileira;&lt;br /&gt;XIV - articular-se com órgãos e entidades públicas e privadas, não representados&lt;br /&gt;no COMPIR, visando fortalecer o intercâmbio para a promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;XV - divulgar o COMPIR e sua atuação junto à sociedade em geral através dos&lt;br /&gt;meios de comunicação;&lt;br /&gt;XVI - articular-se com as entidades e organizações dos segmentos étnico-raciais,&lt;br /&gt;conselhos municipais e estaduais da comunidade negra, bem como de outros conselhos setoriais,&lt;br /&gt;para ampliar a cooperação mútua e estabelecer estratégias comuns para a implementação de ações&lt;br /&gt;da política de promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;XVII - zelar pelos direitos culturais da população negra, especialmente pela&lt;br /&gt;preservação da memória e das tradições africanas e afro-brasileiras, bem como pela diversidade&lt;br /&gt;cultural constitutiva da formação histórica e social do povo brasileiro;&lt;br /&gt;XVIII - zelar, acompanhar e propor medidas de defesa dos direitos de indivíduos e&lt;br /&gt;grupos étnico-raciais afetados por discriminação racial e demais formas de intolerância;&lt;br /&gt;XIX - propor a atualização da legislação relacionada às atividades de promoção da&lt;br /&gt;igualdade racial;&lt;br /&gt;XX - deliberar sobre a aplicação do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade&lt;br /&gt;Racial - FUMPIR;&lt;br /&gt;XXI - propor critérios e parâmetros de avaliação e de gestão dos recursos, bem&lt;br /&gt;como do desempenho, impacto e eficácia alcançada pelos programas e projetos aprovados;&lt;br /&gt;XXII - atuar junto a Secretaria Municipal de Saúde e de órgãos públicos da saúde,&lt;br /&gt;no sentido de tratar de forma específica às doenças da população negra;&lt;br /&gt;XXIII - manter ouvidoria que receba denúncias e informações de atos&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;discriminatórios, fiscalizar e adotar as providências necessárias à apuração dos fatos e aplicação das&lt;br /&gt;sanções cabíveis pelos órgãos competentes;&lt;br /&gt;XXIV - definir suas diretrizes e programas de ação e elaborar sua proposta&lt;br /&gt;orçamentária;&lt;br /&gt;XXV - convocar ordinariamente, a cada dois anos, ou extraordinariamente, sempre&lt;br /&gt;por maioria absoluta de seus membros, a Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial,&lt;br /&gt;com o objetivo de avaliar a execução das políticas de promoção da igualdade racial, propor e&lt;br /&gt;deliberar diretrizes para o seu aperfeiçoamento;&lt;br /&gt;XXVI - zelar pelas deliberações das conferências internacionais, nacionais,&lt;br /&gt;estaduais e municipais de promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;XXVII - elaborar o Regimento Interno e decidir sobre as alterações propostas por&lt;br /&gt;seus membros e,&lt;br /&gt;XXVIII - exercer outras atribuições que lhe forem delegadas por Lei ou por órgãos&lt;br /&gt;responsáveis pela política nacional e estadual de promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;§ 1º. Fica facultado ao COMPIR propor a realização de conferências municipais,&lt;br /&gt;seminários, encontros e estudos sobre temas constitutivos de promoção da igualdade racial de sua&lt;br /&gt;agenda e sobre a definição de convênios, a serem firmados com organismos estaduais, nacionais e&lt;br /&gt;internacionais, públicos e privados.&lt;br /&gt;§ 2º. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR, no desempenho de suas funções, receberá todo apoio das instituições que&lt;br /&gt;compõem a rede municipal, sendo que o apoio operacional (administrativo e financeiro) necessário&lt;br /&gt;ao seu funcionamento, ficará a cargo do Poder Executivo, podendo manter convênios de cooperação&lt;br /&gt;técnica com órgãos e entidades no âmbito de suas respectivas competências.&lt;br /&gt;CAPÍTULO II&lt;br /&gt;DA COMPOSIÇÃO&lt;br /&gt;Art. 8º. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG (COMPIR) será composto de conselheiros titulares e seus respectivos suplentes, sendo&lt;br /&gt;representantes do setor governamental e representantes de órgãos e entidades representativas da&lt;br /&gt;sociedade civil, respeitada a composição paritária entre setores de representação.&lt;br /&gt;Parágrafo único. Para cada conselheiro(a) titular será escolhido(a)&lt;br /&gt;simultaneamente um(a) suplente, observando-se os mesmos procedimentos e exigências.&lt;br /&gt;Art. 9º. Os 15 (quinze) conselheiros governamentais titulares e seus suplentes&lt;br /&gt;serão indicados pelo Chefe do Poder Executivo, no âmbito respectivo de cada órgão público, dentre&lt;br /&gt;os gestores com poder de decisão e de acordo com a seguinte representação:&lt;br /&gt;I - 02 (dois) representantes da Secretaria Municipal de Políticas Sociais;&lt;br /&gt;II - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação&lt;br /&gt;Estratégica;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;III - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente;&lt;br /&gt;IV - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer;&lt;br /&gt;V - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Saúde;&lt;br /&gt;VI - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Cultura;&lt;br /&gt;VII - 01(um) representante da Secretaria Municipal de Administração e Gestão;&lt;br /&gt;VIII - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento&lt;br /&gt;Econômico;&lt;br /&gt;IX - 01(um) representante da Secretaria Municipal de Governança Solidária;&lt;br /&gt;X - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Fazenda;&lt;br /&gt;XI - 01 (um) representante da Secretaria Municipal de Agricultura e&lt;br /&gt;Abastecimento;&lt;br /&gt;XII - 01 (um) representante da Segurança Pública de Minas Gerais;&lt;br /&gt;XIII - 01 (um) representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social;&lt;br /&gt;XIV - 01 (um) representante do Ministério Público Estadual.&lt;br /&gt;Art. 10. Os 16 (dezesseis) conselheiros titulares e suplentes, representantes dos&lt;br /&gt;órgãos e entidades da sociedade civil organizada e registrada legalmente até a data da posse do&lt;br /&gt;conselho, reunir-se-ão em Assembléia para indicação e posterior nomeação ou substituições pelos&lt;br /&gt;órgãos e entidades que representam na forma de seus estatutos, com a seguinte representação:&lt;br /&gt;I - 01 (um) representante do Movimento Negro;&lt;br /&gt;II - 01 (um) representante das organizações de mulheres negras;&lt;br /&gt;III - 03 (três) representantes das entidades religiosas de matriz africana;&lt;br /&gt;IV - 01 (um) representante dos portadores de necessidades especiais;&lt;br /&gt;V - 01 (um) representante de entidades de empresários e empreendedores;&lt;br /&gt;VI - 01(um) representante de entidades sindicais dos trabalhadores;&lt;br /&gt;VII - 01 (um) representante dos grupos da juventude negra;&lt;br /&gt;VIII -01 (um) representante de pesquisadores e estudiosos de questões étnicos&lt;br /&gt;raciais;&lt;br /&gt;IX - 01(um) representante de entidades culturais (nas diversas modalidades);&lt;br /&gt;X - 01 (um) representante da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB;&lt;br /&gt;XI - 01 (um) representante das entidades dos meios de comunicação;&lt;br /&gt;XII - 01 (um) representante dos estudantes negros;&lt;br /&gt;XIII -01 (um) representante de indígenas,&lt;br /&gt;XIV- 01 (um) representante dos segmentos étnicos palestinos, ciganos ou outros.&lt;br /&gt;Art. 11. Todos os representantes do Poder Público Municipal e demais&lt;br /&gt;representantes indicados pelos órgãos e entidades da sociedade civil que representam, conforme os&lt;br /&gt;arts 8º, 9º e 10, serão investidos na função de conselheiros (titular e suplente) do Conselho&lt;br /&gt;Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG – COMPIR, através de Portaria&lt;br /&gt;de nomeação pelo Prefeito Municipal de Montes Claros.&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;Art. 12. Os conselheiros do COMPIR exercerão mandato de (02) dois anos,&lt;br /&gt;contados a partir da posse, permitida uma única recondução.&lt;br /&gt;Art. 13. O exercício da função de conselheiro(a) titular ou suplente, bem como as&lt;br /&gt;funções dos membros da mesa diretora é considerado de interesse público relevante, portanto, não&lt;br /&gt;farão jus a quaisquer remunerações ou vínculo empregatício.&lt;br /&gt;Art. 14. Nas ausências ou impedimentos, por motivos justificados, dos membros&lt;br /&gt;titulares, serão convocados os seus suplentes que os substituirão, com direito a voto.&lt;br /&gt;Art. 15. Em caso de vacância do cargo pelo titular, o suplente do segmento ocupará&lt;br /&gt;a posição deste e os órgãos e entidades mencionadas nos artigos 9º e 10 desta Lei, poderão a&lt;br /&gt;qualquer tempo, propor a substituição de seus respectivos representantes, obedecendo às normas de nomeação.&lt;br /&gt;Art. 16. Os membros referidos nos arts. 9º e 10, poderão perder o mandato e a&lt;br /&gt;condição de membro do COMPIR antes do prazo de dois anos, nos seguintes casos:&lt;br /&gt;I - por renúncia;&lt;br /&gt;II - por motivo injustificado, deixar de comparecer a 03 (três) reuniões&lt;br /&gt;consecutivas ou após 06 (seis) alternadas, no período de 01 (um) ano;&lt;br /&gt;III - pela prática de ato incompatível com a função de conselheiro, por decisão da&lt;br /&gt;maioria absoluta dos membros do COMPIR.&lt;br /&gt;Parágrafo único. No caso de perda do mandato, será designado novo conselheiro&lt;br /&gt;para titularidade da função, observado o mesmo procedimento e exigências.&lt;br /&gt;CAPÍTULO III&lt;br /&gt;DO FUNCIONAMENTO&lt;br /&gt;Art. 17. O COMPIR reunir-se-á ordinariamente, uma vez ao mês, nas 1as.&lt;br /&gt;(primeiras) sextas-feiras, na Casa da Cidadania ou outro lugar previamente determinado.&lt;br /&gt;Art. 18. O COMPIR reunir-se-á com presença de maioria absoluta e a direção das&lt;br /&gt;atividades se efetiva pelo Presidente, que deliberará pela maioria dos votos presentes, os&lt;br /&gt;conselheiros confirmarão sua presença mediante assinatura de lista de presença.&lt;br /&gt;Art. 19. As deliberações do COMPIR serão tomadas sob a forma de Resoluções,&lt;br /&gt;com presença de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) mais um dos membros e serão publicadas&lt;br /&gt;conforme dispõe a Lei Orgânica Municipal, e os assuntos tratados e as decisões tomadas em reunião&lt;br /&gt;serão registradas em ata, cuja leitura e aprovação se dará na reunião seguinte, esforçando-se para&lt;br /&gt;que as deliberações ocorram após o consenso entre seus membros, porém não havendo, acata-se&lt;br /&gt;democraticamente a posição majoritária.&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;Art. 20. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros - MG - COMPIR deliberará em votação aberta pelo processo de aclamação, salvo se for&lt;br /&gt;requerida e concedida a votação pelo processo nominal.&lt;br /&gt;Art. 21. As reuniões extraordinárias do COMPIR ocorrerão de forma regimental,&lt;br /&gt;e, qualquer membro do Conselho poderá em caráter extraordinário convocar reuniões, desde que&lt;br /&gt;haja manifestação expressa de 1/3 (um terço) dos(as) conselheiros(as) e serão convocadas mediante&lt;br /&gt;correspondência enviada aos membros do COMPIR, com antecedência mínima de 05 (cinco) dias.&lt;br /&gt;Art. 22. Manifestada a necessidade, os membros do COMPIR poderão ser&lt;br /&gt;acompanhados de um assessor técnico nas suas reuniões.&lt;br /&gt;Art. 23. Poderão participar das reuniões do COMPIR, a juízo do seu Presidente,&lt;br /&gt;autoridades, técnicos, estudantes, personalidades e representantes de órgãos e entidades públicas e&lt;br /&gt;privadas, dos Poderes Legislativo e Judiciário, bem como outros técnicos, sempre que da pauta&lt;br /&gt;constar temas de suas áreas de atuação para dirimir dúvidas, prestar informações e participar de&lt;br /&gt;reuniões, sem direito a voto.&lt;br /&gt;Art. 24. O COMPIR poderá instituir grupos temáticos e comissões, de caráter&lt;br /&gt;permanente ou temporário, destinados ao estudo e elaboração de propostas sobre temas específicos,&lt;br /&gt;a serem submetidos à sua composição plenária, definindo, no ato de criação dos mesmos, seus&lt;br /&gt;objetivos específicos, sua composição e prazo para conclusão dos trabalhos.&lt;br /&gt;§ 1º. O COMPIR poderá convidar para participar dos grupos temáticos e das&lt;br /&gt;comissões representantes de órgãos e entidades públicas e privadas e dos Poderes Legislativo e&lt;br /&gt;Judiciário.&lt;br /&gt;§ 2º. Sempre que possível, os grupos temáticos e as comissões serão coordenadas&lt;br /&gt;por representantes das populações ou segmentos étnicos de que tratam.&lt;br /&gt;CAPITULO IV&lt;br /&gt;DA ESTRUTURA&lt;br /&gt;Art. 25. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG – COMPIR, para o cumprimento pleno de seu papel, compõe-se da seguinte estrutura:&lt;br /&gt;I - Plenário;&lt;br /&gt;II - Diretoria Composta de:&lt;br /&gt;a) Presidente;&lt;br /&gt;b) Vice-presidente;&lt;br /&gt;c) 1° Tesoureiro;&lt;br /&gt;d) 2° Tesoureiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;III - Secretaria Executiva.&lt;br /&gt;a) 1° Secretário;&lt;br /&gt;b) 2° Secretário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º. Após a indicação dos conselheiros (titulares e suplentes), posse e nomeação&lt;br /&gt;dos conselheiros pelo Prefeito Municipal de Montes Claros e aprovado o Regimento Interno,&lt;br /&gt;imediatamente será eleita a mesa diretora do COMPIR, os quais serão eleitos por seus pares para um&lt;br /&gt;mandado de 02 (dois) anos, podendo haver apenas uma única recondução nos termos do Regimento&lt;br /&gt;do Conselho.&lt;br /&gt;§ 2º. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial será assistido por&lt;br /&gt;uma secretária executiva destinada ao suporte administrativo-financeiro, prestando também&lt;br /&gt;assessoria técnico-administrativa e operacional necessários ao seu funcionamento, utilizando das&lt;br /&gt;instalações, materiais, equipamentos e servidores municipais, pessoal voluntário, cedidos ou&lt;br /&gt;locados para esta finalidade pela administração direta e indireta do município.&lt;br /&gt;Art. 26. As competências dos componentes da estrutura mencionada no art. 26&lt;br /&gt;desta Lei, bem como a organização e o funcionamento do Conselho Municipal de Promoção da&lt;br /&gt;Igualdade Racial de Montes Claros/MG - COMPIR, serão definidos em Regimento Interno, que será&lt;br /&gt;aprovado por Decreto, e suas posteriores alterações deverão ser formalizadas ao Presidente, que as&lt;br /&gt;submeterá à decisão do Conselho.&lt;br /&gt;CAPITULO V&lt;br /&gt;DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE&lt;br /&gt;Art. 27. Compete ao Presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade&lt;br /&gt;Racial de Montes Claros - MG - COMPIR:&lt;br /&gt;I - coordenar o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR;&lt;br /&gt;II - baixar atos sob forma de resolução, resultantes das deliberações do COMPIR,&lt;br /&gt;cumprir e fazer cumprir as Resoluções;&lt;br /&gt;III - convocar as reuniões da diretoria, assembléia geral ordinária e extraordinária, os&lt;br /&gt;conselheiros e seus respectivos suplentes do COMPIR;&lt;br /&gt;IV - coordenar e presidir as reuniões do COMPIR;&lt;br /&gt;V - constituir e organizar o funcionamento dos grupos temáticos e das comissões e&lt;br /&gt;convocar as respectivas reuniões.&lt;br /&gt;VI - solicitar ao COMPIR a elaboração de estudos, informações e posicionamento&lt;br /&gt;sobre temas de relevante interesse público;&lt;br /&gt;VIII - firmar as atas das reuniões;&lt;br /&gt;IX - constituir e organizar o funcionamento dos grupos temáticos e das comissões e&lt;br /&gt;convocar as respectivas reuniões.&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;X - supervisionar as atividades da secretaria executiva e outros grupos de&lt;br /&gt;trabalho;&lt;br /&gt;XI - encaminhar junto às instituições, entidades, órgãos colegiados e&lt;br /&gt;governamentais as decisões do COMPIR, bem como as providências necessárias ao andamento dos&lt;br /&gt;trabalhos, diretamente ou através de delegação a outros efetivos do Conselho;&lt;br /&gt;XII - assinar correspondências, resoluções, relatórios e tornar públicas as&lt;br /&gt;deliberações do COMPIR;&lt;br /&gt;XIII - determinar a pauta das reuniões;&lt;br /&gt;XIV - baixar atos normativos, objetivando a melhor adequação e atualização dos&lt;br /&gt;dispositivos do Regimento, por solicitação e aprovação do COMPIR;&lt;br /&gt;XV - participar juntamente com o tesoureiro da movimentação econômica e&lt;br /&gt;financeira do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros – FUMPIR, e&lt;br /&gt;de outros recursos oriundos da iniciativa pública e privada, de doações dentre outros;&lt;br /&gt;XVI - destituir os membros faltantes nos termos dos artigos 15 e 16 desta Lei&lt;br /&gt;convocando o suplente para assumir seu lugar e informar a sua exclusão ao órgão ou segmento que&lt;br /&gt;representa, em conformidade com os arts 9º e 10;&lt;br /&gt;XVII - propor a ordem dos trabalhos das sessões e distribuir os trabalhos;&lt;br /&gt;XVIII - resolver as questões de ordem suscitadas em plenário;&lt;br /&gt;XIX - comunicar às autoridades competentes as deliberações do COMPIR e&lt;br /&gt;encaminhar-lhes as Resoluções que reclamem ulteriores providências;&lt;br /&gt;XX – votar apenas no caso de empate de quaisquer assuntos em pauta a serem&lt;br /&gt;votados.&lt;br /&gt;TÍTULO III&lt;br /&gt;DO FUNDO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL -&lt;br /&gt;FUMPIR&lt;br /&gt;Art. 28. Fica instituído o Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de&lt;br /&gt;Montes Claros/MG - FUMPIR, com autonomia administrativa e financeira, vinculado ao Conselho&lt;br /&gt;Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG – COMPIR.&lt;br /&gt;Parágrafo único. O Fundo terá por objetivo captar, financiar e gerenciar os recursos&lt;br /&gt;para ações de integração e serviços de promoção da igualdade racial, que serão aplicados segundo a&lt;br /&gt;deliberação da maioria absoluta dos membros do COMPIR.&lt;br /&gt;Art. 29. O Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG&lt;br /&gt;– FUMPIR, será gerido e gerenciado pelo Conselho Gestor composto pelo Presidente e o vicepresidente&lt;br /&gt;e 02 (dois) membros (1º e 2º tesoureiros) eleitos do COMPIR, com mandato de 02 (dois)&lt;br /&gt;anos, sendo permitida uma recondução, nos termos da Legislação em vigor.&lt;br /&gt;§ 1° - A aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade&lt;br /&gt;Racial – COMPIR, será previamente autorizada pelo COMPIR;&lt;br /&gt;§ 2° - O Presidente do Conselho Municipal Gestor do FUMPIR é obrigado a publicar&lt;br /&gt;mensalmente os demonstrativos de receitas e despesas gravadas nos recursos do Fundo;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;§3º. Fica ressalvada a competência da maioria absoluta dos membros do&lt;br /&gt;COMPIR para decidir acerca da aplicação dos recursos conforme disposto no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;Art. 30. Os recursos do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de&lt;br /&gt;Montes Claros/MG – FUMPIR, serão constituídos por:&lt;br /&gt;I - recursos orçamentários e financeiros de dotação consignada anualmente no&lt;br /&gt;orçamento do Município, para atividades vinculadas ao Conselho Municipal da Igualdade Racial de&lt;br /&gt;Montes Claros/MG - COMPIR, para cumprimento de suas funções;&lt;br /&gt;II - transferência de recursos financeiros oriundos do Tesouro Federal e Estadual;&lt;br /&gt;III - doações, auxílios, contribuições e legados, transferências de entidades&lt;br /&gt;nacionais, internacionais, estaduais, governamentais e não governamentais que lhe venham a ser&lt;br /&gt;destinados;&lt;br /&gt;IV - recursos oriundos de convênios, acordos e contratos firmados entre o&lt;br /&gt;Município e instituições públicas ou privadas, nacionais, internacionais, federais, estaduais e&lt;br /&gt;municipais;&lt;br /&gt;V - produtos de aplicações financeiras dos recursos disponíveis, desde que&lt;br /&gt;respeitada a Legislação em vigor;&lt;br /&gt;VI - outros recursos que por ventura lhe forem destinados.&lt;br /&gt;Art. 31. As receitas oriundas do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial&lt;br /&gt;de Montes Claros - MG - FUMPIR, serão depositadas obrigatoriamente em conta especial a ser&lt;br /&gt;aberta e mantida em estabelecimento oficial de crédito, que após deliberação do Conselho&lt;br /&gt;Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG – COMPIR poderá ser&lt;br /&gt;repassado para entidades através de convênios e contratos celebrados com o Município de Montes&lt;br /&gt;Claros.&lt;br /&gt;Art. 32. Ao Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR, no exercício da gestão do referido FUMPIR, compete administrar e gerir&lt;br /&gt;financeira e economicamente os valores e recursos depositados no fundo, bem como deliberar sobre&lt;br /&gt;a forma de aplicação e destinação dos recursos na promoção da igualdade racial, cabendo-lhe ainda:&lt;br /&gt;I - zelar pela aplicação dos recursos na consecução dos objetivos previstos no âmbito&lt;br /&gt;do disposto nesta Lei Municipal;&lt;br /&gt;II - aprovar e intermediar convênios e contratos a serem firmados pelo Município de&lt;br /&gt;Montes Claros, objetivando atender ao disposto no inciso I deste artigo;&lt;br /&gt;III - examinar e aprovar projetos de caráter científico e de pesquisa visando o estudo,&lt;br /&gt;proteção e defesa da promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;IV - aprovar a liberação de recursos para proporcionar a participação dos&lt;br /&gt;representantes do Sistema Municipal de Política da Promoção da Igualdade Racial - Coordenadoria&lt;br /&gt;de Promoção da Igualdade Racial – COPIR, da Secretaria Municipal de Políticas Sociais da&lt;br /&gt;Prefeitura de Montes Claros em reuniões, encontros, congressos, fóruns, seminários e conferências,&lt;br /&gt;aprovando ainda investimentos em materiais educativos e de orientação e fomento à informação da&lt;br /&gt;população em geral acerca dos problemas derivados das desigualdades raciais, bem como das&lt;br /&gt;políticas implementadas para eliminar as referidas desigualdades, por intermédio da mídia, da&lt;br /&gt;promoção de campanhas de combate à discriminação, difundindo-se os resultados de experiências&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MG.&lt;br /&gt;PROCURADORIA GERAL&lt;br /&gt;exitosas no campo da promoção da igualdade racial;&lt;br /&gt;V - aprovar e publicar a prestação de contas anual do Fundo Municipal de&lt;br /&gt;Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG - FUMPIR, sempre na segunda quinzena de&lt;br /&gt;dezembro;&lt;br /&gt;TÍTULO IV&lt;br /&gt;DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS&lt;br /&gt;Art. 33. A Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria&lt;br /&gt;Municipal de Políticas Sociais da Prefeitura de Montes Claros, submeterá ao Prefeito Municipal de&lt;br /&gt;Montes Claros, no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias, a contar da publicação desta Lei, os&lt;br /&gt;nomes dos membros do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR a que se referem os artigos 9º e 10 desta Lei Municipal.&lt;br /&gt;Art. 34. Consideram-se colaboradores do COMPIR as universidades públicas ou&lt;br /&gt;privadas, entidades, autoridades, cientistas, técnicos e pessoas com notório conhecimento ou saber&lt;br /&gt;em relações raciais, que desenvolvem estudos e pesquisas relacionadas às promoções de igualdade e&lt;br /&gt;inclusão racial.&lt;br /&gt;Art. 35. Caberá ao COMPIR acompanhar no âmbito Federal a tramitação do&lt;br /&gt;Estatuto da Igualdade Racial e do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - FUMPIR, instrumento de captação, gestão e aplicação de recursos a serem utilizados&lt;br /&gt;na execução da Política Municipal de Promoção da Igualdade Racial.&lt;br /&gt;Art. 36. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes&lt;br /&gt;Claros/MG - COMPIR, no prazo de 15 (quinze) dias após nomeação de seus membros, elaborará&lt;br /&gt;seu Regimento Interno.&lt;br /&gt;Art. 37. A nomeação e posse do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade&lt;br /&gt;Racial de Montes Claros/MG - COMPIR, serão feitas através de Portaria e perante o Prefeito&lt;br /&gt;Municipal de Montes Claros, obedecida à origem das indicações.&lt;br /&gt;Art. 38. As dúvidas e os casos omissos nesta Lei serão resolvidos pelo Presidente do&lt;br /&gt;Conselho Municipal de Promoção da Igualdade racial de Montes Claros/MG - COMPIR, ad&lt;br /&gt;referendum do Conselho.&lt;br /&gt;Art. 39. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as&lt;br /&gt;disposições em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Município de Montes Claros(MG), 20 de maio de 2.008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Athos Avelino Pereira&lt;br /&gt;Prefeito Municipal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;PORTARIA Nº 037,DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;br /&gt;DISPÕE SOBRE A NOMEAÇÃO DOS REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO E DA SOCIEDADE CIVIL PARA O CONSELHO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DE MONTES CLAROS/MG – COMPIR&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Prefeito de Montes Claros, no uso de suas atribuições legais, nos termos da Lei Orgânica Municipal, arts. 71, inciso VI, e 99, inciso II, alínea “b”, do art. 36 da Lei Complementar nº. 016/2009 e da Lei Municipal nº. 3.942 de 20 de maio de 2008,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESOLVE:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º – Ficam nomeados os representantes do Poder Público e da Sociedade Civil para o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros/MG – COMPIR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§1º- REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Vera Nice dos Santos&lt;br /&gt;Suplente: Rita de Cássia Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – Secretaria Municipal de Educação:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Ilma Mendes de Almeida&lt;br /&gt;Suplente: Kátia Liliane Oliveira Macedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III – Secretaria Municipal de Cultura:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Dário Teixeira Cotrim&lt;br /&gt;Suplente: Roberto Salvador Santos Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV – Secretaria Municipal de Saúde:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Gilda Dayse da Cruz Almeida&lt;br /&gt;Suplente: João Batista Pereira de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V – Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Danniel Ferreira Coelho&lt;br /&gt;Suplente: Jone Eduardo Figueiredo Braga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI – Secretaria Municipal de Meio Ambiente:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Marcos Alexandre Oliveira&lt;br /&gt;Suplente: Delber Clartdson Antunes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII – Secretaria Municipal de Coordenação Política e Ação Comunitária:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: José Paulo Ferreira Gomes&lt;br /&gt;Suplente: Alexsandro Pereira Rocha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIII- Secretaria Pública do Estado de Minas Gerais:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Ovídio Fernandes Lima&lt;br /&gt;Suplente: Leonardo das Graças Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;IX- Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais – SEDESE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Titular: Mércia Prates Révert&lt;br /&gt;Suplente: Maria Denise de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;X – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – NEAB/UNIMONTES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titular: Waway Kimbanda&lt;br /&gt;Suplente: Zilmar Santos Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;§2º- REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Movimento Negro: NEAFRO TAMBORES DOS MONTES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titular: Hilário Bispo da Fonseca&lt;br /&gt;Suplente: Elenice do Rosário Dias Amorim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – Organização das Mulheres Negras:União Popular de Mulheres de Montes Claros:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Maria Clarice Couto&lt;br /&gt;Suplente: Carmen Lúcia Freitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III – Entidades Religiosas de Matriz africana: Associação Espiritualista,Umbandistas e &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Folclorista dos Cultos Afro-Brasileiro do Norte de Minas:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Antônio de Souza Silva&lt;br /&gt;Suplente: Natália Borborema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV – Entidades Religiosas de Matriz africana: Centro de Referência dos Cultos Afro-Brasileiro do Norte de Minas - CERCAN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Francisco Venâncio&lt;br /&gt;Suplente: Regina Aparecida Oliveira Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V – Entidade de Pessoa com Deficiência:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Admilson Ribeiro dos Santos – Associação de deficientes visuais de Montes Claros -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADEVIMONTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suplente: Jailson Varjão – Asssociação dos portadores de Deficiência de Montes Claros - ADEMOC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI – Entidades Sindicais de Trabalhadores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Luis Antônio Mendes – Central Única dos trabalhadores - CUT&lt;br /&gt;Suplente: José Venâncio Pereira – Central dos trabalhadores do Brasil - CTB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII – Grupos de Juventude Negra : Fórum Nacional da juventude Negra – FONAJUNE / Coletivo Montes Claro / MG&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Juliano Gonçalves Pereira&lt;br /&gt;Suplente: Evely Gabriele Mendes Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIII- Entidades Educativo-Culturais (nas diversas modalidades)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Sidney Alves da Silva – Centro Cultural Capoeirando&lt;br /&gt;Suplente: Derci Alves de Souza – Fundação Fé e Alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IX- Ordem dos Advogados do Brasil – OAB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Edson França Lima&lt;br /&gt;Suplente: João Pereira de Aguiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;X – Segmentos Étnicos ( Palestinos, Ciganos e Outros) – Centro de Referência, Apoio e Defesa da Cidadania – CERRADANIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Titular: Ralimi Nunes Raim&lt;br /&gt;Suplente: Marco Antônio de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art.2°- Conforme disposto na Lei Orgânica Municipal, a participação nos Conselhos Municipais será gratuita e constituirá serviço público relevante.&lt;br /&gt;Art.3°-Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Montes Claros-MG , 19 de dezembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Luiz Tadeu Leite&lt;br /&gt;Prefeito Municipal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3734227354324377061?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3734227354324377061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3734227354324377061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3734227354324377061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3734227354324377061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/portaria-n-037de-19-de-dezembro-de-2011.html' title='PORTARIA Nº 037,DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011 DISPÕE SOBRE A NOMEAÇÃO DOS REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO E DA SOCIEDADE CIVIL.'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3703858427480834640</id><published>2012-01-17T09:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T09:45:36.510-08:00</updated><title type='text'>MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DE IMIGRANTES HAITIANOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DE IMIGRANTES HAITIANOS&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São Paulo, 16 de janeiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As organizações nacionais e internacionais de apoio às migrações e grupos de pesquisa sobre as migrações sediados em diferentes universidades brasileiras têm acompanhado com apreensão a realidade enfrentada pelos imigrantes haitianos na fronteira da região norte do Brasil assim como a cobertura dada a essa realidade pela mídia brasileira e internacional. Alinhados com a necessidade de um tratamento dessa nova realidade como uma questão de direitos humanos, assim como de todos os novos fluxos migratórios que começam a se intensificar na região e no Brasil, elaboramos o manifesto em anexo com um conjunto de sugestões dirigidas ao governo e à sociedade brasileiros na perspectiva de colaborar para um encaminhamento adequado das questões e políticas migratórias no país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Link para o texto: &lt;a href="http://www.cdhic.org.br/v01/?p=639" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.cdhic.org.br/v01/?p=639&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Organizações/grupos/movimentos que queiram apoiar ou assinar o Manifesto podem escrever &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;para &lt;a href="mailto:coordenacao@cdhic.org.br" rel="nofollow" target="_blank" ymailto="mailto:coordenacao@cdhic.org.br"&gt;coordenacao@cdhic.org.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Denise Cogo - Grupo de Pesquisa Mídia, Cultura e Cidadania do Programa de Pós-Graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo Illes - Coordenador do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante - CDHIC.Fone/Fax: 00 55 11 2384-2274/7186 7369&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Skype:* paulo.illesRua Bernardo Magalhães, 203Tatuapé, São Paulo / SP&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cdhic.org.br/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;www.cdhic.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Albert Einstein&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3703858427480834640?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3703858427480834640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3703858427480834640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3703858427480834640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3703858427480834640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/manifesto-em-defesa-dos-direitos.html' title='MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DE IMIGRANTES HAITIANOS'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-4340482158965447495</id><published>2012-01-09T12:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T13:01:15.105-08:00</updated><title type='text'>Há coisas essenciais sobre o racismo</title><content type='html'>&lt;div class="yiv1709197436xg_headline yiv1709197436xg_headline-img yiv1709197436xg_headline-2l" style="margin: 0px 0px 1em 5px; padding: 0px; line-height: inherit; clear: left;"&gt;&lt;div class="yiv1709197436tb" style="margin: 0px 0px 0px 76px; padding: 0px; line-height: inherit;"&gt;&lt;h1 style="margin: 0px; padding: 0px ! important; line-height: 1.2em; clear: none; font-size: 2.4em; font-weight: normal; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sueli Carneiro&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1326142513609168" style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); text-align: left; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;img id="yui_3_2_0_1_1326142513609167" src="http://www.geledes.org.br/images/stories/2012/sueli_carneiro.jpg" alt="sueli carneiro" style="border-width: 0px; max-width: 721px; margin: 4px 0px; height: auto;" width="205" height="240" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Há coisas essenciais sobre o racismo no episódio ocorrido no restaurante Nonno Paolo com um menino negro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Eu  não estava lá, mas pela reação de indignação da mãe da criança e seus  amigos é lícito supor que a criança em questão, seja amada e  bem cuidada, portanto, não estava suja e maltrapilha como costumam  estar as crianças de rua que encontramos cotidianamente na cidade de São  Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Então,  a "confusão" de quem a tomou, em princípio, por mais uma criança  pedinte se deveu ao único traço com o qual a define a mentalidade  racista: a sua negritude. Presumivelmente, o menino negro era o único  "ponto escuro" entre os clientes do restaurante e para esse "ponto  escuro" há lugares socialmente predeterminados dos quais restaurantes de  áreas consideradas "nobres" da cidade de São Paulo estão excluídos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para  o racista a negritude chega sempre na frente dos signos de prestígio  social. Por isso Januário Alves de Santana  foi brutalmente espancado por não ser admissível para os seguranças do  supermercado Carrefour que ele fosse proprietário de um Ecosport dentro  do qual se encontrava no estacionamento a espera de sua mulher que  realizava compras. Por isso a cantora Thalma de Freitas foi  arbitrariamente revistada e levada em camburão para uma delegacia por  ser considerada suspeita enquanto, como ela disse na ocasião, "porque a  loura que estava sendo revistada antes de mim não veio para cá?". Por  isso Seu Jorge além de múltiplas humilhações, sofridas na Itália foi  impedido, em dia de frio europeu, de entrar em uma loja com o carrinho  no qual estava a sua filha, "confundido" como um monte de lixo. São  apenas alguns exemplos de uma lista interminável de situações em que são  endereçadas para pessoas negras mensagens que tem um duplo sentido:  reiterar o lugar social subalterno da negritude bem como desencorajar os  negros a ousarem sair dos lugares que desde  a abolição lhes foi destinado: as sarjetas do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  episódio indica portanto, que uma criança, em sendo negra e, por  consequência "natural" , pobre e pedinte, pode, "legitimamente", ser  atirada à rua, sem cerimônia. É, devolvê-la ao seu devido lugar. Indica,  ademais, que essa criança não desperta o sentimento de proteção (que  devemos a qualquer criança) em relação aos perigos das ruas, pois ela é,  para eles, uma das representações do que torna as ruas um perigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Essa  criança, por ser negra, também não é abrigada pela compaixão, pois, há  quem vê nelas a "semente do mal", como o fez certa vez, o governador do  Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendendo a descriminalização do aborto  para mulheres faveladas, pois seus úteros seriam "fábricas de  marginais."&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Há  os que defendem a atitude do funcionário que expulsou a criança do  restaurante sob o argumento de a que região em que ele está localizado  costuma ser assediada por crianças pedintes que aborrecem a clientela  dos estabelecimentos comerciais. Na ausência do poder público para dar  destino digno a essas crianças, cada um age de acordo com sua  consciência, via de regra, expulsando-as. Outros dizem que a culpa pelo  ocorrido é dos pais que deixaram a criança sozinha na mesa. O subtexto  desse discurso é revelador e "pedagógico": pais de crianças negras  deveriam saber que elas podem ser expulsas de restaurantes enquanto eles  se servem porque elas são consideradas pedintes, ou menor infrator! O  erro não estaria no rótulo ou estigma e sim nos desavisados que não  compreendem esse código social perverso!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os  que assim pensam pertencem à mesma tribo de indignados que consideram  que espaços até então privativos de classes sociais mais abastadas  começam a serem tomados de "assalto" por uma gente "diferenciada",  fazendo aeroportos  parecerem rodoviárias ou praças de alimentação. Aqueles que não se  sentem incomodados com a desigualdade e a injustiça social. Aqueles que  reclamam que agora "tudo é racismo" porque, para eles, o politicamente  correto é dizer que &lt;b&gt;nada é racismo&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esses  são, enfim, aqueles que condenam o Estatuto da Criança e do  Adolescente, que advogam pela redução da maioridade penal, que  revogariam, se pudessem, o inciso constitucional que define o racismo  como crime inafiançável e imprescritível ou a lei Caó que tipifica e  estabelece as penalidades por atos de discriminação; conquistas da  cidadania brasileira engendradas por aqueles que recusam as falácias de  igualdade de  direitos e oportunidades em nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O  aumento da inclusão social ocorrida nos últimos anos está produzindo  deslocamentos numa ordem social naturalizada na qual cada um "sabia o  seu lugar" , o fundamento de nossa "democracia racial'. O desconforto  que esse deslocamento provoca faz com que os atos de racismo estejam se  tornando cada vez mais frequentes e virulentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; padding: 0px; line-height: 19px; font-size: 15px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Atenção gente negra! Eles mudaram! O mito da democracia racial está  revelando, sem pejo, a sua verdadeira face. Então, é hora de se conceber e empreender novas estratégias de luta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-4340482158965447495?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/4340482158965447495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=4340482158965447495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4340482158965447495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4340482158965447495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2012/01/ha-coisas-essenciais-sobre-o-racismo.html' title='Há coisas essenciais sobre o racismo'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-1517026591516550264</id><published>2011-11-29T15:58:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T15:59:50.117-08:00</updated><title type='text'>Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos&lt;br /&gt;Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.&lt;br /&gt;Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.&lt;br /&gt;O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.&lt;br /&gt;Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.&lt;br /&gt;Jacob Gorender: intelectualidade excepcional&lt;br /&gt;Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.&lt;br /&gt;Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).&lt;br /&gt;Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande &amp;amp; Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.&lt;br /&gt;O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).&lt;br /&gt;Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-1517026591516550264?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/1517026591516550264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=1517026591516550264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1517026591516550264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/1517026591516550264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/11/obra-prima-de-jacob-gorender-ganha-5.html' title='Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3694862865536966944</id><published>2011-11-29T15:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T06:35:50.826-08:00</updated><title type='text'>A comida vem dos terreiros</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O sagrado que alimenta &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, terreiros servem de espaço para cultos e também alimentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juremeiro Sandro de Jucá ao lado de Dona Dora e suas afilhadas de Jurema em ritual de "obrigação". Foto de Bernardo Dantas/DP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de espaço de culto religioso, terreiros contribuem para a segurança alimentar de comunidades pobres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida posta à mesa é farta, variada. Tem um cheiro forte e sinais de um preparo cuidadoso. Há peixe frito, raízes e alimentos feitos com mandioca e milho. Um cântico entoado no salão pequeno, coberto com telhas de amianto, dá início ao ritual. O bairro é Jordão Baixo, Recife. Logo todos fecham os olhos em sinal de concentração. Aos poucos, o sacerdote e as filhas de santo circulam a mesa enquanto degustam as iguarias. A comida também é ofertada às entidades da jurema. O sagrado praticado nos terreiros transborda pelas frestas do espaço religioso, toma as casas da vizinhança e chama o povo para se alimentar. Seja dia de festa ou não. A solidariedade não deixa lugar para a fome na rotina difícil das comunidades pobres da Região Metropolita&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fROUrJnaX30/TtVuQ94kv6I/AAAAAAAABE4/Mr0Cunbffzk/s1600/O_77CC%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680567742766563234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-fROUrJnaX30/TtVuQ94kv6I/AAAAAAAABE4/Mr0Cunbffzk/s400/O_77CC%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;na do Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática cotidiana da partilha de alimentos nos terreiros foi recentemente comprovada pela pesquisa Alimento: direito sagrado, documento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com a Unesco, que mostra o papel desses espaços de culto das religiões afro-brasileiras na promoção de segurança alimentar e nutricional das comunidades onde estão localizados. Apesar de historicamente serem caracterizados pela solidariedade, parece que somente agora o governo federal despertou para a importância dessa velha prática dos líderes religiosos: a distribuição de alimentos e a valorização de refeições saudáveis e diversificadas. Os pesquisadores coletaram dados de quatro regiões metropolitanas do país: Recife, Belém, Belo Horizonte e Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A jurema com seus frutos, sempre nos alimentou”, canta Sandro de Jucá. Juremeiro da casa Mensageiros da Fé, o mais antigo terreiro de Jordão Baixo, com 44 anos, ele mantém o cachimbo acesso nas mãos como sinal de religiosidade, invocação da espiritualidade. “Procurar o alimento e não ter é considerado algo muito grave por nós. Ao comer, alimentamos o corpo, mas também comungamos com o sagrado. Por isso, não ter a comida atinge não só o físico, mas também o espiritual”, afirma Sandro, que também é babalorixá no candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pratos que compõem a culinária da Jurema. Mesa de Jurema. Foto de Bernardo Dantas/DP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cozinhas comunitárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos de atraso na aplicação de políticas públicas junto à população de terreiros, podem ficar para trás com o mapeamento desses espaços. Uma das propostas mais interessantes surgidas a partir do estudo é a implantação de cozinhas comunitárias nessas casas. Ao todo, 92% dos terreiros das quatro regiões metropolitanas pesquisadas têm alguma ação de preparo e distribuição de comidas para as famílias do entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O estudo revelou que a maior parte das cozinhas são razoavelmente equipadas, mas muitos sentem falta de uma estrutura melhor. A ideia da cozinha comunitária é equipar esses espaços e capacitar quem prepara a comida para a educação alimentar, a exemplo das que já foram destinadas à população quilombola”, destaca Marcos Dal Fabbro, diretor da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS. O plano pode ajudar a melhorar a política de combate à fome do governo federal. Os dados revelam que 31% dos terreiros distribuem alimento para a comunidade. Outros 14,3% repassam o mesmo apenas para pessoas em situação de risco social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domínio feminino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doralice Pereira de Lima é dona Dora, a yalorixá do terreiro Mensageiros da Fé. Ela faz parte de uma legião de mulheres que lidera os terreiros do país. Segundo os dados do MDS, em 55,1% dos casos, são elas quem comandam esses espaços. Quando se fala em cor/raça, 72% dessas pessoas se consideram negras ou pardas, com destaque para a Região Metropolitana do Recife, que tem o maior percentual entre as regiões pesquisadas daqueles que se identificam como pretos ou pardos (82,3%). Em meio ao domínio de mulheres negras ou pardas, um ponto negativo: a RMR tem o maior percentual de lideranças sem escolaridade, com 8,2% desse contigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfil traçado aponta outros dados importantes. Se nas outras regiões do país é a umbanda que mais ocupa espaço nos terreiros, na RMR a jurema, religião de matriz indígena, lidera o ranking. Das 1.261 casas levantadas pelo estudo, 896 são de juremeiros. A RMR somente perde para a RM de Porto Alegre em número de terreiros. Lá, são 1.342 casas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y33WcEcvUyo/TtVp9yqRMjI/AAAAAAAABEU/Ph7w3vj6kQU/s1600/O_59EE%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680563015289745970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-y33WcEcvUyo/TtVp9yqRMjI/AAAAAAAABEU/Ph7w3vj6kQU/s400/O_59EE%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, outro ponto preocupante se refere ao acesso a políticas públicas de esgotamento sanitário e água potável desses espaços religiosos. Na RMR, o percentual de terreiros com atendimento irregular da rede de água é de 67,7%. Também é a capital pernambucana e seus municípios vizinhos que apresentam os maiores percentuais de fossas rudimentares e sépticas não ligadas à rede coletora, 17,5% e 23,4%, respectivamente. Outros 7,5% despejam o esgoto em valas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pode ser desperdiçado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os terreiros de umbanda, candomblé e jurema são espaços conhecidos pela fartura na oferta de alimentação e pela qualidade da comida oferecida. “Uma das características dos terreiros é que os cardápios são direcionados aos orixás e às outras pessoas que frequentam o espaço ou apenas visitam em dias de festa de santo. A ideia é: vou fazer o melhor com o melhor ingrediente. Nada pode ser desperdiçado, tudo deve ser partilhado”, explica o antropólogo e especialista em antropologia da alimentação, Raul Lody.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juremeiro, Alexandre L’Omi L’Odò conta que as festas mais tradicionais do povo de terreiro em Pernambuco acontecem em dezembro (Iemanjá), em julho (Oxum), em junho (Xangô), em março (mestres) e em agosto (trunqueiros). “Nessas horas, costuma-se servir a população em geral. São dez quilos de feijão, trinta quilos de carne e nove quilos de arroz, por exemplo. O que sobra, é reaproveitado. Nesse caso, essa não é a comida do sagrado”, explica. Em geral, as festas abertas acontecem três dias depois dos rituais internos, quando são feitas as obrigações aos orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culinária para a melhoria de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreiro Ilé Axé Ogbom, em Água Fria, no Recife, o preparo de alimentos está ligado à melhoria de vida. Mulheres em situação de risco social aprendem no espaço boas práticas de alimentação em um curso gratuito ministrado pela yabassé Carmem Virgínia e apoiado por uma rede de supermercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ensinamos o preparo de comidas que são de grande aceitação comercial com foque na culinária afro”, explica Carmem, que aos 7 anos já sabia que assumiria a função de yabassé, a mulher responsável pelo preparo da comida no candomblé. Hoje ela também é consultora em restaurantes de cozinha afro internacional.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-txgpTWzEQI0/TtVrpoQf31I/AAAAAAAABEs/PoEFLt3J4KQ/s1600/O_SAGR%257E3.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 349px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680564867923173202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-txgpTWzEQI0/TtVrpoQf31I/AAAAAAAABEs/PoEFLt3J4KQ/s400/O_SAGR%257E3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar a frente ações sociais como essa, no entanto, não é fácil. O estudo revelou que 52,5% das lideranças dos terreiros usam sua própria renda na compra dos alimentos. O problema é que quase metade dessas lideranças (46,9%) recebe apenas até um salário mínimo por mês. “Sem alimento não há desenvolvimento. O homem não pensa, não vive. Em qualquer lugar, o alimento tem que ser sagrado”, alerta o pai de santo do mesmo terreiro, Everaldo de Xangô. É exatamente na RMR que está o menor rendimento das lideranças, com 85,3% delas recebendo até dois salários mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai Everaldo de Xangô e a Iyabassé Carmem Virgínia do Ilé Axé Ogbom. Foto de Bernardo Dantas/DP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Luiza Santos da Silva, 53 anos, diz que reconhece o valor que o terreiro tem. Vizinha do Ilé Axé Ogbom, ela conta que muitas vezes, precisou pedir ajuda no espaço e nunca foi mal recebida. “Cresci em terreiro e conheço bem a realidade. Nunca bati na porta de pai Everaldo pedindo ajuda para receber um não. Muitas vezes ele me deu feijão, arroz. Ele não dá mais porque não pode”, conta a dona de casa, casada com um biscateiro e mãe de 10 filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreiro Mensageiros da Fé, houve tempo em que até médicos eram trazidos para atender a população carente. “Não temos mais suporte financeiro para isso”, comenta Sandro de Jucá, juremeiro e babalorixá. Apesar das dificuldades, ao menos uma vez por mês o grupo distribui sopa aos moradores do bairro. “Quando dá, também oferecemos enxovais a quem nos procura. A fartura vem da espi&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xLcpDpYLR2Q/TtVpIZrmolI/AAAAAAAABDw/ijnmAm2FtiA/s1600/O_SAGR%257E2.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680562098051392082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-xLcpDpYLR2Q/TtVpIZrmolI/AAAAAAAABDw/ijnmAm2FtiA/s400/O_SAGR%257E2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;ritualidade”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 12% dos terreiros recebem cestas de alimentos do governo federal, segundo a pesquisa, o que ainda representa muito pouco. Na RMR está o maior percentual de terreiros que recebem estas cestas, 31%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com Sônia Lucena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alimento que sai dos terreiros não tem apenas cheiro de solidariedade. Possui ingredientes nutritivos, como avalia a nutricionista Sônia Lucena, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a senhora analisa a prática de distribuição de alimentos pelos terreiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, o terreiro não é só espaço religioso. Assim como as igrejas, também fazem m trabalho social. A música produzida por eles, por exemplo, é de ótima qualidade, assim como a comida, que tem um cardápio próprio, de origem afro. Quando vieram seqüestrados e escravizados do continente africano, muitos negros trouxeram sementes escondidas nos seus próprios cabelos e assim conseguiram manter a tradição alimentar ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar que as comidas de terreiro são saudáveis?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-38zt40LabFM/TtVpzfAn_tI/AAAAAAAABEI/dkiZK77ogkY/s1600/COMIDA%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680562838216113874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-38zt40LabFM/TtVpzfAn_tI/AAAAAAAABEI/dkiZK77ogkY/s400/COMIDA%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende. Se agente fala em consumo de vatapá todo dia, por exemplo, não é indicado porque o óleo de dendê usado no seu preparo depois de levado ao fogo é rico em colesterol. O mesmo vale para o coco, que consumido em excesso traz sobrepeso. É como se alimentar com uma ceia de Natal todos os dias. Se a população fizesse isso, 90% das pessoas estariam obesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a pesquisa, a maioria dos alimentos consumidos nos terreiros da RMR são os caprinos, o frango e o fubá. Além disso, eles também costumam oferecer à comunidade a conhecida mistura de feijão, arroz e carne. O que a senhora acha desses produtos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mistura de feijão, arroz e carne é excelente, perfeita. O Conselho Nacional de Nutrição chegou a fazer campanha para estimular esse consumo. O feijão é rico em proteína vegetal e o arroz em aminoácidos. Juntos, dão uma mistura protética muito rica. No entanto, estamos falando de feijão com água e sal e não de feijoada. No caso da galinha criada em casa, qualquer um pode comer, desde que tire o couro, pois é onde está armazenado o colesterol. A carne branca tem menos colesterol que a carne vermelha. No caso do fubá, é o milho beneficiado. É um alimento rico em calorias. A mistura de carne de bode, por exemplo, com produto oriundo do milho também é muito boa, pois o que falta na proteína do milho é complementado pela proteína animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dados da Pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;matéria do jornal Diário de Pernambuco de domingo - 27 de novembro de 2011, caderno Vida Urbana C6 e C7 (duas páginas). Solicitei ao Diário essa matéria, por ter identificado que o lançamento oficial dos resultados da Pesquisa Socioeconômica e Cultural das Comunidades Tradicionais de Terreiro de Recife e Região Metropolitana, realizada pelo MDS- Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, com parceria com a SEPPIR e a UNESCO e realização da entidade Filmes de Quintal, passou quase desapercebido pela mídia local em todos os seus âmbitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas, como resultados tão importantes e impactantes para a realidade social, cultural e religiosa do nosso Estado, como os dessa pesquisa passariam desapercebidos pela mídia? Resposta simples: o racismo e a intolerância religiosa ainda são fortes aliados no desinteresse por assuntos ligados essencialmente a temas dos povos afro descendentes e indígenas, sobre tudo às religiões de matrizes africanas e indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a jornalista Marcionila Teixeira se interessou pela pauta sugerida e caiu em campo. Realizou um belo trabalho de pesquisa, trazendo ao povo pernambucano essas informações de forma inteligente e esclarecedora. Assim, o Diário de Pernambuco, quebra parte da barreira histórica que sempre colo&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZqAFISVqiNo/TtVpRFz1_iI/AAAAAAAABD8/sdDyfXYI564/s1600/TERREI%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680562247336066594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZqAFISVqiNo/TtVpRFz1_iI/AAAAAAAABD8/sdDyfXYI564/s400/TERREI%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;cou assuntos ligados ao povo negro e índio nas páginas policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digitalizei parte da matéria (fotos, dados e textos). Ainda digitei parte do texto que só saiu na versão impressa do jornal. Portanto, a matéria aqui está totalmente completa e na íngra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz em ter podido contribuir de forma ativa com a visibilização dos resultados dessa pesquisa. Sou de terreiro. Fui pesquisador de campo nesse levantamento de dados e, ao ver esse resultado concreto (impresso) só agradeço à minha mãe Oxum e a Jurema Sagrada e, também ao trabalho que realizo em conjunto com o Quilombo Cultural Malunguinho, que ao longo dos seus 8 anos de existência vem torando possível, de forma coletiva, o fortalecimento crítico e religioso (teológico) do povo de terreiro de pernambucano, sobre tudo o do Povo da Jurema Sagrada e da cultura popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a Jurema, salve a fumaça e salve Malunguinho! Sobô Nirê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre L'Omi L'OdòQuilombo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cultural &lt;a href="mailto:Malunguinhoalexandrelomilodo@gmail.com"&gt;Malunguinhoalexandrelomilodo@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre L'Omi L'Odò&lt;br /&gt;Sacerdote Egbomi L'Osùn e Juremeiro&lt;br /&gt;Estudante de História - UNICAP&lt;br /&gt;Músico/Percussionista - Arte-educador&lt;br /&gt;Pesquisador - Produtor Cultural/Fonográfico&lt;br /&gt;Gestor Cultural e Exotérico Holístico&lt;br /&gt;Rua da Harmonia nº.27&lt;br /&gt;Peixinhos - Olinda - PE&lt;br /&gt;Cep:53220-330&lt;br /&gt;00 55 (81) 8887-1496 (Oi) / 3244-2336 (Res.) / 9868-5570 (TIM)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alexandrelomilodo.blogspot.com/"&gt;http://www.alexandrelomilodo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nacaocultural.pe.gov.br/"&gt;http://www.nacaocultural.pe.gov.br/&lt;/a&gt; /alexandrelomilodo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/"&gt;www.myspace.com/&lt;/a&gt; mestregalopreto &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3694862865536966944?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3694862865536966944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3694862865536966944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3694862865536966944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3694862865536966944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/11/comida-vem-dos-terreiros.html' title='A comida vem dos terreiros'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fROUrJnaX30/TtVuQ94kv6I/AAAAAAAABE4/Mr0Cunbffzk/s72-c/O_77CC%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-4187664349704309963</id><published>2011-11-29T15:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T15:16:04.080-08:00</updated><title type='text'>A CARTA DA COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS (CONEN) PARA A XIV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;CARTA DA COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS (CONEN) PARA A XIV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“TODOS USAM O SUS! SUS NA SEGURIDADE SOCIAL, POLÍTICA PÚBLICA E PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Brasil parece finalmente estar a passar do período da pós-independência para o período pós-colonial. A entrada neste último período dá-se pela constatação de que o colonialismo, longe de ter terminado com a Independência, continuou sob outras formas, mas sempre em coerência com o seu princípio matricial: o racismo como uma forma de hierarquia social não intencional porque assente na desigualdade natural das raças. Esta constatação pública é o primeiro passo para se iniciar a viragem descolonial, mas esta só ocorrerá se o racismo for confrontado por uma vontade política desracializante firme e sustentável. A construção dessa vontade política é um processo complexo, mas tem a seu favor convenções internacionais e, sobretudo, a força política dos movimentos sociais protagonizados pelas vítimas inconformadas da discriminação racial. Para ser irreversível, a viragem descolonial tem de ocorrer no Estado e na sociedade, no espaço público e no espaço privado, no trabalho e no lazer, na educação e na saúde.&lt;br /&gt;Boaventura de Sousa Santos (Folha de São Paulo, 21/08/06)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Saúde, o feito por fazer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomamos o tema do IV Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado em 1994, em Recife, pelas possibilidades de reflexões acerca do processo de articulação, formulação, implantação e implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).&lt;br /&gt;Tema provocativo e portador de simbologias que demarcavam a gravidade da situação sanitária e social da população brasileira, o percurso difícil e tortuoso do setor no período e o compromisso, que todos deveriam reafirmar, de continuar nossa luta pelo direito à saúde. (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - Abrasco, 1994)&lt;br /&gt;Assim estamos nos marcos da realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde: “Todos Usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública e Patrimônio do Povo Brasileiro”, em contexto histórico de inegáveis avanços institucionais e democráticos que reconhecem a justeza da política de saúde da população negra como uma das estratégias que materializa a saúde como direito de todos e dever do Estado, o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.&lt;br /&gt;Todos usam o Sistema Único de Saúde (SUS), mas nem todos temos garantido o direito à saúde. O percurso difícil e tortuoso de constituição da PNSIPN demonstra o feito por fazer, pois, fruto de ampla articulação no âmbito do governo federal, ao longo dos últimos dezesseis anos, se consideramos a Marcha Zumbi dos Palmares – contra o racismo, pela cidadania e a vida, em 1995, como um dos seus marcadores, a Política de Nacional Saúde Integral da População Negra é aprovada pela Conselho Nacional de Saúde em novembro de 2006, pactuada no Comitê Gestor Tripartite em maio de 2008, e instituída como política em 13 de maio de 2009, uma longa jornada pelos meandros da institucionalidade e relações de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma trajetória marcada por fluxos e refluxos, que teve por base a histórica realização do I Seminário Nacional de Saúde da População Negra, em agosto de 2004, e a constituição do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, no âmbito do Ministério da Saúde.&lt;br /&gt;Este processo teve na Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) um ator fundamental, que possibilitou o diálogo entre ativistas do movimento de homens e mulheres negras, acadêmicos e o Ministério da Saúde, em cumprimento à sua missão institucional, como órgão assessor da Presidência da República, de acompanhar e coordenar ou formular novas políticas de promoção da igualdade racial.&lt;br /&gt;Dos percursos tortuosos, o feito por fazer, apesar dos avanços em configurar um Plano Operativo caracterizado pela transversalidade, gestão estratégica, solidária e participativa, ações e metas para serem cumpridas pelos estados, Distrito Federal e municípios, a ousadia de assumir o racismo como determinante social das condições de saúde da população negra, após quatro anos, consideradas as fases 1 (2008-2009) e 2 (2010-2011), pouco ou nada foi feito, apesar da existência de recursos financeiros.&lt;br /&gt;A gravidade da situação sanitária da população negra marcada pelas mortes precoces, pela violência, por maiores riscos de mortalidade infantil e mortalidade materna, nos coloca frente aos desafios de, durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde, responder quais foram os obstáculos enfrentados para a implementação da PNSIPN? Quais estratégias de gestão foram pensadas para a superação destes obstáculos? Por que o pacto de operacionalização da política não foi cumprido? Por que as instâncias de controle social não cumprem o seu papel de monitoramento? Qual o melhor arranjo institucional para cumprir com o feito por fazer? Por que, diante dos dados epidemiológicos que apontam desigualdades raciais em saúde, o sistema não considera metas diferenciadas para a superação das mesmas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo exposto consideramos que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade de rever a gestão da política, inserido-a em locus com capacidade instalada, expertise e poder de indução da política, que no início de sua formulação encontrava-se na Secretaria Executiva, e que posteriormente passa a compor uma das áreas da Secretaria de Gestão Participativa (Segep); o baixo perfil de execução do Plano Operativo requer análises que permitam avaliar o desempenho da Segep e suas possibilidades de coordenar a PNSIPN;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade de arranjos institucionais que ampliem a capacidade do sistema em dar respostas às necessidades de saúde da população negra, ou seja, alianças com outros setores em condições de dar suporte teórico e metodológico sobre a desconstrução do racismo em saúde, uma vez que é sobejamente conhecida sua incapacidade nesta área;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade de indicação de gestores com espaço de poder e capacidade técnica e política de gerir a política para superação do impasse no qual nos encontramos, onde as desigualdades raciais em saúde se ampliaram, como é o caso dos homicídios que vitimizam a juventude negra, oficialmente reconhecido como genocídio no Mapa da Violência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade da formação continuada dos/as trabalhadores/as do serviço de saúde para a implementação da PNSIPN;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade da obrigatoriedade e de manutenção de compromissos assumidos quanto à coleta e análise de dados desagregados por raça/cor que não tem sido realizadas de forma sistemática, inviabilizando mais uma vez o conhecimento sobre a situação de saúde da população negra, como foi o caso do Suplemento Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por demanda do Ministério da Saúde); a variável consta do questionário, mas não foi analisada na publicação, dentre outros exemplos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há necessidade de inserção das ações, estratégias de operacionalização, indicadores e metas da PNSIPN no Contrato Organizativo da Ação Pública de Saúde em acordo com o Decreto 7508 de 28 de junho de 2011, que regulamenta a Lei 8080/90, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento da saúde, a assistência e a articulação interfederativa, e dá outras providências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe portanto à plenária da 14ª Conferência Nacional de Saúde, nos dias 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011, garantir o pleno gozo do direito à saúde da população negra, reconhecer, em acordo com as diretrizes da Conferência, as necessidades específicas, condições singulares, contextos particulares que requerem unidade na diversidade, ou seja, uma política nacional única com dispositivos organizacionais diversos e respostas apropriadas para distintas necessidades, pois todos usamos o SUS, mas nós, negras e negros, não temos garantido o exercício pleno do direito à vida, conforme demonstram os dados já fartamente conhecidos.&lt;br /&gt;Não podemos mudar o passado, mas com certeza somos responsáveis pelo presente e a história cobrará nossa omissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília/DF – 20 de outubro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio Nacional da Saúde da População Negra, com a participação de militantes e dirigentes da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) dos seguintes Estados: Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-4187664349704309963?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/4187664349704309963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=4187664349704309963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4187664349704309963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/4187664349704309963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/11/carta-da-coordenacao-nacional-de.html' title='A CARTA DA COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS (CONEN) PARA A XIV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-2978383278426767368</id><published>2011-11-29T14:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T15:01:42.604-08:00</updated><title type='text'>O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM MONTES CLAROS MG</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;NOVEMBRO O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA&lt;br /&gt;O QUE ISTO SIGNFICA PARA OS (as) BRASILEIROS (as) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a promulgação da Lei. 10.639, da obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana devemos ficar atentos(as) para não “Guetizarmos” a discussão das Relações Étnico-Raciais e História da África. Este é um tema de todos (as) brasileiros(as), negros, brancos, pardos, amarelos. E não “assunto de negro” .Falar em História da África aos(as) nossos alunos(as) é fazer conhecer a História do mundo e da Humanidade, é adentrar em um continente, além das praias, como não fizeram os historiadores, “europeus”, que nos contaram apenas sua versão, sobre a África colonizada, (A história apenas da boca do caçador europeu).Temos o dever de contar aos(as) nossos(as) alunos(as) a história de África, antes do tráfico negreiro. A África não nasce, quando o europeu chega ao continente. Quem era este negro(a) escravizado(a) que veio para o Brasil? Como era constituída a sociedade africana nos diversos países? Como se deu a resistência negra no Brasil?&lt;br /&gt;Corrigir o estigma da desigualdade racial, principalmente na escola é tarefa de todos(as), eliminando estereótipos racistas. Neste sentido não podemos, apenas reforçar uma África dos três “Ts”, TARZAN, TRIBO E TAMBOR, como a mídia nos mostra. Não basta pintar o(a) aluno(a), vestindo de africano(a), tocar tambor e jogar capoeira, nos dias 13 de maio e 20 de novembro, pensando que está dando visibilidade à Lei. 10.639, isto é um grande perigo, é reforçar estereótipos. Caso seja feito, é necessária uma contextualização das atividades, não para preencher laguna e cumprir calendário. Fazer saber qual foi a importância da Dança, da música e da capoeira na vida dos(a) negro(a) escravizado(a)? Além do mais é importante o envolvimento de toda a escola, interligando as disciplinas com o mesmo tema. É comum ouvirmos: “Nossa escola não precisa trabalhar a questão do(a) negro(a), aqui não tem racismo”. Frases como esta mostra como muitos(a) professores(as) ainda tentam jogar a discussão ,RACIAL, para debaixo do tapete, como foi feito durante anos, no silêncio das escolas. Muitas das vezes, um ou dois, professores idealizam o projeto, de cultura afro na escola, e morrem na praia, tamanha a dificuldade em encontrar parceiro(a), o receio em tocar no tema ainda é grande na sociedade brasileira. Como afirma KABENGELE MUNANGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos até não querer repensar uma nova política na escola, por medo, conivência ou falta de apoio, mas temos a obrigação de um começo, responsável, para formação de cidadãos conscientes.&lt;br /&gt;Temos relato de professores(as) e diretores(as) de escolas públicas e particulares que estão, impedindo, projetos relacionados à Cultura Afro-brasileira e História da África, por questões religiosas. Uma vez que, inevitavelmente, irão mencionar a religiosidade afro-brasileira, com seus orixás e outras manifestações. Atitudes como esta é reforçar o racismo, a intolerância e falta de visão pedagógica, em detrimento do baixo índice educacional de nossos(as) crianças e adolescentes. Realidade como esta deve ser, DENUNCIADA, URGENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos consciência que muitas vezes o(a) professor(a) encontra um ambiente hostil, um livro didático, perverso com nossas crianças negras, onde, ainda hoje, são representadas como pobres, escravas, desnutridas e pessoas feias. Isto é uma triste realidade. E ainda: no entanto, alguns professores, por falta de preparo ou por preconceitos neles introjetados, não sabem lançar mão das situações flagrantes de discriminação no espaço escolar e na sala de aula como momento pedagógico privilegiado para discutir a diversidade e conscientizar seus alunos sobre a importância e a riqueza que ela traz à nossa cultura e à nossa identidade nacional. Na maioria dos casos, praticam a política de avestruz ou sentem pena dos “coitadinhos”, em vez de uma atitude responsável que consistiria, por um lado, em mostrar que a diversidade não constitui um fator de superioridade e inferioridade entre os grupos humanos, mas sim, ao contrário um fator de complementaridade e de enriquecimento da humanidade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor(a), aluno(a), que tal neste 20 de novembro você começar a elaborar um GRANDE PROJETO, em conjunto, na sua escola? Com um tema voltado para a cultura afro-brasileira e História da África, que possa culminar em um seminário no próximo ano? Se você está pensando apenas em convidar um grupo de capoeira, dança afro, Congada ou Samba para comemorar o 20 de novembro, que tal convidá-los a incorporar o projeto, para uma discussão maior? Contextualizando a prática? Mas lembre, não cabe apenas ao(a) professor (a) de História, e sim o de Geografia, Ciências, Português, Literatura, Educação Física e demais disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;SUGESTÕES DE ATIVIDADES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- CIÊNCIAS: Constituição Física do Negro: Motivos do cabelo crespo, nariz achatado.&lt;br /&gt;- EDUCAÇÃO FÍSICA: Corporeidade Negra, A dança como forma de Educação do povo negro.&lt;br /&gt;- GEOGRAFIA: Estudo dos Países Africanos – Divulgação do Mapa da África na Escola – Estudo de povos africanos, antes do tráfico negreiro.&lt;br /&gt;- LITERATURA – Escritores Negros – Poemas Negros, Letras de Samba para análises.&lt;br /&gt;- OFICINAS DE DANÇAS AFRO-BRASILEIRAS, TRANÇAS AFRICANAS – (OBS) Não apenas no dia 20. Um Mês, com textos explicativos, palestras pelos(a) professores(as) contratados(as).&lt;br /&gt;- ALIMENTAÇÃO: Comidas Africanas e Afro-brasileiras, História da culinária Africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilário Bispo&lt;br /&gt;Pesquisador/militante do Movimento Negro&lt;br /&gt;Acadêmico de Letras Inglês UNIMONTES e História das Facudades ISEIB–MINAS- (38)99464731/ (38)91044369&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;E-mail&lt;/span&gt;: &lt;a href="mailto:hilariobispo@yahoo.com.br"&gt;hilariobispo@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tamboresdosmontes.blogspot.com/"&gt;tamboresdosmontes.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-2978383278426767368?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/2978383278426767368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=2978383278426767368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/2978383278426767368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/2978383278426767368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/11/o-mes-da-consciencia-negra-em-montes.html' title='O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM MONTES CLAROS MG'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-738588513757185605</id><published>2011-11-25T08:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T08:07:14.028-08:00</updated><title type='text'>Ponto de Cultura Caravana de Artesania realizou várias atividades na cidade de Montes Claros - MG</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ponto de Cultura Caravana de Artesania realizou várias atividades na cidade de Montes Claros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as Festas de Agosto, a Caravana continuou com suas andanças, trocas e descobertas em Montes Claros. Na terça, dia 23/08, estiveram no bairro Cidade Industrial, no Projovem Adolescente, a convite do arte educador e facilitador social Hilário Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo da sombra de uma generosa árvore, o público do bairro se divertiu na cena de "magia" com os palhaços e ainda acompanhou a história "Procurando Firme" contada pelas atrizes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao final, fizeram um bate-papo e intercâmbio como o grupo de dança coordenado pelo professor Hilário Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 24/08, quarta, visitaram a Escola Municipal Mestra Fininha, no bairro Ciro dos Anjos. E seguindo o cronograma, no dia 25/08, quinta, estiveram na Escola Municipal Eunice Carneiro, no bairro Conjunto Habitacional José Corrêa Machado.Na quinta, sexta e sábado (dias 25, 26 e 27/08) fizeram o encontro Roda de Palhaços, com a participação de artistas e estudantes de psicologia de Montes Claros. As cenas criadas foram apresentadas na Praça Dr. Carlos, na Praça da Matriz e no Mercado Municipal, dentro de um cortejo cênico-musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="rodape" href="http://www.artistasdemoc.com.br/noticias/fotos/album30/index.htm"&gt;Confira todas as imagens da Caravana em Montes Claros clicando aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Artistas que participaram das atividades: Allison de Sá, Cristiano Pena, Danillo Lisboa, José Mendes, Júnia Bessa, Lílian Antunes, Luba Oliveira, Markus Câmara, Nádia Priscila Almeida, Soraya Santos e Zildo Flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboradores: Achilles Coelho, Ana Cláudia Queiroz, André Meira, Aroldo Pereira, Fabiano Batata, Fabrícia Maia, Hilário Bispo, Ingrid Rodrigues, Mylena Andrade, Maria Afra e Wesley Souza. O Ponto de Cultura Caravana de Artesania realiza intervenções, encontros e trocas na área de artes cênicas em oito cidades mineiras. Esta iniciativa é promovida pelo Teatro Terceira Margem, Ministério da Cultura e Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoios locais: Prefeitura Municipal de Montes Claros, Fundação Cultural Genival Tourinho e TV Geraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Informações:(31)9997-6912 (agenda)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="mailto:contato@teatroterceiramargem.art.brwww.teatroterceiramargem.art.br"&gt;contato@teatroterceiramargem.art.brwww.teatroterceiramargem.art.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/caravana-de-artesania"&gt;www.flickr.com/photos/caravana-de-artesania&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.idearioarte.blogspot.com/"&gt;www.idearioarte.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(relatos)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-738588513757185605?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/738588513757185605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=738588513757185605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/738588513757185605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/738588513757185605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/11/ponto-de-cultura-caravana-de-artesania.html' title='Ponto de Cultura Caravana de Artesania realizou várias atividades na cidade de Montes Claros - MG'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-964053519518167036</id><published>2011-10-31T16:04:00.000-07:00</published><updated>2012-01-10T06:44:07.924-08:00</updated><title type='text'>COMUNIDADE QUILOMBOLA RIO DOS MACACOS DA BAHIA PODERÁ SER DESPEJADA DO SEU TERRITÓRIO</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;NOTA PÚBLICA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;strong&gt;COMUNIDADE QUILOMBOLA RIO DOS MACACOS DA BAHIA PODERÁ SER DESPEJADA DO SEU TERRITÓRIO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Nós do movimento dos Pescadores, Pescadoras e Quilombolas da Região recôncavo da Bahia conclamamos a sociedade para apoiar a Comunidade Quilombola Rio dos Macacos e denunciamos a ação truculenta da Marinha do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A entrada do mês da consciência negra na Bahia no ano de 2011 poderá ser inaugurada com o despejo de uma comunidade quilombola bicentenária a qual está ameaçada de sofrer com uma decisão liminar de despejo decretada pelo juiz da 10ª Vara Federal a pedido da Marinha do Brasil, que se instalou nesta região há apenas 50 anos. Se isto acontecer serão 43 famílias com mais de 160 crianças que estarão sem eira nem beira e somente com promessa da prefeitura de alojá-los provisoriamente em uma escola do município de Simões Filho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;No próximo dia 04 de novembro de 2011 a comunidade poderá ter destruído todo seu patrimônio histórico, suas casas, suas fruteiras, as ruínas que guardam restos mortais dos escravos que habitaram o território, as marcas do cativeiro, instrumentos de tortura, as plantações e toda sua história. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A comunidade Rio dos Macacos é uma comunidade negra rural que se auto-identifica comunidade quilombola, já certificada pela Fundação Cultural Palmares e com processo aberto para regularização fundiária pelo INCRA. Esta comunidade habita este território há mais de duzentos anos, tem várias pessoas idosas com mais de 100 anos que já nasceram na comunidade e a Marinha, agora, os acusa de invasores e entraram com uma ação de Reivindicatória para desalojar a comunidade do seu território a fim de ampliar o condomínio para os seus oficiais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Desde que a marinha passou a ocupar aquele espaço tornou a vida da comunidade um verdadeiro inferno: passou a impedir o direito de ir e vir da comunidade, a intimidar as famílias, ameaçar homens, mulheres, idosos e crianças com armas de alto calibre, limitar a visita de familiares, espancar trabalhadores que trabalhavam na roça a fim de impedir a subsistência e deslegitimar a ocupação da comunidade, impediu o direito de crianças irem estudar tendo como consequência o alto índice de analfabetismo da comunidade, impediu que a comunidade pescasse, prendendo, espancando sempre que encontrasse os pescadores exercendo a atividade, impediu a comunidade de ter acesso a água tratada, energia e melhoria da estrada, derrubaram casas de moradores. Sempre impediu que o serviço de emergência chegasse a comunidade acarretando mortes, partos na estrada por falta de socorro. Já prenderam inúmeras vezes, na &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Base Naval pessoas da comunidade quando retornava do trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A marinha entrou com um pedido de despejo da comunidade junto a 10ª Vara Federal em 2009. A comunidade procurou a Defensoria Pública da União que atuou no caso sem recorrer da decisão do Juiz. Só recentemente a comunidade passou a contar com apoio jurídico e de movimentos sociais. Várias famílias que não participaram do processo pediram na justiça o embargo da liminar. O Ministério Público Federal visitou a área e comprovou a existência da comunidade e irregularidades e entrou com uma Ação Civil Pública. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Em audiência no ultimo dia 20 de outubro o juiz deu a entender que iria manter a liminar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Pedimos a todos que apoiem a comunidade mandando cartas para o Juiz da 10ª Vara, Evandro Reimão dos Reis, para Presidenta Dilma Roussef para que intermedeie junto ao ministério da defesa e a AGU. À AGU a fim de que suspendam a ação e instalem um processo de diálogo com a comunidade, ao Ministério da Defesa a fim de que me die com a Marinha do Brasil para que parem com as ações arbitrárias e suspendam a ação. Para a Fundação Palmares e o INCRA para que entrem urgente no caso como partes da ação e concluam com a maior brevidade possível a titulação das terras pertencentes a Comunidade Quilombola. Para o Governador Jaques Wagner para que me die o conflito em favor da comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Certos do compromisso, solidariedade agradecemos a colaboração de todos! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv365656468ecxMsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Movimento dos Pescadores, Pescadoras e Quilombolas – Regional Recôncavo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-964053519518167036?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/964053519518167036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=964053519518167036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/964053519518167036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/964053519518167036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/10/comunidade-quilombola-rio-dos-macacos.html' title='COMUNIDADE QUILOMBOLA RIO DOS MACACOS DA BAHIA PODERÁ SER DESPEJADA DO SEU TERRITÓRIO'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-8919680462079572837</id><published>2011-10-18T16:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T16:18:27.927-07:00</updated><title type='text'>Atriz vai processar policiais por abuso de autoridade</title><content type='html'>&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834306" style=""&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834273"  style="font-size:18pt;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834270"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834267" style="line-height:16px;font-family:arial, helvetica, clean, sans-serif;font-size:13px;" class="yiv1671583688Apple-style-span"  &gt; &lt;div style="BORDER-BOTTOM-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-BOTTOM:0px;BORDER-TOP-COLOR:rgb(248,145,198);MARGIN:12px 0px 20px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;BORDER-TOP-STYLE:none;COLOR:rgb(102,102,102);BORDER-RIGHT-COLOR:rgb(248,145,198);BORDER-LEFT-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yom-mod yiv1671583688yom-art-hd"&gt; &lt;div style="PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN:0px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;COLOR:rgb(102,102,102);PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688bd"&gt; &lt;h1 style="PADDING-BOTTOM:0px;LINE-HEIGHT:1.21em;MARGIN:0px 0px 10px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;COLOR:rgb(0,0,0);FONT-SIZE:24px;FONT-WEIGHT:bold;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688headline"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;cite face="Georgia, Times, serif" size="12px" style="font-style:normal;display:block;color:rgb(119, 119, 119);vertical-align:middle;" class="yiv1671583688byline yiv1671583688vcard"&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834264" style="PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN-TOP:0px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;BORDER-TOP-STYLE:none;MARGIN-BOTTOM:20px;MARGIN-LEFT:0px;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yog-wrap yiv1671583688yom-art-bd"&gt; &lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834261" style="PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN:0px 10px 0px 0px;PADDING-LEFT:0px;WIDTH:auto;PADDING-RIGHT:0px;FLOAT:none;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yog-col yiv1671583688yog-11u"&gt; &lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834258" style="BORDER-BOTTOM-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-BOTTOM:20px;BORDER-TOP-COLOR:rgb(248,145,198);MARGIN:0px 0px 5px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-RIGHT-COLOR:rgb(248,145,198);BORDER-LEFT-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-TOP:0px;"&gt; &lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834255" face="Georgia, Times, serif" size="14px" style="padding-bottom:0px;line-height:1.6em;margin-top:0px;margin-right:0px;margin-bottom:0px;margin-left:0px;padding-left:0px;padding-right:0px;zoom:1;padding-top:0px;" class="yiv1671583688bd"&gt;  &lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834252" style="TEXT-ALIGN:center;PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN:20px auto;PADDING-LEFT:0px;WIDTH:630px;PADDING-RIGHT:0px;CLEAR:both;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yom-figure yiv1671583688yom-fig-center"&gt;&lt;img id="yui_3_2_0_1_1318976744834249" style="BORDER-RIGHT-WIDTH:0px;DISPLAY:block;BORDER-TOP-WIDTH:0px;BORDER-BOTTOM-WIDTH:0px;BORDER-LEFT-WIDTH:0px;" class="yiv1671583688 yiv1671583688editorial" title="Foto: Agnews" alt="" src="http://l.yimg.com/bt/api/res/1.2/9XY_KbxA5AdvJG.WqPrMWA--/YXBwaWQ9eW5ld3M7cT04NTt3PTYzMA--/http://l.yimg.com/os/289/2011/10/16/atrizz-_164826.png" width="630" /&gt; &lt;div style="text-align:left;padding-bottom:0px;line-height:1.7em;margin-top:5px;padding-left:0px;padding-right:0px;display:block;color:rgb(65, 65, 65);margin-left:auto;font-size:12px;margin-right:auto;padding-top:0px;font-family:arial;" class="yiv1671583688legend"&gt;Foto: Agnews&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834306" style=""&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834273" style="font-size:18pt;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834270"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834267" style="line-height:16px;font-family:arial, helvetica, clean, sans-serif;font-size:13px;" class="yiv1671583688Apple-style-span"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834264" style="PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN-TOP:0px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;BORDER-TOP-STYLE:none;MARGIN-BOTTOM:20px;MARGIN-LEFT:0px;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yog-wrap yiv1671583688yom-art-bd"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834261" style="PADDING-BOTTOM:0px;MARGIN:0px 10px 0px 0px;PADDING-LEFT:0px;WIDTH:auto;PADDING-RIGHT:0px;FLOAT:none;PADDING-TOP:0px;" class="yiv1671583688yog-col yiv1671583688yog-11u"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834258" style="BORDER-BOTTOM-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-BOTTOM:20px;BORDER-TOP-COLOR:rgb(248,145,198);MARGIN:0px 0px 5px;PADDING-LEFT:0px;PADDING-RIGHT:0px;ZOOM:1;BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-RIGHT-COLOR:rgb(248,145,198);BORDER-LEFT-COLOR:rgb(248,145,198);PADDING-TOP:0px;"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1318976744834255" style="padding-bottom:0px;line-height:1.6em;margin-top:0px;margin-right:0px;margin-bottom:0px;margin-left:0px;padding-left:0px;padding-right:0px;zoom:1;padding-top:0px;font-family:Georgia, Times, serif;font-size:14px;" class="yiv1671583688bd"&gt;A   atriz Thalma de Freitas, de 37 anos, vai processar dois cabos do 23º   Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro por abuso de autoridade.     &lt;div style="padding: 0px; margin-top: 11px; text-align: justify;"&gt;No   final da tarde desta sexta-feira, 14, a atriz estava voltando da casa   de seu namorado, que fica em um condomínio perto do Morro do Vidigal, no   Leblon, quando foi aborda pelos policiais. Segundo ela, os PMs fizeram   uma revista, mas não encontraram nada e, mesmo assim, a encaminharam  no  carro da polícia para a delegacia da região.﻿"Fiquei  muito calma,  na paz da minha inocência. A delegada não me obrigou, mas  fiz questão  de ser revistada pela policial feminina. Colaboro para o  processo  contra abuso de autoridade de policiais. O que houve é comum  para muita  gente, hoje falo por quem não tem voz", escreveu a atriz em  sua página  do Twitter.Indignada  com a situação, Thalma escreve: “É a primeira vez  que passo por essa  humilhação. Não há outra coisa a fazer exceto  processá-los por abuso de  poder. Por que a loura que estava sendo  revistada antes de mim não veio  para cá? Será que artistas como eu e  moradores do Vidigal, negros como  eu, precisam passar por isso? Será  que temos que ter medo da polícia?  Por que estou aqui? Sou suspeita de  quê? Gostaria que eles me  explicassem".Os  policiais acusados de abuso  de poder são os cabos Menezes e Rodrigues.  Ambos alegaram que o  procedimento foi algo normal, já que a região onde  Thalma foi abordada é  considerada de risco. ﻿&lt;br /&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834306" style=""&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834270"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834267" style="line-height:16px;font-family:arial, helvetica, clean, sans-serif;font-size:13px;" class="yiv1671583688Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;o impeça de enxergar um &lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#407f00;"&gt;Ser Humano&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;...&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834306" style=""&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834270"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834267" style="line-height:16px;font-family:arial, helvetica, clean, sans-serif;font-size:13px;" class="yiv1671583688Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não deixe que as &lt;span style="color:#407f00;"&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;grades do cárcere&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1318976744834306" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-8919680462079572837?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/8919680462079572837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=8919680462079572837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8919680462079572837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/8919680462079572837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/10/atriz-vai-processar-policiais-por-abuso.html' title='Atriz vai processar policiais por abuso de autoridade'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-531535985467134862</id><published>2011-09-05T18:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T18:13:55.899-07:00</updated><title type='text'>Sem Maçonaria, não teria havido a Abolição.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sem Maçonaria, não teria havido a Abolição.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:large;"&gt;&lt;strong&gt;E  sem cinco grandes maçons negros do século XIX - Rebouças, Patrocínio,  Gama, Paula Brito e Montezuma - a luta pela libertação negra não seria  tão marcante e fundamental.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:medium;"&gt;Por Carlos Nobre&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Após  a morte em 24 de agosto de 1882 do advogado negro Luiz Pinto da Gama,  em São Paulo - cujo sepultamento fora acompanhado por cerca de 3 mil  pessoas numa cidade que, na época, tinha 46 mil habitantes - o promotor  de justiça e depois juiz Antônio Bento, formado pela Faculdade de  Direito do Largo de São Francisco de São Paulo, jurou diante do túmulo  de Gama em continuar sua obra abolicionista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);" class="yiv645190855art-article"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Para  tal empreitada, ele organizou uma sociedade secreta chamada "Os Cai fazes", cujos membros eram recrutados em todas as camadas sociais e  nas três principais lojas maçônicas de São Paulo: " América", "  Piratininga" e " Amizade".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Essa  sociedade retirava a força das fazendas paulistas os escravos e os  encaminhava para o Quilombo de Jabaquara, em Santos, ou então para  quilombos do Rio de Janeiro (Castellani: 1998).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Já  o enterro de José do Patrocínio, jornalista mulato, morto em 30 de  janeiro de 1905, contou com um roteiro previamente traçado pelos líderes  abolicionistas, para que diversos oradores se revezassem em discursos  de louvação ao morto ilustre em determinados lugares da cidade - como a  Praça Tiradentes, Campo de Santana, por exemplo -, até chegar ao  Cemitério do Caju, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro ( Junior: 1969).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Patrocínio,  nos anos 1880 do século XIX, se tornara a face popular/militante do  movimento abolicionista, travando lutas ideológicas intermináveis com os  representantes das elites escravocratas. Era uma mistura de Espartaco  com Desmoulins (Nabuco: 1999).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Sua  figura pública também expressava a articulação nacional/internacional  do movimento abolicionista, que, desde dos anos 1920 do século XIX,  vinha ganhando espaço/corpo na opinião pública nacional ( Albuquerque:  1970).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Embora  sintetizasse o símbolo do pensador estrutural do movimento  abolicionista, o engenheiro mulato André Rebouças, no entanto, não teve  um sepultamento grandioso como os de Gama e Patrocínio, pois, morrera,  no exílio, em Funchal, na Ilha da Madeira, Portugal, em 9 de maio de  1898, e seu corpo chegara dias depois ao Rio de Janeiro ( Santos: 1985).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;No  entanto, seus amigos e a direção da então Escola Politécnica, no Largo  de São Francisco, no Rio de Janeiro, da qual fora aluno, professor e  pioneiro em introduzir novas cadeiras de engenharia civil, prestaram-lhe  homenagens que se estenderam até o século XX.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Na  verdade, ele era um ícone para demais abolicionistas, pois, com sua  rara inteligência, era uma espécie de civilizador do século XIX, segundo  o historiador José Murilo de Carvalho, na orelha da obra de Maria Alice  Rezende Carvalho, onde ele estuda a trajetória de Rebouças (Carvalho:  1998).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Outros  dois negros também se destacaram nas lutas sociais do início do século  XIX. O primeiro deles é o médico e advogado Francisco Barbosa Gê Acayaba  Montezuma, que chegou a ser a maior autoridade maçônica do seu tempo,  pois, fora, Grande Comendador Soberano do Supremo Conselho do Grau 33 do  Rito Escocês Antigo e Aceito, organismo que ele trouxe da Bélgica e que  disciplinou a maçonaria brasileira ainda ascendente no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Em  17 de maio de 1865, Acayaba, o Visconde de Jequitinhonha, apresentou no  Senado vários projetos de extinção gradual da escravidão. Entre os  quais, se destacam: ao fim de 10 anos dali em diante, seria concedida  liberdade para escravos maiores de 15 anos e ao fim de 15 anos liberdade  para os demais, com a cláusula segundo a qual os senhores de escravos  seriam indenizados pelo fim do trabalho escravo. Era proposta  conciliatória, bem peculiar dos liberais da época, onde não queriam  desagradar aos senhores de escravos nem se assemelharem com refinados  escravocratas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Conservador  e " caramuru " ( partidário de Dom Pedro I no período das regências) ,  Montezuma chegou a ser ministro de estado duas vezes e fundou a Ordem  dos Advogados do Brasil e Instituto Histórico Geográfico do Brasil (  Aslan: 1973).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Consta  ainda que Montezuma fora o primeiro integrante do governo de Dom Pedro I  a se posicionar contra a escravidão no Brasil, segundo o Barão do Rio  Branco, também maçom, e autor do lei do ventre livre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Trajetória  não menos surpreendente pertence a outro mulato, o livreiro Francisco  de Paula Brito, descobridor do talento de Machado de Assis e editor do  primeiro romance no Brasil, o " O Filho do Pescador" ( 1843), de outro  mulato, o escritor cabo friense Antônio Gonçalves Teixeira e Souza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;De  origem humilde, Paula Brito, que nasceu liberto, fora um dos primeiros  tipógrafos brasileiro da Corte, cujo mercado, na época, era monopolizado  pelas tipografias francesas Nacional, Ogier e Plancher. ( Lima: 2004).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Ao  lado de sua tipografia, na Praça Tiradentes, num clube criado e  intitulado por ele de "Sociedade Petalógica", se reunia a nata da  literatura brasileira da época que tornara o local o centro da vida  literária da Corte ( Azevedo:1998).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Paula  Brito foi um dos primeiros afrodescendentes a participar dos debates  raciais no início do século XIX ao lançar, em 1833, o jornal " O Homem  de Cor", num momento de surto nativista, onde os brasileiros procuravam  valorizar suas origens étnicas em relação aos colonizadores portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Na  época, em livrarias, bares, lojas comerciais, ruas e praças da Corte  discutia-se a identidade racial brasileira em contraponto a cor europeia, e a imprensa fora um campo privilegiado onde esse debate se  visibilizou.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Havia  uma mídia negra, digamos, assim, que repercutia a discussão racial  através de jornais com títulos bem sugestivos, tais como " O  Crioulinho", " O Crioulo", "O Brasileiro Pardo" e outros ( Lima: 2004).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Um  traço marca a trajetória de todos estes cinco homens do século XIX:  todos eram maçons em Lojas cariocas e paulistas, e levaram para dentro  da ordem maçônica a luta contra o escravismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Também  entre eles figurava o maestro mulato Carlos Gomes, autor da ópera o " O  escravo", também maçom, só que sem a militância dos demais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;A  maçonaria incorporou as propostas abolicionistas e a e o fim do  trabalho escravo entrou na ordem do dia de diversas lojas, provocando  contradições e discussões complicadas sobre o negro e sua perspectiva de  liberdade na sociedade brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Neste  sentido, Gama, Patrocínio, Rebouças, Montezuma e Paula Brito, talvez  tenham sido os afrodescendentes que mais se destacaram numa sociedade  antagônica a eles, naquele período, pois, eram homens com  personalidades-alma complexas: embora nascidos livres, sentiam dores  internas profundas ao verem a totalidade dos negros fazendo os serviços  mais pesados e humilhantes da sociedade brasileira. Para eles, a  liberdade do escravo entrou na ordem do dia de suas ações políticas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Enquanto  os demais negros estavam atados a correntes, eles, os maçons negros,  podiam ter escravos e ascenderem naquela sociedade, pois, estavam  articulados com instâncias superiores do poder que facultavam a eles uma  certa ascensão em meio a negregada sem direitos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Mesmo  por isso, eles fundamentaram suas vidas em defesa da liberdade escrava,  pois, sabiam, que, naquela forma de organização da sociedade, estava  contra as novas tendências de sociedade - principalmente o capitalismo,  que implicava um novo sistema, ou seja, a venda da mão-de-obra no  mercado de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Diante  destas apresentações políticos-estratégicas, perguntamos: como foi  possível, numa sociedade escravocrata, afrodescendentes livres da  escravidão, ingressarem em sociedades secretas e se tornarem militantes  fundamentais da causa abolicionista, esgrimindo críticas radicais até  contra as próprias ideologias dos estratos sociais que, de certo modo,  favoreceram suas ascensões?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Em  que medida, esta ascensão social faz parte de um esforço pessoal de  "subir na vida" e não do favor, tão comum na época ? Em que medida suas  ligações maçônicas facilitaram a propagação das ideias abolicionistas ?  De que modo suas vozes e trajetórias raras - para os demais mulatos  livres da sociedade escravocrata - não teriam um limite  político-ideológico, pois, eles, eram, por outro lado, ligados as elites  urbanas? E, por fim, que tipo de contribuição político-estratégica é  possível identificar nessas trajetórias para futuras ações negras no  Brasil? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Acho  muito difícil responder estas perguntas em virtude da magnitude dos  problemas levantados através delas. Neste sentido, acho mais importante  perseguir algumas pistas deixados por eles e por outros para entender  uma época chave de libertação negra na corte imperial.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Tenório  de Albuquerque, em A maçonaria e a inconfidência mineira, mostra como a  maçonaria brasileira foi diretamente influenciada pela francesa, e que o  ambiente revolucionário daquele país impactou os maçons brasileiros,  que viam na escravidão um entulho a ser removido para a modernização  política do país. " A maçonaria lutava intimoratamente pela Liberdade,  Igualdade e Fraternidade, combatia a exploração do Homem pelo Homem",  escreve ele.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Claro,  era uma explicação liberal que atendia a determinados pressupostos  históricos sobre ascensão negra e maçonaria no século XIX, um dois mais  politizados da história brasileira, devido às tentativas constantes de  mudanças provocadas através de movimentos populares.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Então,  a influência francesa no Brasil ganha uma dimensão particular, pois, os  principais líderes da Revolução Francesa eram maçons ( Desmoulins,  Marat, Mirabeau, Robespierrre, Danton) juntamente com os enciclopedistas  Diderot, Voltaire e Court de Geblin. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;A  maçonaria europeia do século XVIII, além de seu caráter iluminista, era  "escolas práticas de governo", segundo Célia Marinho Azevedo, em  Maçonaria, cidadania e a questão racial no Brasil escravagista,  baseando-se em estudiosos europeus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;No  Brasil, a maçonaria esteve desde cedo combatendo a escravidão. Em 1798,  em Salvador, uma das (supostas) primeiras lojas maçônicas, a "  Cavaleiros da Luz", ajudou aos escravos a iniciar a Revolta dos  Alfaiates, inaugurando a primeira revolução social brasileira. Não se  sabe da presença de maçons negros na " Cavaleiros da Luz".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Mas,  por volta de 1820, encontramos maçons negros participando das primeiras  lutas contra a escravidão, de acordo com Albuquerque, em Os maçons e a  abolição da escravatura, tendo como aliados intelectuais urbanos maçons,  que, também sonhavam com o fim da monarquia e a instauração da  república. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Em  geral, o papel dos " bodes negros" ( bode é como é apelidado o maçom  brasileiro) era o de ser o elo de ligação do liberalismo das lojas e a  sociedade civil, ou seja, as idéias discutidas em loja maçônica, podiam  ser aplicadas para a reforma política do estado e da sociedade civil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Em  São Paulo, em meados do século XIX, Luiz Gama era o advogado da loja "  América" dedicado a libertar escravos através de ações judiciais ou  mesmo tirando-os à força das fazendas e, depois, encaminhado-os para  esconderijos articulados com a luta abolicionista como o Quilombo de  Jabaquara, em Santos. Gama se tornara, então, um herói popular em todo o  Brasil, e é provável que tenha libertado centenas de escravos em ações  judiciais, segundo ( Azevedo; 1999).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Existem  várias biografias sobre André Rebouças. Destacamos algumas delas, quais  sejam: André Rebouças, de José Louzeiro; André Rebouças e seu tempo, de  Sidney G. dos Santos; O quinto século. André Rebouças e a construção do  Brasil, de Maria Alice Rezende de Carvalho, e André Rebouças. Reforma e  utopia no contexto do segundo reinado, de Joselice Juca.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Esses  autores enfatizam a inteligência, o caráter e a capacidade de Rebouças  em pensar a ação abolicionista para frente, ou seja, Rebouças, previa,  após a Abolição, a instalação da reforma agrária, onde os libertados  poderiam receber terras para desenvolver atividades agrícolas, já como  cidadão livre dos grilhões. Maçom, de uma loja não identificada,  possivelmente a "União e Tranquilidade", do Rio de Janeiro, ao qual  pertencia Patrocínio, Rebouças fora amigo de outro maçom negro famoso, o  maestro Carlos Gomes, que, no entanto, nunca foi um militante das  causas abolicionistas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Cyro  Flamarion Cardoso organizou estudos variados no livro Escravidão e  Abolição no Brasil, onde cita autores que mostram que o processo  abolicionista foi um movimento social urbano, apoiado pelas massas  excluídas do processo de cidadania, com base na classe média, sem posses  agrárias, que surgia nas cidades, principalmente no Rio de Janeiro e  São Paulo. Este fato fica bem claro ao acompanharmos a trajetória de  Patrocínio em A vida turbulenta de José do Patrocínio, de Raimundo  Magalhães Jr., onde as redes de relações do jornalista estavam mais  fincadas em novas elites urbanas, sustentadas pelo positivismo e pelas ideias republicanas, que, dos meados do século XIX até 1889, caminharam  juntas com o processo abolicionista.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;Neste  sentido, ao nos aproximarmos, por exemplo, da análise dos jornais  abolicionistas (existiram vários), é necessário também consultar os  jornais de linha escravocratas, que também exprimiram as reações das  elites agrárias expressas em golpes regimentais na Câmara e Senado para  que leis abolicionistas não fossem aprovadas; manipulações de processos  jurídicos; cooptação de líderes abolicionistas; apadrinhamentos e  aplicação de políticas imigracionistas, entre outras&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;reações ao fim da escravidão no Brasil no século XIX.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:medium;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte desta informação Histórico / Cultural: &lt;/strong&gt;&lt;span id="yiv645190855yui_3_3_0_1_1314612970546295" class="yiv645190855url"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.glomaron.org/"&gt;www.&lt;strong&gt;glomaron.org&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="yiv645190855art-article" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Naquela  época, assim falavam os meus, os seus, os nossos antepassados NEGROS,  para se expressar quando não sabiam ler e escrever: "EU NÃO ALISEI O  BANCO DA CIÊNCIA", isto é, quando não tinham nenhum tipo ou forma de  estudo ou formação acadêmica, assim como é o meu caso.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma  pergunta que não quer calar, em que dirijo "especialmente" aos  Brasileiros NEGROS, do porque somente o "foco" principal só se restringe  ao Grande Herói ZUMBI DOS PALMARES, e não procuram enriquecer com  outros nomes NEGROS que foram citados na matéria Histórico / Cultural  acima?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os  jovens principalmente os NEGROS precisam e devem saber, para se  orgulharem mais e mais, que outros NEGROS /  MAÇÔNICOS "intelectuais" acadêmicos e formadores  de opinião também  lutaram através / junto da MAÇONARIA, que deu a sua GRANDE CONTRIBUIÇÃO  para a ABOLIÇÃO da Escravatura no Brasil, que são esquecidos pelos  próprios Brasileiros NEGROS, que se travestem de... "intelectuais" mas  que nada contribuem para a continuidade da luta de nossos GRANDES HERÓIS  NEGROS MAÇÔNICOS, que a História do Brasil procura esquecer com a  conivência conivente destes Brasileiros NEGROS que se dizem intelectuais  que só olham para o próprio "UMBIGO" para galgar ou conseguir serem  "ministros-chefes ou presidentes / diretores" de algum Órgão que dizem  que foram criados para DEFENDER, OUVIR, PROTEGER, DIALOGAR, etc., os  Brasileiros NEGROS, sejam eles Municipais, Estaduais e principalmente os  Federais / Secretaria da Igualdade Racial-SEPPIR, Fundação Cultural  Palmares e tantas e tantas Superintendências etc., etc., etc. que  apenas... existem, mas... "NÃO É PARA FUNCIONAR" e sim para serem...  puro e simplesmente ... CURRAL eleitoral dos eleitores Brasileiros  NEGROS, que continuem a serem... ENGANADOS, assim como "eles"  fizeram  com os nossos antepassados com... "QUINQUILHARIAS" e nos dias de hoje  continuam dando / oferecendo "empreguinhos temporários" ou as já  famosas... "PUXADINHAS" para ficarem calados e eles aceitam. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Este  Brasileiros NEGROS esqueceram ou FINGEM que esqueceram de dar  continuidade a nossa LUTA ABOLICIONISTA para que os nossos DIREITOS  CIVIS sejam respeitados assim como a LIBERDADE DE EXPRESSÃO que é  constantemente AMORDAÇADA e SUFOCADA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:medium;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Onde estão os descendentes de: Rebouças, Patrocínio, Gama, Paula Brito e Montezuma?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:medium;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Será  que a dita elite intelectual de Brasileiros NEGROS poderiam nos  informar para enriquecer mais e mais os companheiros do nosso  HERÓI ZUMBI DOS PALMARES que deu a vida pela nossa ABOLIÇÃO... não  concluída.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Assim  a MAÇONARIA contribuiu e MUITO para a nossa ABOLIÇÃO / LIBERTAÇÃO,  mas... como é costume / praxe deste Brasil / CORRUPTO, VIOLENTO, RACISTA  e outros Substantivos, Adjetivos, Pronomes, Verbos, Advérbios,  Preposições, Conjunções, Interjeições, etc., etc., etc., omitir as  informações Históricas / Culturais de uma forma VERGONHOSA, dos que  lutaram... "REALMENTE" contra a Escravidão no Brasil, focando somente e  unicamente no nome do nosso HERÓI NEGRO ZUMBI DOS PALMARES&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Assim  sendo a nossa VERDADEIRA HISTÓRIA vai sendo esquecida e interna para  que as futuras gerações de Brasileiros NEGROS, desconheçam e saibam quem  foram: REBOUÇAS, PATROCÍNIO, GAMA, PAULA BRITO e MONTEZUMA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem  sabe que, com estas informações Históricas / Culturais através da  MAÇONARIA o Brasil seria menos... RACISTA INSTITUCIONAL  e nós Brasileiros NEGROS seríamos mais... RESPEITADOS.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Graças  a MAÇONARIA estou conhecendo estes GRANDES VULTOS NEGROS MAÇÔNICOS da  nossa História do Brasil que é negada e escondia através dos currículos /  oficiais / institucionais /  escolares.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="yiv645190855art-article" style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:medium;"  &gt;&lt;span class="yiv645190855url"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Reis Dualibi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-531535985467134862?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/531535985467134862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=531535985467134862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/531535985467134862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/531535985467134862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/09/sem-maconaria-nao-teria-havido-abolicao.html' title='Sem Maçonaria, não teria havido a Abolição.'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-7024442797002591827</id><published>2011-08-15T18:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T17:00:30.457-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de História da Dança</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a name="5395957530629749117"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/08/historia-da-danca.html"&gt;História da Dança&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Fonte &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;História da &lt;/span&gt;&lt;em style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Dança&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt; - Palladino &lt;/span&gt;&lt;em style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Dança&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt; Social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.palladino.com.br/site_historia.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;b&gt;Batuque:&lt;/b&gt;   Dança de origem africana, caracterizada por                 requebros,   palmas e sapateados, acompanhados ou não de canto.                 Por   extensão, nome de certos ritmos marcados por forte percussão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;Be Bop:&lt;/b&gt; É um tipo de Jazz sofisticado. Anos 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Bolero:&lt;/b&gt;   Um dos avós do Mambo, Chá Chá Chá e Salsa, nasceu                 na   Inglaterra passando pela França e Espanha com nomes variados(dança                   e contradança). Mais tarde um bailarino espanhol, Sebastian   Cerezo,                 fez uma variação baseadas nas Seguidillas,   bailados de ciganas,                 cujos vestidos eram ornados com   pequenas bolas(as boleras).Cantores                 mais famosos:   Agustin Lara, Bienvenido Granda, Lucho Gatica, Gregório                   Barros, Pedro Vargas, Consuelo Velasquez, Armando Mazanera, Trio                   Irakitã e recentemente Luis Miguel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Bossa Nova:&lt;/b&gt;   Movimento renovador da música popular brasileira,                   surgido no Rio de Janeiro, na década de 1950. Caracterizou-se                   por harmonias elaboradas e letras coloquiais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Calypso:&lt;/b&gt;   Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. Tinha                 no seu   início um clima de "duelo" político.Cantores                 mais   famosos: Harry Belafonte&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Carimbó:&lt;/b&gt;   Música folclórica da Ilha de Marajó desde o                 século   XIX.Cantores mais famosos: Verequete, Pinduca, Milton Yamada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Chá Chá Chá:&lt;/b&gt;   Dança derivada do Danzon cubano, que se                 seguiu ao   Mambo. O nome foi tirado do barulho feito pelos dançarinos                   nas pistas de dança. Popularizou-se no mundo com as formações                   das Big Bands, onde havia claro predomínio de instrumentos de                   sopro.Cantores mais famosos: Orquestra Aragón e  Fajardo y  sus                 Estellas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Dance Music:&lt;/b&gt;   Nasceu na Alemanha, na metade dos anos 70,                 por um dos   homens fortes de Donna Summer. Hoje quem mais fatura                  com  a Dance Music são os japoneses&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Descarga:&lt;/b&gt;   Foi a mãe da salsa. Surgiu com a união de diversos                   músicos tocando o que queriam, em grandes shows. Fusão entre a                   música latina, rigidamente estruturada e o improviso do Jazz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;El Son:&lt;/b&gt; Antiga forma musical popular em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Forró:&lt;/b&gt;   Designação popular dos bailes frequentados e promovidos                   por migrantes nordestinos nos estados do Rio de Janeiro e São                   Paulo. Teve origem nas festas oferecidas pelos ingleses aos   empregados                 que construíam estrada de ferro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Habanera:&lt;/b&gt;   Gênero de música e dança cubana, em compasso                 binário,   que influenciou o Tango, o Maxixe e a música popular                 de   quase todos os países hispano-americanos. Popular no século                   XIX, foi utilizada por grandes compositores, como Bizet, Albéniz                   e Ravel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;Jive:&lt;/b&gt; Uma mistura de Rock com Boogie Woogie americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Lambada:&lt;/b&gt;   Nasceu da adaptação do Carimbó eletrificado ao                 Merengue   em 1976, Belém do Pará.Cantores mais famosos: Beto Barbosa,                   Márcia Ferreira, Manelzinho do Sax, Grupo Kaoma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lindy Hop&lt;/b&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;                  é uma dança que surgiu entre 1920 e 1930, no Harlem                 em  New York, como uma mistura de outras danças: o  breakaway, o                 Charleston e o sapatedado. Ele é dançado ao  som principalmente de                 swing das Big Bands. O nome  "lindy hop" surgiu do primeiro  vôo                solo cruzando o  Oceano Atlântico, realizado em 1927  por Charles                 Lindbergh. O feito teve tanto êxito e  repercussão que Lindbergh                 tornou-se imediatamente herói  nacional. Devido à coincidência  com                o surgimento dos  primeiros movimentos da crazy  dance, esta foi                batizada de  lindy (de Lindbergh) e hop  (salto, pulo). E foi do                lindy  hop, de sua enorme riqueza  coreográfica, de seus loucos                 passos aéreos e solos que,  mais tarde, a partir dos anos 50,                 surgiram os mais  diferentes estilos de rock and roll e swing, como                 o  jive, o rock acrobático e outras variações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;Lundum:&lt;/b&gt;   Conhecido também como Lundu, Landu ou Lundu.                 Dança e   canto de origem africana, baseados em sapateados, movimentos                   acentuados de quadris e umbigadas. Trazidos para o Brasil(Pará)                   por escravos Bantos no século XVIII. Nessa mesma época os   escravos                 praticam-no no Rio de Janeiro, onde  constituiu  uma das origens                 do Samba e da Chula.Cantores  mais  famosos: grupos folclóricos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Mambo:&lt;/b&gt;   Nasceu em Cuba e virou uma salada musical. Tem                 como   antepassados os ritmos afro-cubanos derivados de cultos religiosos                   no Congo. Seu nome vem da gíria usada pelos músicos   negros("Estás                 Mambo"-tudo bem com você?-) que tocavam El   Son nas charangas(bandas                 locais cubanas). Perez Prado   adicionou metais nas charangas e                 foi de fato o primeiro  a rotular essa nova versão de El Son de                 Mambo. Invadiu  os  E.U.A. nos anos 50.Cantores mais famosos: Prez                  Prado,  Xavier Cugat,Tito Puente e Beny Moré.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Merengue:&lt;/b&gt;   Ritmo veloz e malicioso, nascido na República Dominicana, tem o seu nome derivado do jeito que os dominicanos                   chamavam os invasores franceses no século   XVII(merenque).Cantores                 mais famosos: Juan Luis Guerra e   Walfrido Vargas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Milonga:&lt;/b&gt; Popular das zonas próximas ao estuário do rio                 da Prata, interpretada com acompanhamento de violão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Pagode:&lt;/b&gt;   Variação do samba que apresenta características                 do   choro, tem estilo romântico e andamento fácil para dançar.                   Obteve grande sucesso comercial no início da década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Passo doble:&lt;/b&gt;   Nasceu há três séculos, na Espanha, junto                 com as   touradas. Tem o mesmo ritmo quente e apaixonante desse                   espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Polca:&lt;/b&gt;   Dança e música originária da Boêmia, popular em                 meados   do século XIX nos salões europeus. Caracteriza-se pelo                   movimento rápido, em compasso binário e andamento alegreto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;Quick Step:&lt;/b&gt; Ritmo americano que como o próprio nome diz,                 é rápida e cheia de pulinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Reggae:&lt;/b&gt;   Estilo musical que uniu os ritmos caribenhos                 com o  Jazz  e o Rhythm and Blues. Símbolo dos movimentos político-sociais                   jamaicanos nas décadas de 1960 e 1970. Seus principais   intérpretes                 são Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Rock And Roll:&lt;/b&gt;   ou simplesmente Rock, é o estilo musical                 que surgiu  nos  Estados Unidos em meados da década de 1950 e, por                   evolução e assimilação de outros estilos, tornou-se a forma dominante                   de música popular em todo o mundo. Os elementos mais   característicos                 do estilo são as bandas compostas de um   ou mais vocalistas, baixo                 e guitarras elétricas muito   amplificadas, e bateria. Também podem                 ser usados   teclados elétricos e eletrônicos, sintetizadores e                   instrumentos de sopro e percussão diversos.Do ponto  de vista musical, o Rock surgiu da fusão da  música Country,                  inspirada nas baladas da população  branca e pobre do Kentucky                  e de outras regiões rurais do  centro dos Estados Unidos, de  estilo                 épico e narrativo;  e do Rhythm and Blues, por  sua vez uma fusão                 dos  primitivos cantos de trabalho  negros e do Jazz instrumental                  urbano. Inicialmente de  música muito simples, era um estilo de                  forte ritmo  dançante. Entre os primeiros cantores e  compositores,                  quase todos negros, destacaram-se Chuck  Berry, Little Richards                  e Bill Halley, este líder de uma  banda conhecida no Brasil com                  o nome de Bill Haley e  seus Cometas, que gravou a  pioneira Rock                 Around the  Clock. As letras das canções  da época referiam-se,                 de  forma inculta e irreverente, a  temas comuns ao universo dos                  jovens, como amor, sexo,  crises da adolescência e automóveis.                  Utilizavam  percussivamente o som das palavras e também sílabas                   soltas e onomatopaicas, como be-bop-a-lula, que deu  nome a uma                  canção.Elvis Presley foi o primeiro grande  astro do Rock e  da emergente                 indústria fonográfica.  Apoiadas sobretudo  no sucesso do gênero,                 as gravadoras  americanas  transformaram-se em impérios financeiros                 e,  em sua  intenção de tornar o rock atraente a uma maior audiência,                   promoveram transformações que descaracterizaram a vitalidade  inicial                  do movimento. No início da década de 1960, no  entanto, o  Rock                 inglês explodiu com uma carga de  energia  equivalente à dos primeiros                 músicos americanos  do estilo  e seu sucesso logo conquistou o público                 jovem   americano. Destacaram-se no período The Beatles, banda inglesa                   cuja música foi influenciada diretamente pelos primeiros   compositores                 do Rock. Tipicamente agressiva era a   postura dos Rolling Stones,                 a mais duradoura das bandas   da época, ainda em atividade na década                 de 1990. A   sonoridade das palavras voltou eventualmente a ser                 mais   importante que o sentido, na tentativa de descrever experiências                   com o uso de alucinógenos. Na América, Bob Dylan tornou-se   conhecido                 com o Folk Rock, que unia os ritmos do Rock às   baladas tradicionais                 da música Country. Sua música   encerrava uma mensagem política                 em linguagem poética. Progressivamente, as letras das canções passaram a   abordar os                 mais variados assuntos, em tom ora filosófico   e contemplativo,                 ora ácido e mordaz. A música passou   também por um processo de                 maior elaboração e surgiram os   solistas de grande virtuosismo,                 sobretudo  guitarristas,  e arranjos com longas partes instrumentais                  de complexa  orquestração. A cantora Janis Joplin, o guitarrista                  Jimi  Hendrix e o cantor Jim Morrison, do The Doors,  representam                  um período de fértil experimentação musical  do estilo. Na década de 1970, surgiram inúmeros  subgêneros,  como o Rock progressivo                 do Pink Floyd,  basicamente  instrumental e conectado com a música                  erudita; o  Technopop do Alan Parsons Project, que explorava o                   sintetizador e as técnicas de estúdio; o Art Rock, ligado ao  artista                  pop Andy Warhol e aos músicos John Cale e Lou  Reed; o Heavy  Metal                 do Kiss e do Van Halen e o Punk  Rock do Sex  Pistols, surgido no                 movimento punk, que  levou a extremos  a intensidade sonora dos                 instrumentos e  a agressividade  das letras e atitudes; o glitter                 de  Alice Cooper e  David Bowie, que acentuou o lado andrógino dos                  cantores,  com figurinos exóticos e pesada maquiagem; e o Pop  Rock,                  fusão do estilo a gêneros mais comerciais, com  larga utilização                  de instrumentos eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;                   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Rumba:&lt;/b&gt;   O embalo sensual da Rumba nasceu como dança da                   fertilidade em que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos                   pássaros e animais antes do acasalamento. Durante a dança, há                   sempre um elemento de insinuação e fuga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;                   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Salsa:&lt;/b&gt;   Ritmo musical desenvolvido a partir da segunda                 metade   do século XX com contribuições da música caribenha e de                   danças folclóricas dessa região, como a Conga e o Mambo. Em seu                   acompanhamento predominam os instrumentos de percussão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Samba:&lt;/b&gt;   dança popular e gênero musical derivado de ritmos                 e   melodias de raízes africanas, como o Lundu e o Batuque. A coreografia                   é acompanhada de música em compasso binário e ritmo   sincopado.                 Tradicionalmente, é tocado por cordas   (cavaquinho e vários tipos                 de violão) e variados   instrumentos de percussão. Por influência                 das orquestras   americanas em voga a partir da segunda guerra mundial,                   passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e                   trompetes, e, por influência do Choro, flauta e clarineta.  Apesar                  de mais conhecido atualmente como expressão  musical  urbana carioca,                 o samba existe em todo o Brasil  sob a  forma de diversos ritmos                 e danças populares  regionais  que se originaram do Batuque. Manifesta-se                  especialmente  no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e                  Minas  Gerais. Como gênero musical urbano, o  Samba nasceu e  desenvolveu-se no                 Rio de Janeiro nas  primeiras décadas  do século XX. Em sua origem                 uma forma  de dança,  acompanhada de pequenas frases melódicas e                  refrões de  criação anônima, foi divulgado pelos negros que migraram                   da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se  nos bairros                  cariocas da Saúde e da Gamboa. A dança  incorporou outros  gêneros                 cultivados na cidade, como  Polca, Maxixe, Lundu,  Xote etc., e                 originou o samba  carioca urbano e  carnavalesco. Surgiu nessa época                 o  Partido Alto,  expressão coloquial que designava alta qualidade                  e  conhecimento especial, cultivado apenas por antigos  conhecedores                  das formas antigas do samba. Em 1917 foi gravado em disco o primeiro Samba, Pelo  telefone,                  de autoria reivindicada por Donga (Ernesto dos  Santos). A  propriedade                 musical gerou brigas e disputas,  pois  habitualmente a composição                 se fazia por um  processo  coletivo e anônimo. Pelo telefone, por                 exemplo,  teria  sido criado numa roda de partido alto, da qual                   participavam também Mauro de Almeida, Sinhô e outros. A comercialização                   fez com que um samba passasse a pertencer a quem o   registrasse                 primeiro. O novo ritmo firmou-se no mercado   fonográfico e, a partir                 da inauguração do rádio em  1922,  chegou às casas da classe média. Os grandes  compositores do período inicial foram  Sinhô (José Barbosa                  da Silva), Caninha (José Luís  Morais), Pixinguinha (Alfredo da                  Rocha Viana) e João da  Baiana (João Machado Guedes).  Variações                 surgiram no  final da década de 1920 e começo  da década de 1930:                 o  Samba-Enredo, criado sobre um tema  histórico ou outro previamente                  escolhido pelos  dirigentes da escola para servir de enredo ao                  desfile  no carnaval; o Samba-Choro, de maior  complexidade melódica                  e harmônica, derivado do choro  instrumental; e o Samba-Canção,                  de melodia elaborada,  temática sentimental e andamento  lento,                 que teve como  primeiro grande sucesso Ai, ioiô,  de Henrique Vogeler,                  Marques Porto e Luís Peixoto,  gravado em 1929 pela cantora Araci                  Cortes. Também nessa fase nasceu o samba dos blocos  carnavalescos dos                  bairros do Estácio e Osvaldo Cruz, e  dos morros da  Mangueira,                 Salgueiro e São Carlos, com  inovações  rítmicas que ainda perduram.                 Nessa transição,  ligada ao  surgimento das escolas de samba, destacaram-se                  os  compositores Ismael Silva, Nilton Bastos, Cartola (Angenor                   de Oliveira) e Heitor dos Prazeres. Em 1933, este último lançou                   o samba Eu choro e o termo "breque" (do inglês break,                   então popularizado com referência ao freio instantâneo dos   novos                 automóveis), que designava uma parada brusca   durante a música                 para que o cantor fizesse uma   intervenção falada. O Samba-de-Breque                 atingiu toda sua   força cômica nas interpretações de Moreira da                 Silva,   cantor ainda ativo na década de 1990, que imortalizou a                   figura maliciosa do sambista malandro. O  Samba-Canção, também conhecido como samba de meio  do ano, conheceu                  o apogeu nas décadas de 1930 e 1940.  Seus mais famosos  compositores                 foram Noel Rosa, Ari  Barroso, Lamartine  Babo, Braguinha (João                 de Barro) e  Ataulfo Alves.  Aquarela do Brasil, de Ari Barroso,                  gravada por  Francisco Alves em 1939, foi o primeiro sucesso do                   gênero Samba-Exaltação, de melodia extensa e versos patrióticos. A partir de meados da década de 1940 e ao longo da  década de  1950,                 o samba sofreu nova influência de ritmos  latinos  e americanos:                 surgiu o Samba de Gafieira, mais   propriamente uma forma de tocar                 -- geralmente   instrumental, influenciada pelas orquestras americanas,                   adequada para danças aos pares praticadas em salões públicos,                   gafieiras e cabarés -- do que um novo gênero. Em meados da  década                  de 1950, os músicos dessas orquestras  profissionais  incorporaram                 elementos da música  americana e criaram o  Sambalanço. O partido                 alto  ressurgiu entre os  compositores das escolas de samba dos                  morros cariocas,  já não mais ligado à dança, mas sob a forma de                   improvisações cantadas feitas individualmente, alternadas  com                  estribilhos conhecidos cantados pela assistência.  Destacaram-se                  os compositores João de Barro, Dorival  Caymmi, Lúcio  Alves, Ataulfo                 Alves, Herivelto Martins,  Wilson Batista e  Geraldo Pereira. Com a Bossa Nova,  que surgiu no final da década de  1950, o samba                  afastou-se ainda mais de suas raízes  populares. A influência do                  Jazz aprofundou-se e foram  incorporadas técnicas musicais  eruditas.                 O movimento,  que nasceu na zona sul do Rio de  Janeiro, modificou                 a  acentuação rítmica original e  inaugurou um estilo diferente                  de cantar, intimista e  suave. A partir de um festival no Carnegie                  Hall de Nova  York, em 1962, a bossa nova alcançou sucesso  mundial.                 O  retorno à batida tradicional do samba ocorreu  no final da década                  de 1960 e ao longo da década de 1970  e foi brilhantemente  defendido                 por Chico Buarque de  Holanda, Billy Blanco e  Paulinho da Viola                 e pelos  veteranos Zé Kéti, Cartola,  Nelson Cavaquinho, Candeia                 e  Martinho da Vila. Na década de 1980, o Samba consolidou sua posição no  mercado  fonográfico                 e compositores urbanos da nova  geração  ousaram novas combinações,                 como o paulista  Itamar  Assunção, que incorporou a batida do Samba                 ao  Funk e ao  Reggae em seu trabalho de cunho experimental. O Pagode,                   que apresenta características do Choro e um andamento de fácil                   execução para os dançarinos, encheu os salões e  tornou-se um  fenômeno                 comercial na década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;b&gt;Soca:&lt;/b&gt; Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. É uma                 abreviação de soul-cum-calypso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                            &lt;b&gt;Tango:&lt;/b&gt;   surgido como criação anônima dos bairros pobres                 e   marginais de Buenos Aires, o tango argentino tradicional tornou-se                   mundialmente famoso na voz de Carlos Gardel e, adaptado a  uma                  estética moderna, com as composições instrumentais  de  Astor Piazzolla. Tango é uma música de dança  popular que nasceu em  Buenos Aires,                 capital da  Argentina, no final do século  XIX. Evoluiu a partir                 do  candombe africano, do qual  herdou o ritmo; da Milonga, que                  inspirou-lhe a  coreografia; e da Habanera, cuja linha melódica                   assimilou. Chamado pelos argentinos de "música urbana",                   tem a peculiaridade de apresentar letras na gíria típica  de Buenos                  Aires, o lunfardo. Os  primeiros Tangos, ainda próximos à Milonga, eram  animados e                  alegres. O primeiro cantor profissional de  tango, também  compositor,                 foi Arturo de Nava. A partir  da década de  1920, tanto a música                 como a letra assumiram  tom  acentuadamente melancólico, tendo como                 principais  temas  os tropeços da vida e os desenganos amorosos.                 A   temática é freqüentemente ligada à vida boêmia, com menção ao                   vinho, aos amores proibidos e às corridas de cavalos. As   orquestras                 compunham-se inicialmente de bandolim,   bandurra e violões. Com                 a incorporação do acordeão, a   que seguiram a flauta e o bandoneom,                 o tango assumiu sua   expressão definitiva. Dos subúrbios chegou ao centro  de Buenos Aires, por  volta de 1900.                 As primeiras  composições assinadas  surgiram na década de 1910,                 no  período conhecido como da  Guardia Vieja (Velha Guarda). A partir                  daí, conquistou  grande popularidade na Europa, com o impulso  da                  indústria fonográfica americana. Os tradicionalistas  incriminam                  a predominância da letra, a partir da  década de 1920, como  responsável                 pela adulteração do  caráter original do  tango. A voz do cantor modificou o  ritmo, que já não  comportava o mesmo modo de dançar.                 As  figuras mais  importantes da Guardia Nueva (Nova Guarda) foram                  o  cantor Carlos Gardel -- cuja voz e personalidade, aliadas à                   morte trágica num acidente de avião, ajudaram a  transformar em                  mito argentino -- e o compositor Enrique  Santos Discepolo. Ao                  mesmo tempo, compositores  europeus, como Stravinski e  Milhaud,                 utilizavam  elementos do tango em suas obras  sinfônicas. Embora  continuasse a ser ouvido e cultuado na  Argentina conforme                  a feição que lhe foi dada por Gardel,  o tango começou a sofrer                  tentativas de renovação. Entre  os representantes dessa  tendência,                 figuram Mariano  Mores e Aníbal Troilo e,  sobretudo, Astor Piazzolla,                 que  rompeu decididamente  com os moldes clássicos do tango, dando-lhe                  tratamentos  harmônicos e rítmicos modernos. O Tango -- como o  Samba, no Brasil -- tornou-se  símbolo nacional                 com  forte apelo turístico. Casas de  tango e o culto aos nomes                  famosos de Gardel e Juan de  Dios Filiberto perpetuam o gênero.                  Ao contrário do  samba, no entanto, a criação artística do  tango                 sofreu  forte declínio a partir da década de 1950. Dança. Por sua forte sensualidade, o tango foi, a   princípio, considerado                 impróprio a ambientes familiares.   O ritmo herdou algumas características                 de outras  danças  de casais, como as corridas e quebradas da habanera,                   mas aproximou mais o par e acrescentou grande variedade de passos.                   Os dançarinos mais exímios compraziam-se em  combiná-los e  inventar                 outros, numa demonstração de  criatividade. Fora  dos ambientes                 populares e dos  prostíbulos, onde  imperava nos subúrbios, o tango                  perdeu um pouco da  lendária habilidade dos bailarinos. Admitido                  nos salões,  abdicou das coreografias mais extravagantes e  evitou                  posturas sugestivas de uma intimidade  considerada indecente, numa                  adaptação ao novo ambiente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;                   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Valsa:&lt;/b&gt;   Dança de salão derivada do Ländler, popular na                  Áustria,  Baviera e Boêmia. Caracteriza-se pelo compasso ternário                   da música, pelos passos em que os pés deslizam pelo chão e  pelos                  giros dos pares. Surgiu entre 1770 e 1780&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;                   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Xote:&lt;/b&gt;   Tipo de dança de salão de origem alemã, popular                 no   Nordeste do Brasil, executada ao som de sanfonas nos bailes                   populares. Trazida ao Brasil em 1851 pelo professor de dança José                   Maria Toussaint, com o nome original de schottische.   Também chamada                 Xótis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;               &lt;b&gt;West Coast Swing:&lt;/b&gt;  Esta  dança de                rua americana evoluiu ao longo dos  últimos  cinqüenta anos do mais                conhecido estilo retrô de  Swing, o  Lindy Hop, porém ao contrário                do Lindy Hop que  se  manteve tradicional aderindo às Big Band Jazz                e à  música  dos anos 1920 -1950 ‘s, o West Coast Swing tem se                  mostrado uma dança viva de evolução constante, seguindo as                  tendências musicais de cada década e se ajustado para acomodar                  novos estilos de dança.Na década de 1970 adotou um pouco do   estilo                da Disco e do Hustle. Hoje, pode  ser dançado com a maioria das músicas  tocadas nas                rádios  e incorpora muitos elementos de dança  de Hip Hop e Jazz.                 Isto possibilita dançar West até em  boates, em baladas e raves. Focado em improisação e interpretação musical, é a  mais  versátil                das danças atuais, possibilitando a   criatividade e improviso dos                dançarinos   independentemente. Durante décadas o West Coast Swing  foi apreciado por  milhares de                dançarinos de todas as  idades em todo os  E.U.A. e Canadá, ainda                assim atingia  um pequeno público,  mas com toda a atenção da mídia                em  desenvolvimento de  filmes e programas de TV como “Dancing with                 the Stars” e  “So You Think You Can Dance” – nos E.U.A -,  “Bailando                por  Um sonho” e “Dança dos Famosos” – aqui no  Brasil – todos os                 estilos de dança a dois acabam se  tornando mais populares.                 Destarte, teremos novos  dançarinos nas pistas de dança de salão,                 poderão começar  por qualquer outro ritmo, mas quando  conhecerem                West  Coast Swing, se apaixonarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Zouk&lt;/b&gt;:                 que  significa festa - é uma dança praticada no Caribe                  (passada), mais frequentemente nas ilhas de Guadalupe, Martinica e                  San Francisco. Assim como o merengue o zouk é dançado   trocando-se                o peso basicamente na cabeça dos tempos   musicais (o que muitos                professores de dança chamam   simplesmente de tempo). No Brasil, utiliza-se a música  Zouk para uma espécie  de dança                oriunda da lambada,  porém, com movimentos mais  adaptados ao                andamento da  música. A lambada era muito  rápida e frenética,                 impossibilitando muitos passos que  existem hoje. A dança zouk                 brasileira possui hoje vários  estilos. Mas a base para a dança                 nunca deixou de ser a  Lambada e os giros e movimentos de  braços                presentes na  Salsa, Soltinho, Rock and Roll e  Forro entre outros. É preciso ter muito cuidado para não  confundir a  música com a                dança. A dança zouk brasileira  pode ser  dançada com diversos                ritmos: kizomba,  tarraxinha,  cabolove, cabozouk, Zouk R&amp;amp;B. A dança                 zouk do Caribe  (passada) está em muitos lugares como França,                 Inglaterra,  São Tomé e Príncipe. Os principais pólos do zouk                  caribenho são: Angola, Antilhas, Cabo Verde e Haiti. A dança                  Kizomba, parecida com a dança zouk é febre em Angola,  Cabo Verde,                 Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal. Mas  estes, não estão                 relacionados ao zouk dançado no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Fonte &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O  maxixe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;O  maxixe foi o primeiro tipo de dança  urbana surgida no  Brasil. Era  dançado em locais que não atendiam  a moral e aos bons  costumes da  época, como em forrós, gafieiras  da cidade nova e nos  cabarés da Lapa,  no Rio de Janeiro. Por volta  de 1875, estendendo-se  mais tarde aos  clubes carnavalescos e aos palcos dos  teatros de  revista. Os homens de  classes mais privilegiadas frequentavam  esses  bailes e gafieiras, em  busca da       sensualidade das danças   africanas.                             "Os  pares enlaçam-se pelas   pernas e braços, apoiando-se pela testa, essa  maneira de dançar  lhe  valeu o título de escandalosa e excomungada. Foi  perseguida pela   polícia, igreja, chefes de família e educadores. Para  que pudessem  ser  tocadas em casa de família, as partituras de maxixe  traziam o  impróprio nome de "Tango Brasileiro".                             Era   uma forma de dançar não  atrelada a um gênero musical específico, sendo   inicialmente dançado ao ritmo do tango, da havaneira, da polca ou do   lundu. Só nos fins do século XIX, as casas editoriais consideraram-no um   gênero  musical, imprimindo as músicas com essa classificação:  "a   primeira dança genuinamente brasileira".                             No   início do século, alcançou  grande sucesso nos palcos europeus, sendo   apresentada com requintes coreográficos  pelo dançarino Duque, na França   e na Inglaterra, em 1914 e 1922, quando       entrou em declínio   cedendo espaço ao fox-trote  e posteriormente ao samba.                                               &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                                                                                                                                     A   dança originou-se na África  como parte essencial da vida nas aldeias.   Ela acentua a unidade entre seus  membros. Em sua maioria, todos os   homens, mulheres e crianças participam  da dança, batem palmas ou formam   círculos em torno dos bailarinos.  Todos os       acontecimento da  vida  africana são comemorados com dança, nascimento, morte, plantio ou   colheita; ela é aparte mais importante das festas realizadas para   agradecer aos deuses,uma colheita farta.                                As danças africanas variam muito  de região para região, mas a maioria   delas tem certas características  em comum. Os participantes geralmente   dançam em filas ou em círculos,  raramente dançam sós ou em par. As   danças chegam a apresentar  algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo   e seus dançarinos  podem usar máscaras ou enfeitar-se.                                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                            A  dança  está presente no dia-a-dia das pessoas, seja no vilarejo ou no  bosque  sagrado ou das florestas. A dança interrompe a monotonia e  estrutura do  tempo. Assim como uma canção, a dança é uma forma de contar  histórias.                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                             Dança e Esporte                                   Pular   deitar e rolar fazem parte do jogo  da capoeira. Não escapa se quer um   músculo sem ser trabalhado  ao ritmo do berimbau do atabaque e do   pandeiro. Desenvolvem aspectos motores,  passa noções de disciplina   canaliza a agressividade.                                   Esse  jogo  conquista pai, mãe e a  garotada: tem música que brasileiro nenhum   dispensa; a sequência  dos movimentos parece uma dança e faz bem para a   mente. Além  disso pode ser a "senha" para despertar o interesse de seu   filho por esporte.                                   Dos  tempos da  escravidão pra cá,  muita coisa aconteceu no mundo da  capoeira, foram  crises proibição,  liberação, perseguição e etc ...  Atualmente a   capoeira é reconhecida e praticada mundialmente por um  número  muito  grande de pessoas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                                                                      &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                                                                                                                                                                               Danças afro-brasileiras      &lt;br /&gt;                        baiano/ baião-de pares&lt;br /&gt;bambelô ou coco-de zambê-de roda bate-baú-de roda&lt;br /&gt;batuque-de-fileira&lt;br /&gt;calango-de-pares&lt;br /&gt;carimbó-de-roda&lt;br /&gt;Caxambu-roda&lt;br /&gt;frevo-individual&lt;br /&gt;jongo-de-roda&lt;br /&gt;lundu-de-pares&lt;br /&gt;maculelê-de-fileira&lt;br /&gt;mineiro-pau-de-pares&lt;br /&gt;pagode de amarante de fileira&lt;br /&gt;partido-alto-de-roda&lt;br /&gt;samba-de-roda&lt;br /&gt;tambor-de-crioula-de-roda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                                                                                                                                                                                                                               O tipo de Angola                                                                             Veio  da Angola e foi trazido  pelos escravos  negros como passatempo. Seu  modo de dança       é muito  detalhista  onde os movimento são efeitos  lentamente com um ritmo bem  devagar.                                   Regional                                    Este  foi adaptado pelo brasileiros sendo  assim o mais  praticando hoje em  dia. Seu modo de dança é mais  agressivo, sendo  comparado muito mais com  uma arte marcial do que uma dança.                                    Capoeira                                   Tudo  começou com uma dança  da zebra.                                   A   palavra capoeira não é Africana, como se costuma pensar. Ele vem do   tupi, kapueira, e possui dois significados - mato rolo ou roçado ou um   cesto ou gaiola para carregar animais e       mantimento.                                    Os historiadores falam sobre o berço  da capoeira,  que pode ser rural ou urbano.                                   Uns   enxergam seu nascimento no campo, entre  grandes plantações de cana e   engenhos de açúcar  onde as clareiras abertas no mato serviriam de canal   para fuga dos escravos  e espaços para o lazer.                                                  &lt;br /&gt;                                                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                             &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dança do Congo&lt;/span&gt;  - É uma dança  teatralizada que tem lugar na gravana,  ao ar livre,  realizada durante as festas religiosas e populares. Cada  grupo de Dança  do Congo é constituído por uma seção musical (três ou  quatro tambores,  flautas e canzás) e um número variável de figurantes,  todos eles hábeis  dançarinos: o capitão congo, o logozu, o anjo mole  (anjo que morreu), o  anjo cantá (anjo cantador), o o pé pó (figura que  executa diversas        acrobacias), ulogi o feiticeiro, o zuguzugu  (ajudante de feiticeiro),  três ou quatro bobos, o d jabu (diabo) e dez a  dezoito soldados  dançarinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ÚSSUA&lt;/span&gt;  -  Dança de salão,  de grande elegância (uma espécie de mazurka  africana),  em que  os       pares são conduzidos por um mestre de  cerimônias, ao   ritmo lento do tambor, do pito doxi (flauta) e da  corneta. Todos os  dançarinos  usam trajes tradicionais: as mulheres saia  e quimono, xale  ou pano de manta;  os homens trazem chapéus de palhinha  e usam no braço  uma toalha  bordada (que serve para limpar o suor do  rosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEXA&lt;/span&gt;  - Típica da ilha do Príncipe  de raízes  angolanas. Ao ritmo de um  tambor e de uma corneta, diversos  pares  executam danças de roda. As  letras são quase sempre humorísticas,   e  implicam uma réplica da parte  do visado. A dexa é dançada  durante  horas inteiras, apenas com ligeiras  modificações. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUITA E D'JAMBI&lt;/span&gt;  - Provavelmente com raízes  angolanas, a puita é  uma dança fortemente  erótica, em  que o tambor avança de forma  frenética, obsessiva, sensual,   pela noite dentro. Homens e mulheres  formam filas indianas e, à  mistura  com alguns semi rodopios, fazem  entrechocar os corpos de forma  sexualmente  explícita. Quando um  parente deixa este mundo é de praxe  executar-se  uma puita em sua  homenagem. A falta de cumprimento a este  ritual pode ocasionar   desventuras na família. Mas a puíta é tocada em  muitas  outras  ocasiões, sendo uma das formas de música mais populares   em São Tomé.                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BLIGÁ&lt;/span&gt;  (ou jogo do cacete) - É  um misto de  dança e jogo lúdico, em que a  destreza e o vigor físico se aliam a uma  sofisticada corporalidade e  gestualidade que fazem por vezes lembrar  certas artes marciais  orientais. O bligá (que significa  brigar) foi  certamente, tal como a  capoeira no Brasil, um modo de os escravos   exercitarem uma arte de  autodefesa sem que as autoridades disso se  apercebessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SOCOPÉ&lt;/span&gt;  - Os grupos de socopé   são sociedades musicais com estandarte e  fardamento próprio,         organizadas segundo uma rigorosa estrutura  hierárquica, que vai do  Presidente aos sócios (os "membros" e as  "membras"). As músicas  têm um  ritmo bastante lento, quase em tom de  lamento, e os textos servem  na  maior parte das vezes para expor os  principais problemas da comunidade   ou para fazer crítica social ou de  costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CABETULA&lt;/span&gt;  - Estilo de dança executado  na região de Luanda em  ocasiões festivas  mas propriamente no  período carnavalesco, por essa  razão por vezes é  conhecida  como a dança do Grupo Carnavalesco União  mundo da Ilha.                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;STLEVA E TLUNDU&lt;/span&gt; - O stleva e o  tlundu são  as únicas representações teatrais musicadas que não   acontecem durante a gravana.                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SUNGURA&lt;/span&gt;  -  Dança usual entre os povos  da região sul de Angola (região do Huambo  e  Bié), também  executada em cerimônias e rituais tradicionais,   normalmente dançado  em grupo.                                          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANÇAS DE SALÃO&lt;/span&gt;  - As danças  de salão, mais conhecida por Kizomba, é  uma dança  executada  preferencialmente em festas e cerimoniais, alias,  Kizomba   significa festa.  Começou a ser executado nos Centros  Recreativos e  Culturais dos subúrbios  luandenses e praticado nos  primórdios por  dançarinos profissionais  no tempo colonial (tendo se  generalizado nos  dias de hoje), provavelmente  entre as décadas de 60 e  70.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-7024442797002591827?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/7024442797002591827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=7024442797002591827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7024442797002591827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7024442797002591827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/08/um-pouco-de-historia-da-danca.html' title='Um pouco de História da Dança'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-3370673652266071293</id><published>2011-08-04T17:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T17:12:39.527-07:00</updated><title type='text'>Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas</title><content type='html'>&lt;div class="att"&gt;&lt;span class="author"&gt;&lt;cite&gt;Fonte www.catracalivre.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="articleabv cf"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="parent insert chrome6 single1 float2 cf" style="width:304px;"&gt;&lt;div class="child c1 first"&gt;&lt;div class="img"&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://blstb.msn.com/i/78/EDAA16DD4929ED855B487AF29E824C.jpg" alt="Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas" class="img1" height="154" width="300" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="abs"&gt;As cores das obras de Caggiano são adquiridas com a colagem de papéis de revistas e jornais&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A  artista plástica Surama Caggiano traz para São Paulo a mostra “Mulheres  Africanas”, que exalta a cultura destas mulheres que carregam consigo  trajes, acessórios, movimento e cores característicos do continente  africano. Caggiano tem por princípio realizar obras em que valorize o  papel da mulher negra na sociedade, fazendo com que o povo brasileiro  reconheça suas origens africanas. “Mulheres Africanas” fica em cartaz no  Reciclamundo – Loja Moema, de 4 de agosto a 4 de setembro, com entrada  Catraca Livre. Dia 4 de agosto, às 14h, acontece a abertura da mostra e,  mais tarde, às 19h, a vernissage com a participação d0 professor e  escritor Ivan Poli – autor do livro Antropologia dos Orixás. A dançarina  com Luciane Ramos e Coletivo Diasporos das Artes também se apresentam e  será exibido o documentário “Mulheres Africanas” de Eliza Capai.  Fechando a programação, o evento traz a apresentação do grupo musical  “Shandala”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-3370673652266071293?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/3370673652266071293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=3370673652266071293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3370673652266071293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/3370673652266071293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/08/mostra-exalta-beleza-e-cultura-das.html' title='Mostra exalta a beleza e cultura das mulheres africanas'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-799622160164596941</id><published>2011-07-25T05:37:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T05:41:55.876-07:00</updated><title type='text'>25 de julho – Dia internacional da mulher afro-latina-americana e caribenha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;PRESENTE!!!!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25 de julho – Dia internacional da mulher afro-latina-americana e caribenha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Meu cabelo é bom! Ruim é o racismo!”&lt;br /&gt;O dia será marcado em Belém com várias atividades com direito à manifestação em via pública, cineclube e roda de conversa, com foco na violência doméstica e com o racismo no cotidiano da mulher negra.&lt;br /&gt;Uma vasta programação agitará a capital paraense nesse 25 de julho. Pela manhã, a Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB e o Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense – FMAP lançam a Campanha Nacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres Negras com o foco no racismo. A campanha será lançada em várias capitais brasileiras e em Belém, inicia às 10h30 com um “Cabelaço Feminista”, uma ação de rua com performance no Pátio Belém e concentração em frente ao shopping.&lt;br /&gt;O termo cabelaço não é toa, porque a campanha nacional tem como foco a valorização do cabelo “negro”, “afro”, “crespo”, que é objeto da discriminação, aliás, uma das formas mais cruéis do racismo, sofrida pelas mulheres negras desde a infância. “Meu cabelo é bom! Ruim é o racismo!”, é o lema da campanha.&lt;br /&gt;À tarde, a partir das 15 horas, a programação continua, mas desta vez no Instituto de Artes do Pará (IAP). Será exibido o curta brasileiro “CAROLINA”, de Jeferson Brasil, 2003. (15 min.), uma denúncia contra a miséria em que, ainda, se encontram milhões de mulheres negras.&lt;br /&gt;Após o filme haverá uma roda de debates entre as participantes e dois momentos políticos importantes o “Lançamento da Carta de Incidência Política, do CEDENPA”; e o lançamento formal da “Campanha da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB, “Pelo fim da violência contra a Mulher Negra”.&lt;br /&gt;Sobre o 25 de julho&lt;br /&gt;O 25 de julho é comemorado em todo mundo como o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi instituída em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, para representar o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.&lt;br /&gt;Desde então, sociedade civil e alguns governos têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em vista a condição as desigualdades de gênero, classe, racial/étnica, geração e outras opressões constatadas no cotidiano das mulheres negras.&lt;br /&gt;E Belém não podia ficar de fora dessa grande articulação mundial em defesa da garantia dos direitos da mulher negra. Será um momento de união de forças entre as diversas organizações de mulheres negras, que juntas, constroem estratégias voltadas para elevar a estima, o orgulho e fortalecer a auto-organização das negras paraenses.&lt;br /&gt;Programação&lt;br /&gt;10:30h – Cabelaço Feminista (ação de rua/Performance no Pátio Belém, concentração em frente ao Shopping).&lt;br /&gt;15:00h às 18:00h – Instituto de Arte do Pará – IAP, Praça Justo Chermont, nº 236 (antigo largo de Nazaré)* Projeção de Filme: “CAROLINA”, de Jeferson Brasil, 2003. 15 min. Brasil. Final dos anos 50. Carolina de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. Publicada, torna-se um sucesso editorial, sendo editada em 13 línguas. Apesar do reconhecimento imediato e explosivo, ex-favelada falece pobre. Passadas algumas décadas, as palavras de Carolina continuam a ser uma denúncia contra a miséria em que se encontram milhões de mulheres negras. Com Zezé Motta e Gabrielly de Abreu.&lt;br /&gt;* Lançamento da Carta de Incidência Política construída de forma coletiva, pelo CEDENPA.&lt;br /&gt;* Lançamento da Campanha da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB, “Pelo fim da violência contra a Mulher Negra”, a qual nos leva a refletir o modo como se articulam a violência doméstica com o racismo no cotidiano da vida da mulher negra, expressa nos aspectos simbólicos e psicológicos da rejeição e controle de nossos cabelos.&lt;br /&gt;* Roda de Conversa – Provocadoras: Grupo de Mulheres Felipa Aranha.&lt;br /&gt;Organização:&lt;br /&gt;ACIYOMI, GRENI, Instituto Nangetu, Felipa Aranha, CEDENPA, IMUNE, Rede Fulanas, AMNB e quem mais chegar.&lt;br /&gt;Apoio: Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém. A Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes – CNC. Fazem parte da Rede: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube Maristrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, Cineclube do Turco Jaguarema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makota Kizandembu Kiamaza/T.C&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mestra em Indumentária Africana Estilista-Afro_Artesã Tarologa_Numerologa&lt;br /&gt;Educadora Social_Palestrante em DH_PIR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Coordenação de Articulação Política-MONABANTU&lt;br /&gt;Conselheira CRSANS Metropolitana/CONSEA-MG&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.modatcarte.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;www.modatcarte.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monabantumg.com.br/"&gt;www.monabantumg.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(31)96865777-86311097&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-799622160164596941?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/799622160164596941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=799622160164596941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/799622160164596941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/799622160164596941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/07/25-de-julho-dia-internacional-da-mulher.html' title='25 de julho – Dia internacional da mulher afro-latina-americana e caribenha'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-7456026383950226521</id><published>2011-07-06T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T16:58:22.041-07:00</updated><title type='text'>A INSERÇÃO DA MULHER NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A INSERÇÃO DA MULHER NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;ELENICE DO ROSÁRIO DIAS AMORIM1&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;ÂNGELA ERNESTINA CARDOSO DE BRITO2&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: -0.64cm; margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS – MONTES CLAROS – MG – BRASIL.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;RESUMO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Introdução:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; À ênfase deste estudo está em suscitar novas reflexões e indagações sobre a inserção da mulher negra no mercado de trabalho, despertando assim, o interesse em entender o porquê do elevado número de mulheres negras fora do mercado de trabalho e para as que estão inseridas, encontram-se na informalidade, em cargos secundários, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;trabalhando como empregadas domésticas e r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;ecebendo menores salários do que as mulheres não-negras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Objetivo:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; Analisar quais os fatores que dificultam a inserção da mulher negra no mercado de trabalho na cidade de Montes Claros.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Metodologia:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; Foi realizada a pesquisa bibliográfica. Optou-se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;pela pesquisa qualitativa, mas não se descartou os dados quantitativos. Teve&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; como instrumental a entrevista semi-estruturada e a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; técnica da gravação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A pesquisa foi realizada na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais, com seis mulheres negras, de faixa etária entre 20 a 65 anos, sendo três com nível superior e exercendo cargo de chefia, e as outras três, em nível de escolaridade fundamental e em cargos de serviços gerais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Resultados:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; Ficou explicito que a maioria das mulheres negras são triplamente discriminadas, por ser mulher, negra e pobre; três fatores cruciais para dificultar a sua inserção no mercado de trabalho. A pesquisa revelou também que a mulher negra mesmo sendo discriminada é capaz de resignar aos obstáculos e ocupar espaços que a sociedade esquecia vagos: no mercado de trabalho; na formação/instrução; nas artes; na religião, na cultura e na vida. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Conclusão &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A situação da mulher negra em Montes Claros, manifesta ainda um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Palavras Chaves: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Mulher negra, Trabalho, Discriminação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;1- Elenice do Rosário Dias Amorim. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Endereço: Avenida dos Militares, 1346, Nossa Senhora de Fátima. Montes Claros – MG. E-mail: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;a href="mailto:ellemoc@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;ellemoc@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; Tel. (38) 30820788 – (38) 91079387/99754069&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;2 - Professora Ângela Ernestina Cardoso de Brito. E-mail &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;a href="mailto:angelafro@yahoo.com"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;angelafro@yahoo.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;.br.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt; Faculdades Unidas do Norte de Minas – FUNORTE.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-7456026383950226521?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/7456026383950226521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=7456026383950226521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7456026383950226521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/7456026383950226521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/07/insercao-da-mulher-negra-no-mercado-de.html' title='A INSERÇÃO DA MULHER NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-75950208853669842</id><published>2011-07-06T08:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T08:22:56.645-07:00</updated><title type='text'>Um Ponto de Vista em Defesa de Cotas Por KABENGELE MUNANGA</title><content type='html'>&lt;em&gt;Políticas de Ação Afirmativa em Benefício da População Negra no Brasil &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Ponto de Vista em Defesa de Cotas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por &lt;em&gt;KABENGELE MUNANGA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo. Autor de vários trabalhos na área de antropologia da população negra africana e afro-brasileira, entre outros, Os Basanga de Shaba (1986); Negritude (1988), Estratégias e políticas de combate à discriminação racial (1996) e Rediscutindo a mestiçagem no Brasil (1999)&lt;br /&gt;Um breve histórico&lt;br /&gt;As chamadas políticas de ação afirmativa são muito recentes na história da ideologia anti-racista. Nos países onde já foram implantadas (Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Índia, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, entre outros), elas visam oferecer aos grupos discriminados e excluídos um tratamento diferenciado para compensar as desvantagens devidas à sua situação de vítimas do racismo e de outras formas de discriminação. Daí as terminologias de “equal oportunity policies”, ação afirmativa, ação positiva, discriminação positiva ou políticas compensatórias.&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, onde foram aplicadas desde a década de sessenta, elas pretendem oferecer aos afro-americanos as chances de participar da dinâmica da mobilidade social crescente. Por exemplo: os empregadores foram obrigados a mudar suas práticas, planificando medidas de contratação, formação e promoção nas empresas visando a inclusão dos afro-americanos; as universidades foram obrigadas a implantar políticas de cotas e outras medidas favoráveis à população negra; as mídias e órgãos publicitários foram obrigados a reservar em seus programas uma certa percentagem para a participação dos negros. No mesmo momento, programas de aprendizado de tomada de consciência racial foram desenvolvidos a fim de levar a reflexão aos americanos brancos na questão do combate ao racismo.&lt;br /&gt;Qualquer proposta de mudança em benefício dos excluídos jamais receberia uma apoio unânime, sobretudo quando se trata de uma sociedade racista. Neste sentido, a política de ação afirmativa nos Estados Unidos tem seus defensores e detratores. Foi graças a ela que se deve o crescimento da classe média afro-americana, que hoje atinge cerca de 3% de sua população, sua representação no Congresso Nacional e nas Assembléias estaduais; mais estudantes nos níveis de ensino correspondentes ao nosso ensino médio e superior; mais advogados, professores nas universidades, inclusive nas mais conceituadas, mais médicos nos grandes hospitais e profissionais em todos os setores da sociedade americana. Apesar das críticas contra ação afirmativa, a experiência das últimas quatro décadas nos países que implementaram não deixam dúvidas sobre as mudanças alcançadas.&lt;br /&gt;Argumentos em favor das cotas para a população negra no Brasil&lt;br /&gt;As experiências feitas pelos países que convivem com o racismo poderiam servir de inspiração ao Brasil, respeitando as peculiaridades culturais e históricas do racismo à moda nacional. Podemos, sem cópia, aproveitar das experiências positivas e negativas vivenciadas por outros para inventar nossas próprias soluções, já que não contamos com receitas prontas para enfrentar nossas realidades raciais.&lt;br /&gt;Vozes eloqüentes, estudos acadêmicos qualitativos e quantitativos recentes realizados pelas instituições de pesquisas respeitadíssimas como o IBGE e o IPEA não deixam dúvidas sobre a gravidade gritante da exclusão do negro, isto é, pretos e mestiços na sociedade brasileira. Fazendo um cruzamento sistemático entre a pertencia racial e os indicadores econômicos de renda, emprego, escolaridade, classe social, escolaridade, idade, situação familial e região ao longo de mais de 70 anos desde 1929, Ricardo Henriques (2001) chega à conclusão de que “no Brasil, a condição racial constitui um fator de privilégio para brancos e de exclusão e desvantagem para os não-brancos. Algumas cifras assustam quem tem preocupação social aguçada e compromisso com a busca de igualdade e qualidade nas sociedades humanas”:&lt;br /&gt;Do total dos universitários, 97% são brancos, sobre 2% de negros e 1% de descendentes de orientais.&lt;br /&gt;Sobre 22 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, 70% deles são negros.&lt;br /&gt;Sobre 53 milhões de brasileiros que vivem na pobreza, 63% deles são negros (Henriques, 2001).&lt;br /&gt;Deduz-se dessa pesquisa que se por milagre o ensino básico e fundamental melhorar seus níveis para que os alunos desses níveis de ensino possam competir igualmente no vestibular com os alunos oriundos dos colégios particulares bem abastecidos, os alunos negros levariam cerca de 32 anos para atingir o atual nível dos alunos brancos. Isso supõe que os brancos fiquem parados em suas posições atuais esperando a chegada dos negros, para juntos caminharem no mesmo pé de igualdade. Uma hipótese improvável, ou melhor, inimaginável. Os lobbyes das escolas particulares cada vez mais fortes deixarão os colégios públicos subirem seu nível de ensino, tendo como conseqüência a redução de sua clientela majoritariamente oriunda das classes sociais altas e médias e a diminuição de seus lucros? Quanto tempo a população negra deverá ainda esperar essa igualdade de oportunidade de acesso e permanência a um curso superior ou universitário gratuito e de boa qualidade?&lt;br /&gt;Num país onde os preconceitos e a discriminação racial não foram zerados, ou seja, onde os alunos brancos pobres e negros ainda não são iguais, pois uns são discriminados uma vez pela condição sócio-econômica e outros são discriminados duas vezes pela condição racial e sócio-econômica, as políticas ditas universais defendidas sobretudo pelos intelectuais de esquerda e pelo ex-ministro da educação Paulo Renato, não trariam as mudanças substanciais esperadas para a população negra. Como disse Habermas, o modernismo político nos acostumou a tratar igualmente seres desiguais, em vez de tratá-los de modo desigual. Daí a justificativa de uma política preferencial no sentido de uma discriminação positiva, sobretudo quando se trata de uma medida de indenização ou de reparação para compensar as perdas de cerca de 400 anos de decolagem no processo de desenvolvimento entre brancos e negros. É neste contexto que colocamos a importância da implementação de políticas de ação afirmativa, entre as quais a experiência das cotas, que pelas experiências de outros países, se afirmou como um instrumento veloz de transformação, sobretudo no domínio da mobilidade sócio-econômico, considerado como um dos aspectos não menos importante da desigualdade racial.&lt;br /&gt;A questão fundamental que se coloca é como aumentar o contingente negro no ensino universitário e superior de modo geral, tirando-o da situação de 2% em que se encontra depois de 114 anos de abolição em relação ao contingente branco que sozinho representa 97% de brasileiros universitários. É justamente na busca de ferramentas e de instrumentos apropriados para acelerar o processo de mudança desse quadro injusto em que se encontra a população negra que se coloca a proposta das cotas, apenas como um instrumento ou caminho entre tantos a serem incrementados. Por que então a cota e não outros instrumentos e que instrumentos? Numa sociedade racista, onde os comportamentos racistas difundidos no tecido social e na cultura escapam do controle social, a cota obrigatória se confirma, pela experiência vivida pelos países que a praticaram, como uma garantia de acesso e permanência aos espaços e setores da sociedade até hoje majoritariamente reservados à “casta” branca da sociedade. O uso deste instrumento seria transitório, esperando o processo de amadurecimento da sociedade global na construção de sua democracia e plena cidadania. Paralelamente às cotas, outros caminhos a curto, médio e longo prazos projetados em metas poderiam ser inventados e incrementados. Tratando-se do Brasil, um país que desde a abolição nunca assumiu seu racismo, condição sine qua non para pensar em políticas de ação afirmativa, os instrumentos devem ser criados através dos caminhos próprios ou da inspiração dos caminhos trilhados por outros países em situação comparável.&lt;br /&gt;Reações absurdas e inimagináveis vieram dos setores informados e esclarecidos que geralmente têm voz na sociedade brasileira. Que absurdo, reservar vagas para negros, o que caracterizam como uma injustiça contra alunos brancos pobres! Aqui somos todos mestiços, quer dizer que no Brasil não existem mais nem negros, nem brancos, nem índios, nem japoneses, por causa do alto degrau de mestiçamento. Aqui, não estamos nos Estados Unidos para impor soluções que nada tem a ver com nossa realidade genuinamente brasileira, etc. Vejam que se deixa de discutir uma questão social que, como apontam as estatísticas das pesquisas do IBGE e IPEA, é caracterizada por uma desigualdade racial brutal e gritante. Por que isso? Parece-me que o imaginário coletivo brasileiro está ainda encobertado pelo mito da democracia racial. &lt;br /&gt;Não era possível imaginar as propostas de ação afirmativa num país onde há pouco tempo se negava os indícios de preconceito étnicos e de discriminação racial. Em dezenas de anos os movimentos sociais negros lutaram duramente para arrancar da voz oficial brasileira, a confissão de que esta sociedade é também racista. Embora o racismo esteja ainda muito vivo na cultura e no tecido social brasileiro, a voz oficial reagiu há pouco tempo aos clamores dos movimentos negros, como bem ilustrado pelo texto do “Relatório do Comitê Nacional Para a Reparação da Participação Brasileira na III Conferência Mundial das Nações Unidas Contra o Racismo, Discriminação racial, Xenofobia e Intolerância Correlata”, realizada em Durban, África do Sul, de 31 de agosto a 07 de setembro de 2001. Nesse relatório, no que tange às propostas em benefício da “comunidade” negra: “a adoção de medidas reparatórias às vítimas do racismo, da discriminação racial e de formas conexas de intolerância, por meio de políticas públicas específicas para a superação da desigualdade. Tais medidas reparatórias, fundamentadas nas regras de discriminação positiva prescritas na Constituição de 1988, deverão contemplar medidas legislativas e administrativas destinadas a garantir a regulamentação dos direitos de igualdade racial previstos na Constituição de 1988, com especial ênfase nas áreas de educação, trabalho, titulação de terras e estabelecimentos de uma política agrícola e de desenvolvimento das comunidades remanescentes dos quilombos”, - adoção de cotas ou outras medidas afirmativas que promovam o acesso de negros às universidades públicas” (Ministério da Justiça, 2001: 28-30).&lt;br /&gt;Infelizmente, comparativamente ao avanço constatado nesse relatório, os três candidatos principais ao posto de Presidente da República nas eleições de 2002 não mostraram uma postura clara e firme sobre este problema, ou adotaram uma estratégia de desinformação, ora para não se comprometerem com a população negra, ora para não perderem seus eleitores no meio de racistas brancos, já que o importante para alguns deles era ser eleito presidente, a qualquer custo! O atrito entre o estudante negro Rafael dos Santos e o candidato Ciro Gomes no debate que ocorreu em 7 de abril na UnB, não deixa dúvida sobre a estratégia do silêncio e da desinformação. Indagado sobre sua posição no que diz respeito às políticas de cotas para negros, o candidato desconversou dizendo que os negros não precisam que ninguém tenha “peninha” deles, além de impedir que a palavra fosse franqueada ao estudante. Como explicar o silêncio, a incerteza e até mesmo a desinformação dos candidatos sobre uma questão tão importante para a vida e o futuro de mais de 70 milhões de brasileiros de ascendência africana? Estratégia ou resíduo perverso do mito de democracia racial que ainda ronda no inconsciente coletivo do brasileiro? Tudo é possível!&lt;br /&gt;O que me espanta muito não é tanto a reação popular, facilmente explicável. O que me surpreende é que as mesmas reações e os mesmos lugares comuns se encontram na minha universidade, uma das mais importantes do Hemisfério Sul em termos de produção de conhecimento científico e da reflexão crítica sobre as sociedades humanas. Nessa universidade brotou a chamada Escola Sociológica de São Paulo, da qual participaram eminentes estudiosos como Florestan Fernandes, Octávio Ianni, Fernando Henrique Cardoso, Oracy Nogueira, João Batista Borges Pereira e tantos outros que iniciaram os estudos sobre o negro na ótica das relações raciais e interétnicas, rompendo com a visão apenas raciologista e culturalista de Nina Rodrigues e seu discípulo Arthur Ramos, entre outros.&lt;br /&gt;Rebatendo e refutando algumas críticas contra as cotas para negros no Brasil&lt;br /&gt;1. Dizem que é impossível implementar cotas para negros no Brasil, porque é difícil definir quem é negro no país por causa da mestiçagem, tendo como conseqüência a possibilidade da fraude por parte dos alunos brancos que alegando sua afro-descencência pelo processo de mestiçagem ocupariam o espaço destinado às verdadeiras vítimas do racismo. Em primeiro lugar, não acredito que todos os alunos brancos pobres possam cometer este tipo de fraude para ingressar na universidade pública, por causa da força do ideal do branqueamento ainda atuando no imaginário coletivo do brasileiro. Um racista essencialista, psicologicamente convencido da superioridade de sua “raça” não troca de campo com tanta facilidade. Muitos não aceitarão a troca, em nome do chamado orgulho da raça. Conscientes desta dificuldade, alguns recorrem aos falsos princípios de democracia advogando a introdução de uma flagrante injustiça contra brancos pobres se o Brasil adotar cotas em favor da maioria de negros pobres. Se for fácil identificar os alunos brancos pobres, por que o seria tão difícil para os alunos negros pobres? Em segundo lugar, a identificação é uma simples questão de auto definição, combinando os critérios de ascendência politicamente assumida com os critérios de classe social. Isto tem sido o critério ultimamente utilizado até pelos pesquisadores e técnicos no último recenseamento do IBGE. Ele vale tanto para brancos quanto para negros e para os chamados amarelos. Não vejo necessidade em recorrer seja ao exame da árvore genealógica dos auto declarados negros, seja ao exame científico através do teste de DNA. Se constatar depois de algum tempo e experiência que a maioria de alunos pobres beneficiados pela política de cotas é composta de alunos brancos pobres falsificados em negros, será então necessário reavaliar os critérios até então adotados. De qualquer modo, os recursos investidos não seriam perdidos, pois teriam sido aproveitados por segmento da população que também necessita de políticas públicas diferenciadas. Uma definição pelos critérios científicos dificultaria qualquer proposta de ação afirmativa em benefício de qualquer segmento, pois muitos que se dizem negros podem ser portadores dos marcadores genéticos europeus. Também muitos dos que se dizem brancos podem ser portadores dos marcadores genéticos africanos. O que conta no nosso cotidiano ou que faz parte de nossas representações coletivas do negro, do branco, do índio, do amarelo e do mestiço não se coloca no plano do genótipo, mas sim do fenótipo, num país onde segundo Oracy Nogueira o preconceito é de marca e não de origem.&lt;br /&gt;2. Outros argumentos contra a política de cota recorrem ao fato do abandono desta política nos Estados Unidos, por não ter ajudado no recuo da discriminação racial entre brancos e negros naquele país e por ter sido aproveitado apenas pelos membros da classe média afro-americana, deixando intocada a pobreza dos guetos. Ponto de vista rejeitado pelos defensores de cotas nos Estados Unidos, baseando-se na mobilidade social realizada pelos afro-americanos nos últimos quarenta anos, mobilidade que não teria sido possível se não fosse implantado a política das cotas. Os próprios americanos observam que no Estado da Califórnia, o primeiro a incrementar cotas e o primeiro também a abandoná-las, recuou o ingresso de alunos afro-americanos nas universidades públicas daquele Estado. Mas devemos dizer que os afro-americanos têm outras alternativas para ingressar e permanecer nas universidades que aqui não temos por causa das peculiaridades do ”nosso” racismo. Eles têm universidades federais de peso criadas para eles, a Universidade de Howard, por exemplo, e universidades criadas pelas Igrejas independentes negras para as comunidades afro-americanas, principalmente nos Estados do Sul considerados como os mais racistas (é o caso da universidade de Atlanta que foi fundada pelos negros e para os negros). Além disso, a maioria das universidades públicas americanas até as mais conceituadas como Princeton, Harvard e Stanford continuam a cultivar as ações afirmativas em termos de metas, sem recorrer necessariamente às cotas ou estatísticas definidas. Deixar de discutir cotas em nossas universidades por que não deram certo nos Estados Unidos, como dizem os argumentos contra, é uma estratégia fácil para manter o status quo. As cotas se forem aprovadas por alguns Estados como já está acontecendo no Rio de Janeiro e na Bahia, deveriam, antes de serem aplicadas, passar por uma nova discussão dentro das peculiaridades do racismo à brasileira, cruzando os critérios de “raça e de “classe” e respeitando a realidade demográfica de cada Estado da União. Um censo étnico da população escolarizada de cada Estado é indispensável para incrementar as políticas públicas no que diz respeito à educação dos brasileiros, a curto, médio e longo prazo.&lt;br /&gt;3. Por que a cota misteriosamente não é também destinada aos índios e sua descendência cujos direitos foram igualmente violados durante séculos, além de serem despojados de seu imenso território, indagam outros argumentos contra a política de cotas. Os movimentos negros que reivindicam as cotas nunca foram contra as propostas que beneficiariam as populações indígenas, as mulheres, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, até as classes sociais pobres independentemente da pigmentação da pele. Apenas reivindicam um tratamento diferenciado, tendo em vista que foram e constituem ainda a grande vítima de uma discriminação específica, racial. Eles têm uma clara consciência da diluição no social geral e abstrato como propõe o pensamento da esquerda, que até hoje continua a bater nas teclas de uma questão que segundo eles é simplesmente social, fechando os olhos a uma cultura racista que abarca indistintamente pobres, médios e ricos em todas as sociedades racistas.&lt;br /&gt;Os afro-descendentes constituem um pouco mais de 70 milhões de brasileiros, em relação às populações indígenas estimados em menos de quinhentos mil, apesar do seu notável crescimento demográfico. Visto deste ângulo, o problema do ingresso dos estudantes negros, tendo em vista que a sua taxa de escolaridade na escola é das mais baixas. O que faltam são as propostas de políticas públicas específicas a curto, médio e longo prazo, direcionadas para atender aos problemas de escolaridade, educação e ingresso dos índios na universidade. Diluí-los nos problemas sociais dos negros e ou dos pobres em geral seria cometer no plano da prática social os erros do pensamento teórico e livresco do intelectual de esquerda sem pés no chão.&lt;br /&gt;No já citado relatório do Comitê Nacional para a Preparação Brasileira na III Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, nota-se entre as medidas governamentais a serem tomadas em favor dos índios:&lt;br /&gt;§ Criação, no âmbito do Ministério da Educação, da Coordenação Geral de Educação Escolar Indígena;&lt;br /&gt;§ Estabelecimento de 1666 escolas indígenas, que contam com 3041 professores indígenas;&lt;br /&gt;§ Realização do projeto Tucum, de formação e capacitação de professores indígenas em nível de magistério, para as comunidades de Mato Grosso (Xavante , Peresi, Apiaká, Irantxe, Nambikwara, Umotina, Rikbaktsa, Munduruku, Kayabi, Borôro e Bakairi, entre outras). É coordenado pela Secretaria de Estado da Educação-MT, além da FUNAI, tem convênio com a Universidade Federal do Mato Grosso e prefeituras municipais do estado.&lt;br /&gt;§ Realização do projeto 3º grau indígena, visando a implantação de três Cursos de Licenciatura Plena na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT, destinados à formação de 200 professores indígenas, com previsão de início das aulas em julho de 2001 e término em 2005. A iniciativa está sendo viabilizada por meio do Convênio 121/2000, de 30 de junho de 2000, celebrado entre aquela instituição de ensino e a Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso (SEDUC-MT0 e do Convênio nº 11, de 15 de dezembro de 2000, celebrado entre a UNEMAT e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). As atividades pedagógicas intensivas ocorrerão no Campus da UNEMAT localizado na cidade de Barra do Bugres-MT.&lt;br /&gt;Os professores José Jorge de Carvalho e Rita Laura Segato, em sua proposta de cotas e ouvidoria para a universidade de Brasília, ilustram a inconsciência das universidades brasileiras face à questão indígena pelo fato “dos primeiros quatro índios brasileiros que neste momento se preparam para ser médicos somente conseguiram ingressar numa Escola de Medicina de Cuba! Imaginemos a situação: é uma faculdade cubana, que não dispõe nem minimamente dos recursos com que contam universidades como a USP, a UNICAMP, ou a UnB, que está ajudando o Brasil a saldar a sua dívida de cinco séculos para com os índios brasileiros!” (Carvalho e Segato: 2001)&lt;br /&gt;4. A política de cotas raciais poderia prejudicar a imagem profissional dos funcionários, estudantes e artistas negros, porque eles serão sempre acusados de ter entrado por uma porta diferente. Ou seja, no momento das grandes concorrências as cotas poderiam perigosamente estimular os preconceitos. Pior ainda, sob pretexto de favorecer materialmente uma população desfavorecida, essa política pode prejudicar os valores mais respeitáveis: o orgulho e a dignidade da população negra. Contra este tipo de argumento, eu diria que ninguém perde seu orgulho e sua dignidade ao reivindicar uma política compensatória numa sociedade que por mais de quatrocentos anos atrasou seu desenvolvimento e prejudicou o exercício de sua plena cidadania. Desde quando a reparação de danos causados por séculos de discriminação prejudica a dignidade e o orgulho de uma população? Os judeus têm vergonha em reivindicar a indenização das vítimas do holocausto? Onde estão o orgulho e a dignidade de uma sociedade que continue a manter em condições de igualdade gritante um segmento importante de sua população e que durante muitos anos continuou a se esconder atrás do manto do mito da democracia racial? As cotas não vão estimular os preconceitos raciais, pois estes são presentes no tecido social e na cultura brasileira. Discriminar os negros no mercado de trabalho pelo fato deles terem estudado graças às cotas é simplesmente deslocar o eixo do preconceito e da discriminação presentes na sociedade e que existem sem cotas ou com cotas. Mas uma coisa é certa, os negros que ingressarão nas universidades públicas de boa qualidade pelas cotas terão, talvez, uma oportunidade única na sua vida: receber e acumular um conhecimento científico que os acompanhará no seu caminho da luta pela sobrevivência. Apesar dos preconceitos que persistirão ainda por muito tempo, eles serão capazes de se defender melhor no momento das grandes concorrências e nos concursos públicos a exibir um certo conhecimento que não dominavam antes. Abrirão com facilidade algumas portas, graças a esse conhecimento adquirido e ao restabelecimento de sua auto-estima. A história da luta das mulheres ilustra melhor o que seria o futuro dos negros. A discriminação contra elas não foi totalmente desarmada, mas elas ocupam cada vez mais espaços na sociedade não porque os homens se tornaram menos machistas e mais tolerantes, mas porque, justamente graças ao conhecimento adquirido, elas demonstram competências e capacidades que lhes abrem as portas antigamente fechadas. O racismo contra negros não recuou nos Estados Unidos. Mas hoje, graças ao conhecimento adquirido com cotas, eles tiveram uma grande mobilidade social, jamais conhecida antes.&lt;br /&gt;5. Os responsáveis das universidades públicas dizem que o ingresso de negros nas universidades pelas cotas pode levar a uma degradação da qualidade e do nível do ensino, por que eles não têm as mesmas aquisições culturais dos alunos brancos. Mas, acredito que mais do que qualquer outra instituição, as universidades têm recursos humanos capazes de remediar as lacunas dos estudantes oriundos das escolas públicas através de propostas de uma formação complementar. (Carneiro, 2002: p.23). Algumas universidades encaminharam propostas de projetos neste sentido, solicitando recursos financeiros junto ao Programa Nacional de Cor junto a UERJ, financiado pela Fundação FORD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a questão fundamental que se coloca não é a cota, mas sim o ingresso e a permanência dos negros nas universidades públicas. A cota é apenas um instrumento e uma medida emergencial enquanto se busca outros caminhos. Se o Brasil na sua genialidade racista encontrar alternativas que não passam pelas cotas para não cometer injustiça contra brancos pobres – o que é crítica sensata – ótimo Mas dizer simplesmente que implantar cotas é uma injustiça, sem propor outras alternativas a curto, médio e longo prazo, é uma maneira de fugir de uma questão vital para mais de 70 milhões de brasileiros de ascendência africana e para o próprio futuro do Brasil. É uma maneira de reiterar o mito da democracia racial, embora este já esteja desmistificado. &lt;br /&gt;Os que condenam as políticas de ação afirmativa ou as cotas favorecendo a integração dos afro-descendentes utilizam de modo especulativo argumento que pregam o status quo, ao silenciar as estatísticas que comprovam a exclusão social do negro. Querem remeter a solução do problema a um futuro longínquo, imaginando-se sem dúvida que medidas macroeconômicas poderiam miraculosamente reduzir a pobreza e a exclusão social.&lt;br /&gt;As cotas não serão gratuitamente distribuídas ou sorteadas como os imaginam os defensores da “justiça”, da “excelência” e do “mérito”. Os alunos que pleitearem o ingresso na universidade pública por cotas, submenter-se-ão às mesmas provas de vestibular que os outros candidatos e serão avaliados como qualquer outro de acordo com a nota de aprovação prevista. Visto deste ângulo, os sistema de cotas não vai introduzir alunos desqualificados na universidade, pois a competitividade dos vestibulares continuará a ser respeitada como sempre. A única diferença está no fato de que os candidatos aspirante ao benefício da cota se identificarão como negro ou afro-descendente no ato da inscrição. Suas provas corrigidas, eles serão classificados separadamente, retendo os que obtiverem as notas de aprovação para ocupar as vagas previstas. Desta forma, serão respeitados os méritos e garantida a excelência no seio de um universo específico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;KABENGELE MUNANGA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7558053341990227299-75950208853669842?l=tamboresdosmontes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/feeds/75950208853669842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7558053341990227299&amp;postID=75950208853669842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/75950208853669842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7558053341990227299/posts/default/75950208853669842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamboresdosmontes.blogspot.com/2011/07/um-ponto-de-vista-em-defesa-de-cotas.html' title='Um Ponto de Vista em Defesa de Cotas Por KABENGELE MUNANGA'/><author><name>Hilario Bispo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09736261790789642805</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSPdtNVug7g/STEdm4fdSVI/AAAAAAAAAPg/qHXj2Sj6tYs/S220/Imagem+fotos+Eust%C3%A1quio+073.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7558053341990227299.post-2041078428900829451</id><published>2011-07-06T07:12:00.003-07:00</published><updated>2011-07-06T17:27:57.787-07:00</updated><title type='text'>João Paulo Alves Soares Monografia Politicas Afirmativas para Afro Brasileiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;O Estado brasileiro, notavelmente nos últimos dez anos, vem dotando políticas de acções afirmativas em benefício da população negra do país. Tal postura do governo brasileiro abre espaço para formulação de uma análise histórica a respeito dos fatores que levaram a sociedade brasileira, no decorrer de sua formação e desenvolvimento, a excluir de forma económica, social e cultural os indivíduos de origem e descendência africanas.As problemáticas dos desníveis,da discriminação e do preconceito no âmbito das ralações raciais humanas são comuns em diversas organizações de sociedades construídas e dissolvidas no decorrer do campo da Historia. Principalmente ao colocar em análise sociedades contemporâneas multirraciais como as constituídas no continente americano, cabe aqui exemplificar, a sociedade brasileira e a norte americana. A heterogeneidade nas formas políticas dessas nações em combater os reflexos negativos originários das desigualdades etnológicas é o que provoca as suas peculiaridades.&lt;br /&gt;No Brasil a atual polêmica notada em vários setores da sociedade demonstra que as ações do governo brasileiro em termos de promover a equidade étnica no país se esbarram em privilégios historicamente usufruídos por uma pequena parcela de sua população ou na incompreensão da mesma em lidar com um problema historicamente constituído desde sua formação. O conceito de políticas ou ações afirmativas segundo Gomes (2001apud DOMINGUES, 2005, p.166) é, “um conjunto de políticas públicas e privadas de caráter compulsório, facultativo ou voluntário, concebidas com vistas ao combate da discriminação de raça, gênero etc., bem como para corrigir os efeitos presentes da discriminação praticada no passado”&lt;br /&gt;As políticas afirmativas voltadas para promover a igualdade étnica têm a sua gênese nos Estados Unidos na década de 60 do século XX. Para Menezes (2006, p.85)&lt;br /&gt;Tais políticas surgiram na linguagem legal norte-americana e mundial em um discurso do presidente Jonh Kenedy na criação do Comitê de Oportunidades Iguais de Empregos. Nesse contexto, ação afirmativa significava um meio de assegurar práticas de contratação nos diversos setores do mercado de trabalho sem o critério da raça, ou seja, uma proibição da discriminação.&lt;br /&gt;Naquele período existiam em vários Estados norte-americanos termos legais que segregavam em vários espaços civis como transportes coletivos, estabelecimentos educacionais, bairros, cinemas entre outros os indivíduos da etnia negra com os pertencentes à etnia branca. Porém tais leis passaram a ser questionadas pelo movimento negro norte americano o qual através de varias ações pressionou o governo a revogar os mecanismos legais segregacionistas e promover políticas públicas de inserção da população negra na dinâmica da mobilidade social norte-americana.&lt;br /&gt;No Brasil, o preconceito etnológico em relação à população negra criou dimensões ocultas. Diferentemente da sociedade norte-americana onde o estado, na década de 1960, assumiu a existência de desigualdade raciais no seu corpo social possibilitando assim o debate e as possíveis soluções, a sociedade brasileira não reconhece o seu caráter preconceituoso em relação a uma grande parcela de sua população composta pela etnia negra.Tal postura do Brasil em lidar com sua problemática racial tem suas raízes históricas.&lt;br /&gt;Com abolição legal da escravidão negra no Brasil, nas ultimas décadas do século XIX, e a dispensa da mão de obra escrava negra da produção agrícola do país, setor económico o qual absorvia o maior numero de escravos, a discussão em torno das relações raciais passa a ocupar espaço no circuito intelectual brasileiro na medida em que aumentava as mazelas sociais causadas pela marginalização de grande parte dos ex-escravos brasileiros e seus descendentes.Sinalizando assim a necessidade de formulações de políticas por parte do Estado no combate aos problemas causados pela assimetria social entre brancos e negros no país. No entanto, inúmeros fatores políticos, económicos e ideológicos contribuíram para que o estado e a sociedade brasileira negligenciassem, praticamente por todo o século XX, os problemas provenientes das diferenças raciais.&lt;br /&gt;No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, inicia em diversos países europeus a difusão de diversas teses voltadas para os estudos das raças. Tais estudos são influenciados pelos avanços que estavam ocorrendo no campo das ciências biológicas. Inúmeros cientistas em seus estudos objetivavam diagnosticar diferenças biológicas existentes entre as raças. Tais discussões criaram as condições para surgir o denominado racismo cientifico e a proposta do branqueamento da população brasileira em detrimento do povo negro. A difusão do racismo cientifico na mentalidade mundial, no inicio do século XX, criou o pano de fundo para o surgimento de políticas estatais que visaram a segregação e a eliminação racial em diversos países como ocorreu respectivamente nos Estados Unidos e na Alemanha de Hitler.&lt;br /&gt;No decorrer do século XX com a crise do racismo cientifico e nas crenças nas desigualdades biológicas entre as raças humanas começa a erigir na intelectualidade brasileira teses as quais vão contrapor o fator negativo da miscigenação racial no Brasil. Tal tese, amplamente difundida no Brasil, foi denominada de teoria da democracia racial. Diversos são os intelectuais e políticos brasileiros que passaram a compactuar em suas obras com a teoria da democracia racial no Brasil. E o expoente dessa tese fora Gilberto Freyre.&lt;br /&gt;Em seus estudos Freyre ressaltou que a miscigenação das raças no Brasil foi positiva e que historicamente negros, brancos e indígenas conviveram harmonicamente na sociedade brasileira e possuíam relações pautadas na igualdade e na reciprocidade. Mas o fato é que tanto a teoria da democracia racial quanto a do branqueamento da população contribuíram consideravelmente para o preconceito e a discriminação em relação à população negra assim como “maquiar” a realidade social entre brancos e negros marcada fortemente pela assimetria social.&lt;br /&gt;A teoria da democracia racial no decorrer do século XX vai começar a perder espaço nos círculos intelectuais brasileiros, principalmente a partir das década de 60 , 70 e 80 .Naquelas décadas a democracia racial vai ser objeto de varias criticas de diversos intelectuais brasileiros.Tais estudiosos de diversas maneiras vão levar à tona as históricas desigualdades entre brancos e negros na sociedade brasileira.Fazendo com que vários setores da sociedade brasileira, principalmente o movimento negro, inicie a luta contra a real e adversa situação desfavorável do segmento afro brasileiro levando o Estado a promover políticas públicas em prol da equidade racial no país.&lt;br /&gt;Em suma, trazido como imigrante forçado e, mais do que isto,como escravo, o negro africano e os seus descendentes contribuíram com todos aqueles ingredientes que dinamizaram o trabalho durante quase quatro séculos de escravidão. Em todas as áreas do Brasil eles construíram a nossa economia em desenvolvimento, mas, por outro lado, foram sumariamente excluídos da divisão dessa riqueza.&lt;br /&gt;E nos dias atuais a desigualdade étnica no país se espelha em vários setores da sociedade fazendo com que maximiza os problemas sociais em todo o tecido social brasileiro. O preconceito etnológico não proporciona inúmeros problemas simplesmente para os negros, mas também para os indivíduos pertencentes à etnia branca.&lt;br /&gt;Portanto de forma a servir como base na defesa da adoção de medidas, em nível de Estado, no combate a desigualdade e o preconceito etnológico vigentes na sociedade brasileira, as denominadas políticas afirmativas, este trabalho analisará a inserção da população negra na historia do Brasil. Identificando os mecanismos económicos, políticos e culturais que levaram a sociedade brasileira, no decorrer de sua formação, a marginalizar um importante segmento populacional.&lt;br /&gt;Procurar-se-á discutir no primeiro capitulo os principais conceitos do termo “raça” e seus desdobramentos na sociedade, o paradigma do racismo cientifico e a teoria do branqueamento da população e sua influencia na formulação de políticas dotadas pelo governo brasileiro nos momentos em que vigorava tais preceitos.&lt;br /&gt;No segundo capitulo discutir-se-á os paradigmas a cerca da questão racial no Brasil como a democracia racial , as teses formuladas nas décadas de 60 e 70 e seus principais formuladores assim como as novas abordagens do pensamento racial brasileiro iniciado a partir dos anos 80.&lt;br /&gt;No terceiro capitulo de forma sintética será abordado o contexto histórico norte americano o qual gerou as políticas afirmativas naquele país. E nesse mesmo capitulo analisar - se -á o papel do movimento negro brasileiro na conquista da implantação das políticas afirmativas no Brasil.&lt;br /&gt;Já no quarto ,e ultimo capitulo, será analisada a implantação das políticas afirmativas no Brasil em diversos setores como forma de promover a equidade étnica no país e a possível consolidação da cidadania do povo negro.&lt;br /&gt;Capitulo 1&lt;br /&gt;Conceitos de raça&lt;br /&gt;Ao promover um estudo sobre as relações etnológicas em qualquer sociedade é de suma importância conceituar o termo “raça” nas suas principais dimensões, ou seja, enquanto conceito biológico e no ponto vista sociológico.&lt;br /&gt;Na versão biológica o termo “raça” se constitui parte do estudo denominado Nomenclatura o qual analisa o sistema de classificação nominal que agrupa (espécie, gênero, família, ordem) os componentes dos reinos animal e vegetal. Ou seja, no campo biológico, ,especificamente os zoólogos, utilizam o termo “raça” na caracterização dos animais como uma “Categoria biológica, com similaridades anatómicas, sensível a uma mudança evolutiva. Deve ser vista sob um ponto de vista de processo, com uma condição de reversibilidade.” (Dicionário de Ciências Físicas e biológicas. editora Meca.p.200)&lt;br /&gt;Nesse sentido o termo “raça” trata-se de um conceito puramente biológico. Não se deve confundir com cultura, nacionalidade, religião ou língua que conduzem a agrupamentos socioculturais, não-biólogicos.Um individuo brasileiro assim como um norte americano pertencentes a etnia negra ,supostamente descendentes do mesmo grupo social africano,embora de características fenotípicas idênticas possuem culturas e nacionalidades distintas ,ou seja,falam línguas diversas e possivelmente terão princípios religiosos heterogêneos .Nessa perspectiva conclui-se que;&lt;br /&gt;“Não há raças superiores ou inferiores, nem raças puras. Até agora as experiências não demonstraram que pessoas de varias raças difiram em sua capacidade inata de desenvolvimento intelectual ou emocional. Algumas diferenças biológicas entre os seres Humanos dentro da mesma raça podem ser iguais ou maiores que as mesmas diferenças biológicas entre raças distintas. Não há evidencias que a miscigenação produza resultados desvantajosos sob o ponto de vista biológico; são geralmente fatores socioculturais os que condicionam os bons ou os maus resultados dessa miscigenação.” (Enciclopédia Barsa,1983,Volume 2.p.481)&lt;br /&gt;Mas qual é a explicação a respeito das diferenças físicas, cor da pele,conformação do crânio, características do rosto e do cabelo ,notadas nos indivíduos pertencentes a espécie humana? Segundo os estudos da UNESCO (1981 apud BARSA ,1983,p.481) “Algumas das diferenças entre os grupos humanos provêm de diferenças na constituição hereditária e algumas das diferenças nos meios em que se desenvolveram. Na maior parte, ambas as influencias operaram”.&lt;br /&gt;As diferenças biológicas dos indivíduos humanos pertencentes as etnias branca e negra estão ligadas simplesmente ao fato de que cada um desses componentes possuem determinada quantidade de melanina nos seus respectivos organismos.&lt;br /&gt;“A melanina é a designação genérica de um composto protéico presente nos seres vivos. Cada um dos vários pigmentos, castanho-escuros ou pretos, de estruturas animais ou vegetais. Colora o cabelo, a pele e os olhos. Deriva, quimicamente, da mesma matéria prima que a adrenalina. Um ser albino não tem capacidade de sintetizar a melanina.” (Dicionário de Ciências Físicas e biológicas,editora Meca.p.200)&lt;br /&gt;Os indivíduos pertencente a etnia negra possui em seu organismo maior capacidade de produção da substancia melanina .Daí a explicação da tonalidade escura da pele dos membros da etnia negra . Os indivíduos que se inserem na etnia branca possuem a menor capacidade de produção da melanina e por isso possuem a pele com tonalidade mais clara.&lt;br /&gt;A substância melanina não está relacionada com o grau de desenvolvimento cognitivo, cultural, econômico entre os seres humanos. Tal substancia esta relacionada com a interação dos indivíduos com o meio ambiente, principalmente, na relação com a luz solar.&lt;br /&gt;Na antropologia cultural as diferenças e semelhanças entre os grupos humanos (negros, brancos, índios entre outras ) são estudadas no campo da etnologia.Tal ramo da antropologia,&lt;br /&gt;“Busca analisar as diferenças e semelhanças entre culturas, e examinar sua evolução ao longo do tempo, dando-lhes assim perspectiva histórica em seu desenvolvimento individual ou nas relações entre as diversas culturas. Surgem destarte, em seu campo, os problemas de comparação e correlação interculturais, e os da formulação de conceitos teóricos explicativos, sempre com ênfase nos aspectos pertinentes ao largo processo histórico- cultural.” (Enciclopédia Barsa,1983,volume 2.p.484)&lt;br /&gt;Em suma, o termo “raça”, como categoria de analise das civilizações humanas, de forma a não reproduzir determinados discursos carregados de preceitos ideológicos deve ser utilizado no sentido proposto pela etnologia,ou seja, “raças humanas” passa a se tornar “etnias humanas”.No campo sociológico a expressão “raça” existe enquanto conceito social, produzido no âmbito das relações sociais de civilizações caracterizada pela diversidade étnica. O que levam os indivíduos humanos a se situarem em determinada “raça” é de forma geral a autoclassificação ou delimitação de outros enquanto “raças”.&lt;br /&gt;Os indivíduos que se autoclassificam ou é classificado por outrem como pertencente à determinada “raça” nas diversas civilizações humanas multirraciais se torna um artefato fundamental na aproximação ou na dispersão entre os indivíduos dessas mesmas civilizações. Na sociedade brasileira ,enquanto vigorou o regime escravista, a maioria dos indivíduos classificados como negros se inseriram no âmbito das relações sociais na condição de escravo enquanto que nesse mesmo período os indivíduos classificados como brancos possuíam o status de homem livre ou ocupavam os postos chaves na pirâmide social.Eram em menor numero os momentos e locais em que os indivíduos brancos e negros mantinham uma relação recíproca positiva enquanto vigorou a escravidão negra no Brasil.&lt;br /&gt;Na Alemanha nazista o termo “raça” foi utilizado na classificação de seres humanos que possuíam uma suposta natureza superior ou inferior. A Eugenia se tornara o principio orientador da política estatal do estado nazista em relação a determinados grupos humanos. A eugenia é o estudo dos fatores que sob o controle social, possa melhorar ou prejudicar, física e mentalmente, as qualidades raciais das gerações futuras. Segundo Schwarcz (1993, p.60)&lt;br /&gt;O termo “eugenia”--- eu: boa; genus: geração — foi criado em 1883 pelo cientista britânico Francis Galton. Galton, na época conhecido por seu trabalho como naturalista e como geógrafo especializado em estatística, escreveu seu primeiro ensaio na área da hereditariedade humana em 1865,após ter lido A origem das espécies.Em 1869 era publicado Hereditary genius, até hoje considerado o texto fundador da eugenia.&lt;br /&gt;Os estudos eugênicos aplicados aos seres humanos fora alvo de diversas criticas, pois tal ciência tem como principio a mudança da natureza humana a fim de produzir indivíduos biologicamente superiores. Perspectiva a qual dentro campo racional não se sustenta. O Estado nazista movido pela perspectiva eugênica passara a promover uma política de extermínio em massa dos membros não pertencentes à chamada raça ariana.&lt;br /&gt;Ao ‘extermínio pelo trabalho’ o nazismo acrescentou um programa sistemático de liquidação das ‘raças inferiores’,que compreendiam os eslavos, os ciganos e sobretudo os israelitas, cujo o extermínio foi eufemisticamente denominado” solução final do problema judaico”. “Calcula-se que seis milhões de judeus foram mortos.” (Enciclopédia Barsa,1983,volume 5.p,24)&lt;br /&gt;Na formulação de estudos sobre as relações étnicas erigida no percurso da historia social brasileira faz jus a utilização do termo “raça” na perspectiva sociológica.Uma vez que tratará de formulações voltadas para o entendimento dos seres humanos e não direcionadas para o reino dos animais irracionais.A expressão “raça” foi e é utilizado como importante critério de inserção de determinados grupos humanos na ocupação dos espaços construídos na estrutura social da civilização brasileira.&lt;br /&gt;A analise da historia da sociedade brasileira oferece mecanismos os quais podem responder o porquê da desigualdade racial vigente em um pais o qual grande parcela de sua população é composta pelos indivíduos pertencentes à etnia negra e como a simples pigmentação escura da pele dos indivíduos provocou e provoca diversas controversas no âmbito das relações e do pensamento social brasileiro. O racismo é uma característica padrão de sociedades multirraciais marcadas pela divisão socioeconômica entre os indivíduos e está por trás de diversos problemas que atingem não só os membros da etnia marginalizada como também a etnia dominante.&lt;br /&gt;Ao analisar os fatores que levaram a sociedade brasileira, no decorrer de sua formação, a proporcionar a desigualdade entre as etnias é de suma importância entender os paradigmas construídos pela intelectualidade brasileira no que tange a interação racial entre os indivíduos no devir da historia do Brasil. Essa discussão historiográfica relacionada a historia das relações raciais no país é de suma importância para compreender como o pensamento social brasileiro influenciou as ações dos indivíduos assim como as instituições do estado no trato das diferenças raciais presente no corpo social do estado brasileiro. Nesse sentido destacam se quatro posições teóricas que vão nortear a sociedade brasileira como um todo na problemática racial. Essas teorias são: o racismo cientifico, o branqueamento da população, a democracia racial,as teses das décadas de 60 e 70 e os novos paradigmas da questão racial a partir dos anos 80.&lt;br /&gt;O Racismo Científico&lt;br /&gt;Os homens sempre criaram teorias que pudessem justificar a exploração de uma camada da população sobre a outra. Foi o caso da escravidão, da guerra ou de castas sociais intransponíveis constituídas principalmente em várias nações do continente asiático. No período medieval da civilização ocidental a implantação da escravidão de povos sobre povos ocorreu sob a prerrogativa religiosa.&lt;br /&gt;Na idade média o desenvolvimento da ciência moderna possuía barreiras erigidas pela mentalidade teocêntrica.&lt;br /&gt;Os fenômenos da natureza, as relações políticas e sociais dos homens possuíam explicações religiosas. Principalmente as teses provenientes das religiões cristãs. Para Bark (1974, p.102-103)&lt;br /&gt;A Ciência perdeu a vitalidade e a velha união com a filosofia se dissolveu (...). A filosofia contraiu nova aliança, dessa vez com a teologia: durante séculos a vida intelectual se processaria sob a orientação da Igreja. É cabível indagar da história se há alguma razão válida para supor que o gênio humano chamejou com menos brilhos quando os homens por boas razões da época transferiram o pensamento especulativo da ciência –filosofia para teologia- filosofia.&lt;br /&gt;Naquele período a mentalidade teocêntrica dos homens influenciava as medidas políticas dos governantes, as leis de regulamentação da sociedade e as relações sociais. A bíblia se tornara um influente instrumento de explicação, dominação e orientação dos homens no universo das relações sociais. Isso se torna evidente na medida em que própria dominação e exploração da etnia branca sobre os negros via escravidão fora justificada pelas as “sagradas escrituras” .&lt;br /&gt;Para Campos (2005, p.214),&lt;br /&gt;“As origens bíblicas dos negros estariam ligadas as duas maldições, ambas posteriores ao pecado original. Eles seriam descendentes de Caim, aquele que por inveja matou seu irmão Abel, e traziam na pele a cor negra, marca do sinal imposto por Deus, ou, então membros da geração de Cam, filho de Noé, que desonrou seu pai e por isso foi condenado, juntamente com seus filhos à escravidão”.&lt;br /&gt;No século XVIII com o advento de novas interpretações relacionadas ao universo da interação do homem com a natureza, as explicações dos fenômenos sociais, naturais vão se basear no racionalismo e no empirismo. As explicações assentadas no sobrenatural e na providencia divina vão ser duramente criticada pelos teóricos do movimento iluminista. No século XVIII o Teocentrismo perde espaço para o Antropocentrismo.Nesse sentido Peresson (2006,p.97) afirma,&lt;br /&gt;Com a modernidade, começa a gestar-se no mundo ocidental uma visão de cunho antropocêntrico, que coloca o ser humano como fundamento e medida de todas as coisas, a firmando o primado da razão e do progresso científico-técnico como critério único do progresso humano. Coerente e conseqüente com esta cosmo visão antropocêntrica prometéica, desenvolveu-se a racionalidade científico-técnica como maneira única e universal para promover a transformação e a melhora da realidade.&lt;br /&gt;Essas interpretações tidas como cientificas, ainda que avançadas em relação as explicações medievais, ao explicar as diferenças entre as etnias que compõe os homens vão inferiorizar a população negra em relação á etnia branca.Porém essa inferioridade do povo negro se dá na medida em que os próprios negros são vitimas de suas próprias ações.Montesquieu , um dos principais representantes do movimento iluminista, ao tratar da escravidão dos negros, de acordo com Matos (2010),&lt;br /&gt;“se declarava favorável, pois acreditava ser necessária a escravidão para o desbravamento das Américas. Ainda: considerava natural a cor constituir a essência da humanidade e duvidava que os negros possuíssem alma. Para comprovar sua tese, declarava o fato dos negros trocarem ouro por colares ou espelhos sem valor, demonstrando, assim, sua ausência de discernimento.” (MATOS, Deborah Dettmam. Racismo científico: O legado das teorias bioantropológicas na estigmatização do negro como delinqüente. Artigo.)&lt;br /&gt;Esses paradigmas de explicação das diferenças etnológicas iniciado no século XVIII vão permanecer na mentalidade da civilização ocidental nos séculos XIX e nas primeiras décadas do século XX .Porém nesses dois últimos séculos os avanços nas ciências ,principalmente nas ciências biológicas, impulsionados pelo progresso material da sociedade vão levar diversos cientistas,antropólogos e intelectuais europeus a elaborem experiências no âmbito laboratorial que comprovassem a inferioridade da etnia negra em relação a branca.O conjunto dessas interpretações bioantropológicas vai inaugurar o que foi chamado de racismo científico.&lt;br /&gt;Para Jacques Maritain, (1946, p.74) “os postulados pseudo-biológicos, retirados arbitrariamente de verdades e hipóteses da biologia e etnologia, foram utilizados para satisfazer a vontade de poderio ou defender, de maneira feroz, a preservação de um grupo étnico.”&lt;br /&gt;As teorias bioantropológicas surgiram a partir da segunda metade do século XIX e nas primeiras décadas do século XX como forma de legitimação do poder mediante a criação de uma lógica de diferenciação de grupos pautadas nas ciências biológicas e antropológicas.&lt;br /&gt;A óptica de que as características fenotípicas, reunidas em classificações raciais, difundidas pelo racismo científico é um fator primordial na definição das capacidades e possibilidades de desenvolvimento pessoal e social. Nesse caso, as relações sociais se tornam variáveis derivadas da biologia. É, portanto, no reino natural que se busca a explicação para as diferentes hierarquias sociais. Segundo Bento (2002, p,42)&lt;br /&gt;”Pensadores do século XIX, como o francês Joseph-Auguste de Gobineau, o alemão Richard Wagner e o inglês Houston Stwart Chamberlain, utilizaram a teoria da seleção natural, para tentar explicar a sociedade humana. Concluíram então que alguns grupos humanos eram fortes e outros fracos.”&lt;br /&gt;O racismo científico emerge no século XIX na Europa, em um contexto o qual os europeus necessitavam de justificativas para a exploração de povos “diferentes”,ou seja, africanos,asiáticos e latinos americanos. Os europeus acreditavam que o colonialismo imperialista transmitia o progresso econômico e cultural. Africanos e asiáticos eram encarados de forma etnocêntrica como bárbaros e primitivos, enquanto os europeus se consideravam em missão civilizadora para com os povos africanos, asiáticos e latino americanos.Com o racismo cientifico as diferenças de tipos físicos passaram a ser utilizadas para classificar seres humanos. Para Bento (2002,p.39)&lt;br /&gt;Nasceu assim a fórmula básica do racismo: portadores de pele escura, os negros e os não europeus, considerados raça inferior. Portadores de pele alva, os brancos, raça superior. Estava assim “justificado” o domínio colonial e a exploração do europeu sobre outros povos.&lt;br /&gt;A formulação de teorias discriminatórias na civilização ocidental sempre fora comum no decorrer da história. Porém somente o racismo científico é que proporcionou uma lógica de discriminação fundada na defesa da raça real. É verossímil afirmar que as interpretações postuladas pelo racismo científico são de fato científicas. Uma vez que seguia os rigores de observação dos métodos biológicos e antropológicos da época.&lt;br /&gt;O racismo científico vai influenciar diversos intelectuais e políticos brasileiros, como Nina Rodrigues, Oliveira Vianna, Silvio Romero entre outros, ao tratarem a questão racial no pais. As teorias raciais que circulavam na Europa no final do século XIX serão adaptadas pela elite nacional ao contexto brasileiro. Segundo Ventura (1991, p.47) “os sistemas de pensamento europeus foram integrados de forma crítica e seletiva, segundo os interesses políticos e culturais das camadas letradas [brasileira] preocupadas em articular os ideários estrangeiros à realidade local”.&lt;br /&gt;Oliveira Vianna, em sua obra “Raça e assimilação” tentou construir um discurso científico acerca das diferenças raciais. Para ele a população negra é “cientificamente” inferior á branca.segundo ele&lt;br /&gt;“O negro puro... não foi nunca, pelo menos dentro do campo histórico em que o conhecemos, um criador de civilizações. Se, no presente, os vemos sempre subordinados aos povos de raça branca, com os quais entraram em contato; se, nos seus grupos mais evoluídos das regiões das grandes planícies nativas, são os elementos mestiços, são os indivíduos de tipo negróide, aqueles que trazem doses sensíveis de sangue semita, os que ascendem às classes superiores, formam a aristocracia e dirigem a massa dos negros puros; como não o seriam também nestas épocas remotas, em que se assinalam estes grandes focos de civilização.” (VIANNA, 1959,p.279),&lt;br /&gt;Os intelectuais brasileiros seguidores do racismo cientifico estavam vivamente empenhados em estabelecer a discriminação, sob critérios rigorosamente científicos, dos caracteres diferenciais das três raças formadoras da nossa nacionalidade: a negra, a americana, a caucásica.&lt;br /&gt;Um dos principais intelectuais brasileiros adeptos do racismo cientifico foi Nina Rodrigues. Em livros como “A responsabilidade Criminal” e “Mestiçagem, Degenerescência e Crime”, o Médico maranhense reproduziu as teorias raciais adaptadas a antropologia criminal. Procurando assim relacionar a ligação entre ativismo criminal, raças humanas e suas supostas degenerescências providas do processo de mestiçagem. Esse tipo de visão difundida por Nina Rodrigues, sem dúvida, colocava entraves para o desenvolvimento do Brasil. Uma vez que o Brasil é uma nação formada por uma relevante massa de negros e mestiços considerados pelo racismo científico incapazes de alcançar um estágio civilizado. Em relação a Nina Rodrigues Gorender (2000,p.56-57) ressalta,&lt;br /&gt;Nina Rodrigues, maranhense radicado na Bahia, foi eminente especialista da medicina legal e pioneiro dos estudos antropológicos sobre a população de ascendência africana. Não obstante ser ele próprio mestiço, portador de reconhecível herança genética africana, Nina Rodrigues julgava os negros uma raça e condenavam a mestiçagem. Como solução para o Brasil pregou o estabelecimento da segregação dos negros, conforme o modelo dos Estados Unidos, e o “branqueamento” da população.&lt;br /&gt;Para os seguidores do racismo científico o subdesenvolvimento econômico brasileiro tem sua explicação na questão racial. A idéia de que o sangue dos ex-escravos africanos representara um prejuízo ao desenvolvimento nacional foi amplamente difundida no Brasil. Para Rodrigues (1982, p.28) “a raça negra no Brasil há de constituir sempre um dos fatores da nossa inferioridade como povo”.&lt;br /&gt;A aceitação da perspectiva de existência de uma hierarquia racial e o reconhecimento dos problemas iminentes de uma sociedade multirracial vai levar a elite dirigente do país a procurar soluções para cercear o subdesenvolvimento. Tal procura do caminho para o progresso será para muitos intelectuais e políticos brasileiros nas décadas de 1920 e 1930 o que foi denominado de o ideal de branqueamento da população brasileira.&lt;br /&gt;1.2 O Branqueamento da população&lt;br /&gt;Desde o final do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX a intelectualidade brasileira estava envolvida na formulação de um projeto que levasse o desenvolvimento interno do País além de projetar a nação brasileira frente aos países europeus e aos Estados Unidos. Para muitos políticos e intelectuais brasileiros esse projeto só seria concretizado na medida em que fosse extinta a população negra do País. Responsabilizada, em grande parte, pelo atraso e subdesenvolvimento brasileiro. A política de extinção da população negra adotada pela classe dirigente do país foi denominada de política de branqueamento da população.&lt;br /&gt;Os defensores dessa política via de forma positiva o processo de miscigenação ocorrido no Brasil desde a chegada dos brancos portugueses no território brasileiro no século XVI. A miscigenação, principalmente aquela realizada com um componente branco, seria o caminho para o progresso da nação brasileira. Para Skidmore (1976, p.81) “a miscigenação produzia naturalmente uma população mais clara, em parte porque o gene branco era mais forte que o gene negro.”&lt;br /&gt;Segundo a perspectiva da teoria do branqueamento a sociedade brasileira deveria promover a mistura das diversas raças existentes no seu território para, assim, a raça branca (superior às demais) se sobrepor, até se tornar inteiramente predominante, o que proporcionaria a formação de uma nação civilizada e evoluída.&lt;br /&gt;Os teóricos do branqueamento defendiam a idéia de que a situação de miséria social e de discriminação as quais estavam submetida a população negra contribuiriam favoravelmente para o extermínio físico da mesma.De acordo com Skidmore (1976,p.81),&lt;br /&gt;A tese do branqueamento baseava-se na presunção da superioridade branca, às vezes, pelo uso dos eufemismos “raças mais adiantadas” e “menos adiantadas”. E pelo fato de ficar em aberto a questão de ser a inferioridade inata. À suposição inicial, juntavam-se mais duas. Primeiro, a população negra diminuía progressivamente em relação à branca, por motivos que incluíam a suposta taxa de natalidade mais baixa, a maior incidência de doenças, e sua desorganização social. Segundo, a miscigenação estaria “naturalmente” produzindo uma população mais clara, em parte porque o gene branco seria mais resistente e em parte porque as pessoas escolhiam parceiros sexuais mais claros.&lt;br /&gt;Aliada a essa idéia os adeptos do branqueamento apostava também no processo da “seleção natural” das raças, bem de acordo com suas idéias racistas de superioridade racial do branco, a crença de que o branco estava no topo da hierarquia racial difundida na mentalidade brasileira levariam as pessoas querer a “embranquecer”.Tal projeto foi mais uma forma simplista que elite branca brasileira adotou para maquiar a realidade social vivenciada pela a população negra. Segundo essa idéia o atraso brasileiro, frente às outras nações, não se deve ao fato do país ter adotado, no decorrer de sua formação, praticas econômicas desfavorável ao seu desenvolvimento autônomo, mas devido às características raciais de seu povo.&lt;br /&gt;As analises do desenvolvimento social e econômico dos países ancorada no quesito “raça” adquirem espaço na medida em que as teorias racialistas, como as propostas pelo francês Conde de Gobineau, Pierre-André Taguieff entre outros vigorava fortemente no pensamento ocidental.&lt;br /&gt;A teoria do branqueamento era compartilhada pelas principais instituições representativas da elite intelectual do nosso país desde as últimas décadas do século XIX, como as faculdades de direito, as faculdades de medicina e os Institutos Históricos e Geográficos (IHGs).&lt;br /&gt;Uma serie de intelectuais e políticos como Silvio Romero, Euclides da Cunha difundia a idéia de que a miscigenação poderia ser um valor positivo para o progresso brasileiro, visto que com ela o “sangue” branco poderia estar purificando gradualmente o “sangue” negro até a sua diluição. Tal visão abria a possibilidade para que os negros se transformassem em “mestiços” e estes em “brancos’. Alegavam tais intelectuais que a “raça negra” era particularmente fraca geneticamente e poderia desaparecer principalmente com a intervenção do Estado brasileiro na organização social do país.&lt;br /&gt;A idéia do branqueamento da população difundida pela intelectualidade brasileira influenciou em vários momentos as ações políticas do Estado brasileiro no que se refere à aos problemas vivenciados pela população negra no pós abolição da escravidão.&lt;br /&gt;Norteados pelo branqueamento do país, políticos brasileiros no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, passaram a colocar em pratica um sistemático plano de imigração européia e uma abolição da escravatura feita de forma a “empurrar” os negros para as margens da sociedade. Essa política mantinha os negros em condições de extrema pobreza, sem acesso a saneamento básico, a saúde, a moradia entre outros benefícios até que os mesmos se extinguissem devido à mortalidade infantil, desnutrição, doenças e também através das sucessivas miscigenações.&lt;br /&gt;Para Gorender,&lt;br /&gt;A grande imigração européia, ocorrida entre 1880 e 1920, serviu de motivo, na elite dirigente do país, para sustentar a tese sobre a vantagem do branqueamento da população. Ao mesmo tempo, parte significativa da elite pensante se inspirava em teses pseudocientíficas para sustentar considerações racistas. Gobineau e Gumplowicz eram “teóricos” prestigiados entre ensaístas e escritores. Ao postular a superioridade da chamada raça ariana, à qual pertenceriam os povos nórdicos da Europa, Gobineau se antecipou ao nazismo.( GORENDER,2000,p.56)&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século XX, foram notórias no Brasil varias tentativas políticas que visavam impedir a entrada de indivíduos pertencente a etnia negra no país.De acordo com Luciana Jaccoud,&lt;br /&gt;“Buscaram através de leis proibirem a imigração negra, um exemplo disso, é o projeto de lei apresentado em 28 de julho de 1921 pelos deputados Cincinato Braga, de São Paulo e Andrade Bezerra, de Pernambuco, que estabelecia cotas para ingresso de asiáticos, e simplesmente proibia a entrada de imigrantes negros no país.”&lt;br /&gt;Este ideal teve grande influência na intelectualidade brasileira nas primeiras décadas do século XX. Sendo o embranquecimento da população um fato dado como natural e inevitável pelas razões acima expostas - além da imigração – o “problema racial” brasileiro seria resolvido como uma solução sui generis através da miscigenação e da “incapacidade natural da raça negra” para o progresso. Este embranquecimento foi considerado essencial para que o país alcançasse o progresso segundo o ideal de civilização européia. Nesta perspectiva, fica evidente a importância da imigração européia como um fator primordial para o desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;No decorrer dos anos 30, 40 e 50 do século XX o projeto de desenvolvimento nacional baseado no ideal do embraquecimento da população proposto pela elite brasileira começa a perder espaço nos círculos intelectuais do país. A tendência que prevalece dos anos 30 até os anos 50 é a de refutar não apenas as classificações raciais biologicistas, mas também a existência de adscrições derivadas da aparência física também no plano da cultura e da sociedade. De forma geral, verifica-se que as idéias anti-racistas no período da hegemonia do racismo científico e da teoria do branqueamento da população brasileira assumiam a forma do antiracialismo.&lt;br /&gt;Com efeito, contra a ciência e a moral que buscavam hierarquizar as pessoas em classificações raciais, o único argumento antiracialista possível era o da negação radical do dogma da desigualdade racial baseado na genética.Neste sentido verifica-se o fortalecimento dos discursos os quais buscavam compreender o Brasil como uma nação a qual não existe relação de inferioridade e superioridade entre as etnias comprovada biologicamente, mas, que cada uma das etnias tem uma função a desempenhar no desenvolvimento do país e que elas convivem de forma harmônica.&lt;br /&gt;Esses discursos foram fundamentais na superação dos dogmas fundamentados no racismo cientifico e nas teorias as quais solidificavam a política eugenista adotada pela sociedade brasileira nas ultimas décadas do século XIX e inicio do século XX. No entanto tais teorias construíram o que se convencionou a chamar de democracia racial brasileira.&lt;br /&gt;CAPÍTULO II&lt;br /&gt;AS DISCUSSÕES ACERCA DA QUESTÃO RACIAL NO BRASIL&lt;br /&gt;2.1 A democracia racial&lt;br /&gt;O paradigma da democracia racial brasileira surge nos círculos intelectuais brasileiro no contexto internacional da Segunda Guerra Mundial. O Brasil encontrava-se alinhado aos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Rússia na guerra contra o Eixo. O mundo estava dividido entre a democracia e o fascismo. O nazi-Fascismo como regimes políticos antidemocráticos e de cunho racista se tornara a principal ameaça à democracia liberal característica das principais potencias econômicas ocidentais.&lt;br /&gt;Tal contexto vai levar a elite brasileira a construir um discurso que visava afinar o Brasil com as nações contrarias ao projeto nazi-fascista encabeçado pela Alemanha e Itália. Os princípios racistas e eugenistas praticados pelo estado nazista alemão com vista a “purificar” a raça alemã foi alvo de diversas criticas internacionais. Era necessário resguardar o Brasil de tais criticas. Daí a notória aceitação por parte da elite intelectual brasileira de teorias as quais buscavam desqualificar os dogmas da eugenia que até então vigoravam fortemente no pensamento social brasileiro. Jaccoud (2009, p.22) afirma que,&lt;br /&gt;Após os anos 1930, as teorias racistas e o projeto de branqueamento foram progressivamente sendo substituídos pela chamada ideologia da democracia racial. Nesta nova formulação da questão racial, que se consolida após os anos 1950, destaca-se a dimensão positiva da mestiçagem e afirma-se a unidade do povo como produto da miscigenação racial. Com a mistura das raças e a fusão dos grupos presentes na formação da Nação, haveria espaço para o nascimento de uma sociedade integrada, mesma que socialmente heterogenia.&lt;br /&gt;Com a democracia racial as relações raciais no decorrer da história do Brasil serão marcadas pela harmonia das etnias básicas que originaram o povo brasileiro, ou seja, o branco, o indígena e o negro. A idéia de que o Brasil era uma sociedade sem “linha de cor”, ou seja, uma sociedade sem barreiras legais que impedissem a ascensão social de pessoas de cor a cargos oficiais ou a posições de riqueza e prestígio deu lugar à construção mítica de uma sociedade sem preconceitos e discriminações raciais.&lt;br /&gt;Diversos são os intelectuais, políticos e artistas brasileiros que passaram a compactuar com o paradigma da democracia racial brasileira. Porém o expoente de tal mito fora Gilberto Freire. Para Goldstein (2003, p.273)&lt;br /&gt;Foi Gilberto Freire quem, escrevendo em um contexto em que a concepção culturalista minimizava o papel da hereditariedade, efetuou, nos anos 1930, uma releitura positiva do mito das três raças. Ficou por isso conhecido como um dos responsáveis pela formulação do mito da democracia racial. Freire se notabilizou por pregar que “ a miscigenação,que largamente se praticou aqui,corrigiu a distancia social,que doutro modo se teria conservado enorme,entre a casa-grande e a mata tropical,a casa-grande e a senzala.&lt;br /&gt;Em suas próprias palavras Freire ressalta,&lt;br /&gt;“Todo brasileiro, mesmo o alvo,de cabelo louro,traz na alma,quando não na alma e no corpo - há muita gente de genipapo e mancha mongólica no Brasil -a sombra,ou pelo menos a pinta do indígena e do negro.No litoral,do Maranhão ao Rio Grande do sul,e em Minas Gerais, principalmente do negro.A influencia direta ,ou vaga e remota, do africano.” (FREIRE,Gilberto.Casa Grande e Senzala.p,301. 2002)&lt;br /&gt;Na óptica da democracia racial a miscigenação, como característica da população brasileira, de negativa passa a ser vista como positiva. Segundo Silva, A.; Luiz; Jaccoud; Silva, W. (2009, p.22) “A mestiçagem é tida como ideal valorativo da sociedade e na convivência entre brasileiros de diversas origens. Destaca-se, nesta concepção, que o alto grau de mestiçagem do povo brasileiro, característica positiva e supostamente singular de nossa sociedade, teria em grande medida, barrados os efeitos perversos do racismo e contribuído para a integração nacional e convívio pacífico entre os diferentes grupos raciais.”&lt;br /&gt;“Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a influência negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou. Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer, ela própria amolegando na mão o bolão de comida. Da negra velha que nos contou as primeiras histórias de bicho e de mal-assombrado. Da mulata que nos tirou o primeiro bicho de pé de uma coceira tão boa. Da que nos iniciou no amor físico e nos transmitiu, ao ranger da cama de vento, a sensação completa de homem. Do muleque que foi o nosso primeiro companheiro de brinquedo.” (FREIRE,Gilberto.Casa Grande e Senzala.p,301. 2002)&lt;br /&gt;A democracia racial sustenta um discurso o qual a historia da sociedade brasileira não foi marcada pelo preconceito e pela discriminação racial como ocorreu em outras Nações. Pois enquanto que na década de 1930 os países europeus presenciavam o fortalecimento dos princípios racistas do nazismo e os EUA vivencia as leis segregacionistas, o Brasil era um pais livre do preconceito racial aja visto que o estado brasileiro não sustentava um efetivo e eficaz plano de eliminação da etnia negra e indígena do pais .Esta situação brasileira enalteceria o país diante das nações tidas como mais “civilizadas” do planeta.&lt;br /&gt;O mito da democracia racial ofereceu uma nova interpretação para analisar a realidade social brasileira ao se opor ao determinismo biológico e a valorizar o aspecto cultural reversível em suas diferenças. Porém ela se tornou uma das principais ideologias do maquiamento dos problemas vigentes na realidade social da população negra. Para Silva, A.; Luiz; Jaccoud; Silva, W. (2009, p.22) “O enfraquecimento do discurso das hierarquias raciais e sua gradual substituição pelo mito da democracia racial permitiram a afirmação e a valorização do “povo brasileiro”.Todavia, cabe lembrar que tal análise, ancorada na cultura, não implica a integral negação da inferioridade dos negros. De fato,se por um lado o ideário da democracia racial busca deslegitimar a hierarquia social fundamentada na identificação racial, por outro reforça o ideal do branqueamento e promove a mestiçagem e seu produto,o mulato”.&lt;br /&gt;A concepção de que o Brasil é uma nação a qual suas etnias convivem harmonicamente no âmbito das relações sociais favorece a manutenção das desigualdades socioeconômicas entre os indivíduos pertencentes da etnia negra em relação à etnia branca. Nesse sentido a democracia racial se torna um artifício da classe dominante branca para manter seus privilégios. Segundo Ianni (1985, p.136)&lt;br /&gt;Por outro lado, existe uma ligação ideológica entre democracia racial e ideologia burguesa, porque sendo as relações raciais no país democráticas e igualitárias, caberia ao indivíduo, por suas próprias qualidades, concorrer com os demais “brancos” e não-brancos na sociedade. Seria, portanto, mera questão de competência individual. Neste sentido, poderíamos entender a democracia racial como um mito construído pela ideologia burguesa para tentar justificar a sua dominação ao nível das relações raciais no país.&lt;br /&gt;A democracia racial ao negar a influencia do aspecto racial na conformação da desigualdade social brasileira ela representou um percalço na viabilização de mecanismos de combate aos estereótipos e preconceitos raciais que continuavam a agir no âmbito das relações sociais no Brasil no decorrer do século XX, interferindo na dinâmica da mobilidade social em benefício da população branca em detrimento dos indivíduos da etnia negra.O discurso o qual sustenta a harmonia racial da sociedade brasileira para Maio (1997), “evitou a criação de soluções universalistas que cancelassem os efeitos perversos do racialismo, do nacionalismo xenófobico e das disparidades socioeconômicas”.&lt;br /&gt;2.2. As Teses acerca da questão racial nas décadas de 1960 e 1970&lt;br /&gt;A partir da metade do século XX, notavelmente nas décadas de 60 e 70, as teses referentes ás relações raciais da sociedade brasileira vão adquirir novas versões. As mudanças na estrutura econômica, política e cultural do Brasil assim como o contexto histórico vivenciado pela sociedade internacional vão levar a intelectualidade brasileira repensar sobre a questão racial no país.&lt;br /&gt;No Brasil a acentuação do processo de urbanização e a consolidação da sociedade capitalista vão contribuir no aumento dos conflitos sociais, principalmente nas tensões raciais. Na conjuntura externa percebe-se nos EUA ,na década de 60,o fortalecimento do movimento negro na luta contra a segregação racial vigente naquele país. No continente europeu vê – se, a partir da segunda metade do século XX, os países envolvidos no processo da descolonização afro- asiática. Em suma, a temática racial é objeto de conflitos e debate no âmbito internacional.&lt;br /&gt;Na sociedade brasileira de forma geral as novas teses constituídas nas décadas de 60 e 70 vão centrar na contraposição ao paradigma da democracia racial brasileira. A concepção paternalista do senhor de escravo “bondoso” e do escravo negro “dócil” formulada nas décadas anteriores, cujo expoente fora Gilberto Freire, já não mais atende os questionamentos do pensamento social brasileiro.A revisão dos paradigmas na análise das relações raciais na sociedade brasileira vai ter como gênese a introdução do Marxismo no debate social brasileiro. Segundo Sodré:&lt;br /&gt;Tal revisão, que é menos ligada a acontecimentos e a figuras do que ao processo, apreciado segundo métodos novos de interpretação, não deriva de um interesse acadêmico, deriva da necessidade de conhecer os antecedentes que, em seu desenvolvimento, levaram o País à situação em que se encontra, vistos de um ângulo objetivo.&lt;br /&gt;Inúmeros são os intelectuais de orientação marxista que vão produzir estudos relacionados a importância do papel da população negra no desenvolvimento da sociedade brasileira no decorrer da história.Tais como Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Caio Prado Junior,Fernando Novais,Jacob Gorender, Fernando Henrique Cardoso, &lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=5&amp;amp;ved=0CDoQFjAE&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fredalyc.uaemex.mx%2Fpdf%2F703%2F70350103.pdf&amp;amp;ei=XdRmTfnREMH58Ab8yfyKCw&amp;amp;usg=AFQjCNHCqehsH0_ljPX0W6fgFQixDqBgng"&gt;Roger &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=5&amp;amp;ved=0CDoQFjAE&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fredalyc.uaemex.mx%2Fpdf%2F703%2F70350103.pdf&amp;amp;ei=XdRmTfnREMH58Ab8yfyKCw&amp;amp;usg=AFQjCNHCqehsH0_ljPX0W6fgFQixDqBgng"&gt;Bastide&lt;/a&gt; entre outros.&lt;br /&gt;Apesar de tais intelectuais em suas teses possuírem determinadas peculiaridades cabe salientar que nos seus trabalhos é notória a influência do materialismo histórico dialético. Categorias como a escravidão, a resistência negra, a discriminação racial entre outras constituídas nas relações entre brancos e negros no decorrer da história do Brasil vão ser analisadas pelos intelectuais das décadas de 60 e 70 com uma nova óptica.&lt;br /&gt;Diferente das teses pautadas na democracia racial brasileira tais estudos vão demonstrar que as relações etnológicas na sociedade brasileira historicamente foram marcadas pelo constante conflito e pela violência. A harmonia entre escravo e senhor que até então vigorava na mentalidade brasileira, para os intelectuais marxistas, nunca existiu. O homem branco senhor e o negro escravo na escravidão são tidos como seres distintos. Pois,&lt;br /&gt;Os escravos não eram cidadãos, não podiam ter armas, propriedades, vestir-se como quisessem sair à noite, reuni-se. E se fugissem!... Moravam em quase prisões, amontoados. Trabalhavam sob coerção, repressão e violência, com longas jornadas. Eram castigados cruelmente e marcado a ferro quente. Suas condições de vida eram as piores. Falar em suavidade e ternura nas relações senhor/escravo é ir cinicamente contra os fatos. Aliás, mesmo que vivessem em melhores condições de vida, continuariam escravos, isto é não cidadãos. Essa sua condição social tinha efeitos devastadores sobre a sua condição humana e psicológica. Sentiam-se como coisas e não como sujeitos históricos. (GORENDER, 1990 apud REIS, 2007, p.210).&lt;br /&gt;Os intelectuais das décadas 60 e 70 vão desenvolver estudos que demonstram como eram as condições de existências da população negra nos séculos que vigorou o regime escravista brasileiro. A visão do escravo como uma mera propriedade do senhor, sem ser sujeito de sua própria história, foi desenvolvida pelos diversos estudiosos marxistas das citadas décadas.&lt;br /&gt;Nota-se a crescente concepção da extrema violência do sistema escravista, ressaltando-se as imagens do escravo rebelde e do senhor homicida. Para Reis (1996, p.25), “A resistência do negro à escravidão foi característica marcante da história dos africanos nas colônias americanas, e os escravos responderam à exploração com má vontade, a sabotagem ao trabalho, a revolta ou a fuga para quilombos.”&lt;br /&gt;Quilombos, Rebeliões escravas, estratégias de luta do negro contra a exploração imposta pela elite branca brasileira vão se tornar uns dos principais objetos de estudos por parte dos intelectuais marxistas das décadas de 60 e 70. Para Schwarcz(1993)&lt;br /&gt;“O interesse pela resistência escrava aumentou muito nas duas últimas décadas [60 e 70]. Isso aconteceu, em parte devido à conscientização cada vez maior da desigualdade racial no Brasil, a uma pesquisa autocrítica de exemplo e tradição historiográficos feita pelos intelectuais revisionistas e afro-brasileiros e a um clima histórico geral no qual cresce o interesse pelos atos dos escravos.”&lt;br /&gt;Florestan Fernandes em seus estudos vai demonstrar o processo de transição da mão de obra escrava africana e indígena para a mão de obra livre e a inserção dessas etnias na sociedade capitalista de classes em consolidação no estado de São Paulo. A escravidão negra no Brasil foi a categoria mais analisada por Florestan Fernandes. Em seus estudos fica evidenciado que foi através desse regime de trabalho que a sociedade brasileira se desenvolveu e que a escravidão negra deixou marcas muito fortes nas relações sociais e na cultura do país. Para Reis (2007, p.210)&lt;br /&gt;F. Fernandes examina o tema pelo aspecto da resistência do escravo, a sua rebeldia e sua capacidade de transformar a sociedade brasileira. Seu grande interlocutor nesse debate será G.Freyre. F. Fernandes escreve contra a visão de Freyre da escravidão brasileira. O tema da escravidão passada ligava-se ao da “revolução social” que viesse abolir as desigualdades sociais no presente-futuro. Discutir o tema da escravidão no passado significava lutar pela concretização da sua abolição no presente - futuro.&lt;br /&gt;Florestan Fernandes parte do proce
